Gênesis 25
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Pelo tempo adiante tomou Abraão outra mulher chamada Cetura, 2a qual lhe pariu a Zamran, a Jecsan, a Madan, a Madian, a Jescó, e a Sué. 3Jecsan gerou a Saba, e a Dadan. Os filhos de Dadan foram Assurim, Latusim, e Loomim. 4De Madian saiu Efa, Ofer, Enoc, Abida, e. Eldáa. Todos êstes foram filhos de Cetura. 5Abraão deu a Isaac todos os seus bens, 6e fêz em sua vida presentes aos filhos das suâs concubinas, e os separou de seu filho Isaac, e os fêz ir para as partes do Oriente. 7E tendo Abraão vivido cento setenta e cinco anos, 8morreu de puro desfalecimento numa ditosa velhi- 'ce, numa idade mui avançada, e bem farto de viver; e foi unir-se ao seu povo. 9Isaac, e Ismael, seus filhos, o sepultaram na caverna de dois repartimentos, que era no campo de Efron, filho de Seor o Heteu, defronte de Mambre, 10a qual Abraão tinha comprado aos filhos de Het. Eis-aqui onde êle foi enterrado, como tinha sido Sara sua mulher. 11Depois da morte de Abraão abençoou Deus a Isaac seu filho, que habitava perto do Poço chamado do que vive, e do que vê. 12Eis-aqui a lista dos filhos de Ismael, filho de Abraão, e de Agar egiptana, escrava de Sara. 13E eis-aqui os nomes, que os filhos de Ismael deixaram aos seus descendentes. O primogênito de Ismael foi Nabajot, os outros foram Cedar, Abdeel, Mabsão, 14Masma, Duma, Massa, 15Hadar, Tema, Jetur, Náfis, e Cedma. 16Êstes são os filhos de Ismael, e êstes nomes, que êles deram aos seus castelos, e às suas cidades, tendo sido doze príncipes, chefes de outras tantas tribos. 17O tempo da vida de Ismael foram cento e trinta e sete anos; e, como lhe faltassem as forças, morreu, e foi unir-se ao seu povo. 18Êle habitou no país, que corre desde Hevilat até Sur, que olha para a banda do Egito, sôbre o caminho, que leva para os assírios; e morreu achando-se presentes todos os seus irmãos. 19Eis-aqui também qual foi a genealogia de Isaac, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaac. 20Isaac, tendo quarenta anos, casou com Rebeca, filha de Batuel o assírio de Mesopotâmia, e irmã de Labão. 21Orou Isaac ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor o ouviu, dando a Rebeca virtude de conceber. 22Mas os dois meninos, de que ela estava pejada, lutavam um contra o outro. E ela disse: Se assim tinha de ser, que necessidade havia que eu concebesse? Foi pois consultar o Senhor, 23o qual lhe respondeu: Duas nações estão no teu ventre, e dois povos sairão de ti. Um destes povos vencerá o outro, e o mais velho vencerá o mais moço. 24Chegado que foi o tempo de parir, achou-se ela mãe de dois gêmeos. 25O que saiu primeiro era todo vermelho e todo peludo; e foi-lhe pôsto o nome de Esaú. Saiu logo o outro, sustendo com a mão o pé do irmão; pelo que o chamaram Jacó. 26Tinha Isaac sessenta anos, quando lhe nasceram êstes dois filhos. 27Depois que êles foram grandes Esaú saiu um destro caçador; e exercitou a lavoura. Jacó porém era um homem simples, e vivia em casa. 28Isaac amava a Esaú, porque comia do que êle lhe trazia da caça: e Rebeca amava a Jacó. 29Um dia tendo Jacó feito cozer um prato de lentilhas, chegou Esaú do campo muito fatigado, 30e disse a Jacó: Dá-me dessa comida avermelhada, porque me sinto em extremo cansado. Por esta razão é que lhe foi pôsto o nome de Edom. 31Respondeu-lhe Jacó: Vende-me tu o teu direito de primogenitura. 32Continuou Esaú: Eu me sinto morrer: de que me servirá o meu direito de primogenitura? 33Pois jura-mo, lhe disse Jacó. Jurou-lho Esaú, e vendeu-lhe o seu direito de primogenitura. 34E assim tendo tomado do pão, e daquele prato de lentilhas, comeu, e bebeu, e depois foi-se, dando-se-lhe bem pouco de ter vendido o seu direito de primogenitura.