Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

Êxodo 33

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Depois falou o Senhor a Moisés, e lhe disse: Vai, sai dêste lugar tu, e o povo, que tu tiraste do Egito, e vai para a terra, que eu prometi com juramento a Abraão, Isaac, e Jacó quando lhe disse: Eu darei esta terra à tua posteridade. 2E dir-lhe-ás da minha parte: Eu enviarei um anJo, que te sirva de percursor, para que lance fora os cananeus, os amorreus, os heteus, os fereseus, os heveus, os jebuseus; 3e tu entres num país onde correm arroios de leite, e de mel, Porque eu não subirei contigo, para que não suceda exterminar-te eu durante o caminho. visto seres tu um povo de cerviz dura. 4O povo, ouvindo estas tremendas palavras pôs-sc a chorar; e nenhum dêles vestiu as suas galas costumadas. 5Porque o Senhor disse a Moisés: Diz aos filhos de Israel: Vós sois um povo de cerviz dura: se eu fôr uma vez no meio de vós, exterminar-vos-ei. Deixai, pois, desde agora as vossas galas, para eu saber de que modo vos hei de tratar. 6Todos os filhos de Israel pois deixaram as suas galas ao pé do monte Horeb. 7E Moisés, levantando o tabernáculo, o pôs bem ao longe fora do campo, e o chamou o tabernáculo do concêrto. E todos os do povo, que tinham alguma dificuldade, saíram fora do campo, para irem ao tabernáculo do concêrto. 8Quando Moisés saía para o tabernáculo, levantava-se todo o povo, e cada um se deixava estar à porta da sua tenda, e olhava para Moisés pelas costas, até êle entrar no tabernáculo. 9Depois que Moisés linha entrado no tabernáculo do concêrto, descia a coluna de nuvem, e punha-se à porta, e o Senhor falava com Moisés. 10Os filhos de Israel, em vendo que a coluna de nuvem se punha à porta do tabernáculo, punham-se também êles todos à porta das suas tendas, e adoravam o Senhor. 11Ora o Senhor falava a Moisés face a face, bem como um homem costuma falar ao seu amigo. E quando êle voltava para o campo, o moço Josué, filho de Nun, que o servia, não se alongava do tabernáculo. 12Moisés porém disse ao Senhor: Tu mandas-me que leve eu êsse povo, e não me declaras quem hás de enviar comigo, principalmente tendo-me tu dito: Eu conheço-te pelo teu nome, e tu achaste graça de mim. 13Se eu pois achei graça diante de ti, mostra-me a tua face, para eu te conhecer, e para achar graça diante dos teus olhos: olha benignamente para esta grande multidão, que é teu povo. 14O Senhor lhe disse: Eu irei em pessoa diante de ti, e eu te darei o descanso. 15Disse-lhe Moisés: Se tu mesmo não vais adiante de nós, não nos tires dêste lugar. 16Porque como poderemos nós saber, eu, e o teu povo, que nós achamos graça diante de ti, se tu não marchares adiante de nós, para sermos atendidos, e respeitados de todos os povos, que habitam sôbre a terra? 17Respondeu o Senhor a Moisés: Eu te farei isto, que tu acabas de me pedir: porque tu achaste graça diante de mim, e eu te conheço pelo teu nome. 18Moisés lhe disse: Mostra-me a tua glória. 19O Senhor lhe respondeu: Eu te mostrarei todo o bem; e passando adiante de ti, pronunciarei o nome do Senhor. Eu me compadecerei de quem eu quiser, e usarei de clemência com quem fôr do meu agrado usá-la. 20Disse mais o Senhor: Tu não poderás ver o meu rosto: porque nenhum homem me verá sem morrer. 21Ainda o Senhor disse mais: Eis-aqui o lugar, onde eu costumo estar: e tu pôr-te-ás sôbre a pedra. 22E quando passar a minha glória, eu te porei ao buraco da pedra, e te cobrirei com a minha mão, até que eu tenha passado. 23Depois tirarei eu a minha mão, e tu me verás pelas costas: mas tu não poderás ver o meu rosto.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp