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Gênesis 22

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Passado isto, tentou Deus a Abraão, e lhe disse: Abraão, Êle lhe respondeu: Aqui estou. 2Continuou Deus: Toma a Isaac teu filho único, a quem tu tanto amas. e vai à terra da Visão, e oíere-cer-mos-ás em holocausto sôbre um dos montes, que eu te mostrarei. 3Abraão pois, levantando-se de noite. preparou o seu jumento, e tomou consigo a seu filho Isaac, e a dois de seus servos: e depois de cortar a lenha necessária para consumir o holocausto, partiu a achar-se no lugar, para onde Deus lhe tinha ordenado que fôsse. 4Ao terceiro dia, tendo levantado os olhos, viu êle o lugar de longe. 5Então disse aos seus servos: Esperai aqui com o jumento, que eu, e meu filho não faremos senão chegar acolá; e depois de termos feito adoração, tornaremos a vós. 6Tomou também a lenha para o holocausto, e poda às costas de seu filho Isaac: e êle Abraão levava nas mãos o fogo, e o cutelo. E quando ambos caminhavam juntos, 7disse Isaac a seu pai: Meu pai? respondeu-lhe Abraão: Que queres, meu filho? Aqui vai o fogo, e o cutelo, disse Isaac; onde está a vitima para o holocausto? 8Deus proverá nisso, respondeu Abraão: Êle nos deparará uma vítima para o seu holocausto. Caminharam pois ambos juntos, 9até que chegaram ao lugar, que Deus tinha mostrado a Abraão. Ali levantou Abraão um altar; pôs-lhe a lenha em cima depois atou a seu filho Isaac, e o pôs sôbre a lenha, que tinha disposto sôbre o altar. 10E estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar seu filho. 11Mas a esse mesmo ponto lhe gritou do céu o anjo do Senhor, dizendo: Abraão, Abraão. Respondeu êle: Aqui estou. 12Continuou o anjo: Não estendas a tua mão sôbre o menino, e não lhe faças mal algum. Agora conheci que temes a Deus, pois que, por me obedeceres, não perdoaste a teu filho único. 13Abraão, levantando os olhos, viu atrás de si um carneiro, que estava embaraçado pelas pontas na rama dum espinheiro; e, pegando nêle, o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. 14E chamou a êste lugar dum nome, que significa: O Senhor vê. Donde veio dizer-se ainda hoje: O Senhor verá no monte. 15Segunda vez tornou o anjo do Senhor a chamar Abraão, e lhe disse: 16Eu jurei por mim mesmo, diz o Senhor, que pois que tu fizeste esta ação, e que por me obedeceres não perdoaste a teu filho único; 17eu te abençoarei, e multiplicarei a tua raça como as estrêlas do céu, e como a areia, que há nas praias. do mar. Os teus descendentes possuirão as portas de seus inimigos. 18E tôdas as gentes da terra serão benditas na tua posteridade porque obedeceste à minha voz. 19Tendo Abraão voltado para onde estavam os seus servos, recolheram-se todos juntos a Bersabé, e ali ficou vivendo Abraão. 20Depois disto vieram dizer a Abraão, que seu irmão Nacor tinha tido de sua mulher Melca muitos filhos. 21A saber, us, que foi o primogênito, Buz seu irmão, Camuel pai dos sírios. 22Cased, Azau, Teldas, Gedlaf; 23e Batuel pai de Rebeca. Eis-aqui os oito filhos, que Nacor, irmão de Abraão, teve de Melca sua mulher. 24Uma sua concubina, chamada Roma, deu-lhe também êstes outros quatro filhos: Tabéia, Gaão, Taás, e Maaca.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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