Ezequiel 4
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Tu pois, filho do homem, pega num ladrilho, e pô-lo-ás diante de ti: E desenharás nêle a cidade de Jerusalém. 2E disporás contra ela um assédio, e levantarás fortificações, e farás trincheiras, e alojarás um exército contra ela, e pór-lhe-ás aríetes ao redor. 3Toma também tu uma frigideira de ferro, e pô-la-ás como um muro de ferro entre ti, e entre a cidade: Depois olharás para ela com o teu semblante bem carregado, e ela será posta de sítio, e tu a sitiarás: O que é um sinal para a casa de Israel. 4E tu dormirás sôbre o teu lado esquerdo, e porás sôbre êle as iniquidades da casa de Israel no espaço dos dias, em que dormirás sôbre êle, e tomarás sôbre ti a iniquidade deles. 5Eu te dei pois em conta de dias trezentos e noventa dias, pelos anos da iniquidade dêles: E assim trarás sôbre ti a iniquidade da casa de Israel. 6E depois que tiveres cumprido isto, dormirás segunda vez sobre o teu lado direito: E tomarás sôbre ti a iniqüidade da casa de Judá por quarenta dias: É um dia que eu te dei por cada ano, um dia, digo, por cada ano. 7E voltarás o teu rosto para o cêrco de Jerusalém, e o teu braço estará estendido: E assim profetarás contra ela. 8Tu bem vês como eu te cingi de cadeias todo em roda: Assim tu não te voltarás de um lado para outro lado, enquanto não cumpras os dias do teu assédio. 9Toma também tu trigo, e cevada, é favas, e lentilhas, e milho, e aveia: E meterás tudo isso dentro de um vaso, e farás para ti uns pães conforme o número dos dias, que hás-de dormir sôbre o teu lado: Tu os comerás em trezentos e noventa dias. 10E a tua comida de que te hás de sustentar, será do pêso de vinte siclos por dia: De um tempo até outro tempo a comerás. 11Hás de beber também a água por medida, e esta será a sexta parte de um hin: Tu a beberás de um tempo até outro. tempo. 12E o que tu hás-de comer, será como um pão de cevada, que se cozeu debaixo da cinza: E tu diante dêles o cobrirás do estêrco, que sai do homem. 13E disse o Senhor: Assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo entre as gentes, para onde eu os lançarei. 14Então disse eu: Ah, ah, ah, Senhor Deus, vêde que a minha alma não está manchada, nem eu desde a minha infância até agora tenho comido coisa morta, nem despedaçada pelas alimárias, nem ainda na minha bôca entrou carne alguma imunda. 15E êle me disse: Eis-aí te dei estêrco de bois em lugar de estêrco humano: E farás cozer com êle o teu pão. 16Depois me disse: Filho do homem: Eis-aí quebrarei eu o báculo do pão em Jerusalém: E comerão o pão por pêso e com sobressalto: E beberão a água por medida e com angústia: 17Para que, faltando-lhes o pão e a água, caia cada um junto a seu irmão: E se mirrem de fome nas suas iniquidades.