Ezequiel 8
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E aconteceu no ano sexto, no sexto mês, a cinco do mês: Quando estava assentado em minha casa, e estavam assentados diante de mim os anciãos de Judá, que neste mesmo lugar cair sôbre mim a mão do Senhor Deus. 2E tive uma visão, e eis-que havia ali uma como semelhança de um homem de aspecto de fogo: Desde o aspecto dos seus rins para baixo, era tudo fogo: E desde os seus rins, e daí para cima, tudo era um como aspecto de resplendor, uma como vista de eletro. 3E tendo dali saído uma semelhança de mão, me tomou por uma gadelha da minha cabeça: E o espírito me levantou entre a terra e o céu: E me levou a Jerusalém em visão de Deus, pondo-me ao pé da porta interior, que olhava para a banda do Aquilão, onde se tinha colocado o ídolo do ciúme para provocar a emulação. 4E eis-que aparecia ali a glória do Deus de Israel, conforme a visão que eu tinha tido no campo. 5E êle me disse: Filho do homem, levanta os teus olhos para o caminho do Aquilão. E levantei os meus olhos para o caminho do Aquilão: E eis-que vi da banda do Aquilão da porta do Altar aquêle ídolo do ciúme, pôsto bem à entrada. 6E êle me disse: Filho do homem, acaso pensas que vês tu o que fazem êstes, as grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me retire longe do meu Santuário pois quando te voltares para outra parte, verás abominações ainda maiores. 7E me introduziu a uma porta do átrio: E vi, e eis-que havia ali um buraco na parede. 8E êle me disse: Filho do homem, escava a parede. E como eu tivesse escavado a parede, apareceu uma porta. 9E êle me disse: Entra, e vê as vergonhosíssimas abominações, que êstes aqui fazem. 10E depois de ter entrado olhei, e eis-que havia ali tôda a semelhança de reptis, e de animais, a abominação, e todos os ídolos da Casa de Israel estavam pintados na parede por tôda a roda. 11E setenta homens dos anciãos da casa de Israel estavam em pé diante destas pinturas, e J ezonias, filho de Safan, também em pé no meio dêles: E cada um tinha na sua mão um turíbulo: E o fumo do incenso que dêle saía como uma névoa, se elevava ao alto. 12E êle me disse: Por certo, filho do homem, que tu vês o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, o que cada um dêles pratica no secreto da sua câmara: Porque êles dizem: O Senhor não nos vê, o Senhor deixou a terra. 13Então me disse êle: Quando te voltares para outra parte, verás abominações ainda maiores que as que êstes fazem. 14E me introduziu pela entrada da porta da casa do Senhor, que olhava para a banda do Aquilão: E eis-que estavam ali umas mulheres assentadas, chorando a Adonis. 15E êle me disse: Por certo, filho do homem, que tu viste: Quando te voltares ainda para outra parte, verás maiores abominações do que estas. 16E me introduziu no átrio interior da casa do Senhor: E eis-que se achavam à porta do templo do Senhor, entre o vestíbulo e o altar, alguns vinte e cinco homens, que tinham as costas voltadas para o templo do Senhor, e as caras viradas para o Oriente: E adoravam o sol nascendo. 17E êle me disse: Por certo, filho do homem, que tu viste: Acaso é isto coisa de pouco momento: para a casa de Judá, o fazerem êles estas abominações que têm feito aqui: Pois tendo enchido a terra de inigiiidâde se voltaram a me irritar? Bem vês também como êles chegam aos seus narizes o ramo. 18Logo também eu os tratar no meu furor: O meu ôlho os verá sem se magoar, nem eu me compadecerei dêles: E quando êles me gritarem aos ouvidos em alta voz, eu não os atenderei.