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Ezequiel 5

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1E tu, filho do homem, pega numa navalha afiada, que corte os cabelos: E tomá-la-às, e a passarás por cima da tua cabeça e da tua barba: E tomarás uma balança de pêso, e reparti-los-ás. 2Uma têrça parte lançá-la-ás ao fogo no meio da cidade, à medida que os dias do cêrco se fôrem cumprindo: E tomarás a outra têrça parte, e cortá-la-ás com uma espada ao redor da mesma cidade:.Deitarás porém ao vento a outra têrça parte que restar e eu irei atrás dêle com a espada nua. 3Desta. têrça parte porém tirarás tu um pequeno número: E atá-los-ás numa ponta da tua capa. 4E ainda dêstes tirarás tu alguns pcucos, e lançá-los-ás no meio do fogo, e queimá-los-às com as chamas: E daqui sairá uma labareda por tôda a casa de Israel. 5Isto diz o Senhor Deus: Esta é Jerusalém, no meio das gentes eu a pus, e em contôrno dela as suas terras. 6E desprezou os meus juízos, até o ponto de se tornar mais ímpia que as gentes: E os meus preceitos ainda mais que tôdas as terras, que estão ao redor dela: Porque êles arrojaram de si os meus juízos, e não andaram nos meus preceitos. 7Portanto isto diz o Senhor Deus: Porque vencestes em impiedade as gentes que estão ao redor de vós, e não andastes nos meus preceitos, e não observastes os meus juízos, nem ainda obrastes segundo as leis das gentes, que estão à roda de vós: 8Portanto isto diz o Senhor Deus: Aqui estou eu contra ti, e eu mesmo exercerei no meio de ti os meus juízos aos olhos das gentes: 9E farei contra ti o que ainda não tenho feito, e coisas que nunca mais as farei semelhantes por causa de tôdas as tuas abominações. 10Por isso os pais comerão a seus filhos no meio de ti, e os filhos comerão a seus pais, e eu exercerei em ti os meus juízos: E a todo o vento padejarei tôdas as tuas relíquias. 11Portanto vivo eu, diz o Senhor Deus: Se pelo motivo de teres violado o meu santuário com tôdas as tuas ofensas, e com tôdas as tuas abominações, eu também te não quebrantar, e o meu ôlho te não perdoar, nem eu tiver a menor compaixão de ti. 12Um têrço dos teus morrerá de peste, e será consumido de fome no meio de ti: E outro têrço dos teus cairá morto ao fio da espada em teu circuito: Quanto porém ao outro têrço que te restar, eu o espalharei a todo o vento, e irei atrás dêles com a espada nua. 13E satisfarei o meu furor, e nêles farei descansar a minha indignação, e eu me consolarei: E êles saberão que eu, o Senhor, falei no meu ciúme, depois que eu tiver satisfeito nêles a minha indignação. 14E cu te reduzirei a um deserto, e a ser o opróbrio das gentes, que estão ao redor de ti, à vista de todo o que fôr passando. 15E serás o opróbrio, e a blasfêmia, e o escarmento, e o assombro entre as gentes que estão em teu contôrno: Quando eu tiver exercido contra ti os meus juízos com furor, e com indignação, e com increpações de ira. 16Eu o Senhor o disse: Quando eu despedir as mais que penetrantes setas da fome contra êles: As quais serão mortais, e que eu despedirei para vos perder: E ajuntarei a fome sôbre vós, e quebrarei entre vos o báculo do pão. 17E enviarei contra vós a fome, e as mais cruéis alimárias até vos reduzirem a extermínio: E a peste, e o sangue passarão por ti, e farei vir a espada sôbre ti: Eu, o Senhor, o disse.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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