Êxodo 17
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Tendo-se partido pois todos os filhos de Israel do deserto de Sin, e tendo feito as suas mansões nos lugares, que o Senhor lhes havia apontado, êles se acamparam em Rafidim, onde não havia água para dar de beber ao povo. 2Então tornaram êles a murmurar contra Moisés, dizendo: Dá-nos água para bebermos. Moisés lhes respondeu: Por que murmurais vós contra mim? por qué tentais o Senhor? 3O povo pois achando-se neste sítio atormentado da sêde, e sem água, queixou-se altamente de Moisés, até lhe dizer Por que nos fizeste tu sair do Egito, para agora nos fazeres morrer de sêde a nós, aos nossos filhos, e às nossas bêstas? 4Clamou então Moisés ao Senhor, e lhe disse: Que farei eu a êste povo? Pouco falta que êle me não apedreje. 5E o Senhor disse a Moisés: Caminha adiante do povo: Leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na tua mão a vara, com que feriste o rio, e vai até à pedra de Horeb. 6Eu me acharei lá contigo: Tu ferirás a pedra, e dela sairá água, para que o povo tenha donde beber. Fêz Moisés diante dos anciãos de Israel o que o Senhor lhe havia ordenado. 7E êle chámou êste lugar a Tentação, aludindo aos queixumes dos filhos de Israel, e a que êles tentaram o Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não está? o Vos 8Entretanto Amalec veio a Rafidim a pelejar contra Israel. 9Então disse Moisés a Josué: Escolhe homens, e vai pelejar no alto contra Amalec. Eu amanha serei no alto do outeiro, tendo a vara de Deus na mão. 10Fêz Josué o que Moisés lhe tinha dito, e pelejou contra Amalec. Porém Moisés, Aarão, e Hur subiram ao cume do outeiro. 11E quando Moisés tinha as mãos levantadas, ficava Israel vitorioso: Mas se as abaixava um pouco, era Amalec o que levava a melhor. 12Entretanto as mãos de Moisés pesavam-lhe. Pelo que êles tomaram uma pedra; e tendo-a pôsto por baixo de Moisés, êste se assentou nela: e Aarão, e Hur lhe sustinham as mãos de ambas as partes. Assim as suas mãos se não cansaram até o pôr do sol. 13Josué pois fêz fugir a Amalec. e passar ao fio da espada o seu povo. 14Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto num livro, para servir de monumento, e faze-o ouvir a Josué. Porque eu hei de extinguir a memória de Amalec de debaixo do céu. 15Moisés edificou ali um altar, a que êle pôs êste nome: O Senhor é a minha glória. 16Porque a mão do Senhor, disse êle, se levantará do seu trono contra Amalec; e o Senhor lhe fará guerra no decurso de tôdas as gerações.