Ezequiel 7
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1É foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Eu, filho do homem, dize: Isto diz o Senhor Deus à terra de Israel: O fim vem, vem o fim sôbre as quatro plagas desta terra. 3Agora é que vem o fim sôbre ti, e eu desafogarei o meu furor contra ti: E te julgarei conforme os teus caminhos: E te porei diante dos olhos tôdas as tuas abominações. 4E o meu ôlho te verá sem se magoar, nem me compadecerei de ti: Mas porei sôbre ti os teus caminhos, e as tuas abominações estarão no meio de ti: E vós sabereis que eu sou o Senhor. 5Isto diz o Senhor Deus: Eis uma aflição, eis-que logo vem outra aflição: 6O fim vem, vem o fim, êle despertou contra ti: Ei-lo aí vem. 7O' tu, que habitas na terra, uma total ruína vem sôbre ti: E” chegado ó tempo, está perto o dia da mortandade, e não da glória dos montes. 8Agora, derramarei eu de perto a minha ira sôbre ti, e satisfarei em ti o meu furor: E te julgarei conforme os teus caminhos, e porei sobre ti tôdas as tuas maldades. 9E o meu ôlho te verá sem se magoar, nem eu me compadecerei de ti, mas pôr-te-ei às costas os teus caminhos, e as tuas abominações estarão no meio de ti: E vós sabereis que eu sou o Senhor que firo. 10Eis-aqui o dia, ei-lo aí vem: Saiu a total destruição, floresceu a vara, brotou a soberba. 11A iniqüidade se levanto sôbre a vara da impiedade: Não restará nada dêles, nem do povo, nem do seu estrondo: E não haverá nêles descanso. 12Chegou o tempo, está próximo o dia: O que compra não se alegre: E o que vende, não chore: Porque a ira está sôbre todo o seu povo. 13Porque o que vende, não tornará a possuir o que vendeu, e ainda estará a sua vida entre os viventes: Porque a visão concernente a tôda a sua multidão não tornará atrás: E nenhum será reforçado por causa da iniqüidade da sua vida. 14Tocai a trombeta, preparem-se todos, mas não há ninguém que vá à batalha: Porque a minha ira está sobre todo o seu povo. 15Fora a espada, e dentro a peste e a fome: O que está no campo, morrerá à espada: E os que estão na cidade, serão devorados pela peste e pela fome. 16E os que dentre êles fugirem, salvar-se-ão: Mas êles estarão sôbre os montes como pombas dos vales, todos tremendo, cada um por causa da sua iniquidade. 17Tôdas as mãos se enfraquecerão, e todos os joelhos distilarão águas. 18E cingir-se-ão de cilícios, e o mêdo os cobrirá, e em todo o rosto haverá confusão, e em tôdas as suas cabeças calva. 19A sua prata será lançada fora, e o seu ouro será reputado como um monturo. À sua prata e o seu ouro não os poderão livrar no dia do furor do Senhor. Êles não fartarão a sua alma, e os seus ventres se não encherão: Porque lhe têm servido de tropêço para a sua iniquidade. 20E converteram em soberba o adôrno de seus colares, e dele fizeram representativos das suas abominações e simulacros: Por isso fiz que fôsse para êles uma imin-dície: 21E pô-lo-ci nas mãos dos estranhos para ser saqueado, e aos ímpios da terra servirá de prêsa, e êles o contaminarão. 22E apartarei deles a minha face, e violarão o secreto do meu santuário: E entrarão nêle saqueadores e o profanarão. 23Acaba com a tua conclusão: Porque a terra está, cheia de juízo de sangues, e a cidade cheia de iniquidade. 24E farei vir os péssimos dentre as gentes, e eles se apoderarão das suas casas: E farei cessar à soberba dos poderosos, e aquéles péssimos possuirão os santuários dêles. 25Ao sobrevir-lhes de repente a angústia, êles buscarão a paz, e não a haverá. 26A um susto sucederá outro susto, e a um estrondo outro estrondo: E buscarão alguma visão de algum profeta, e a lei perecerá na bôca do sacerdote, e o conselho na bôca dos anciãos. 27O rei chorará e o príncipe cobrir--se-á de tristeza e as mãos do povo da terra tremerão de mêdo. Eu os tratarei conforme o seu caminho, e os julgarei conforme êles julgaram os outros: E saberão que eu sou o Senhor.