Hebreus 11
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1É pois a fé a substância das coisas que se devem esperar, um argumento das coisas que não aparecem. 2Porque por esta alcançaram testemunho os antigos. 3Pela fé é que nós entendemos que foram formados os séculos pela palavra de Deus: Para que o visível fôsse feito do invisível. 4Pela fé é que ofereceu Abel a Deus muito maior sacri fícin que Caim, pela qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho a seus dons, e êle, estando morto, ainda fala por ela. 5Pela jé é que foi trasladado Enoc, para que não visse a morte, e não foi achado: Porquanto Deus o trasladou: Porque antes desta trasladação teve testemunho de haver agradado a Deus. 6Assim que sem fé é impossível agradar a Deus. Porquanto é necessário que o que se chega a Deus creia que há Deus, e que é remunerador dos que o buscam. 7Pela fé é que Noé, depois que recebeu resposta de coisas que ainda se não viam, temendo, foi aparelhando uma arca, para livramento da sua casa, pela qual condenou o mundo: E foi constituído herdeiro da justiça, que é pela fé. 8Pela fé é que aquêle que é chamado Abraão obedeceu para sair em demanda da terra, que havia de receber por herança:” E saiu, não sabendo aonde ia. 9Pela fé é que êle se deixou ficar na terra da pro-ntessa, como em terra alheia, habitando em cabanas co,; Isaac: e Jacó, herdeiros com êle da mesma promessa. 10Porque esperava a cidade que tem fundamentos: Cujo arquiteto e fundador é Deus. 11Pela fé até a mesma Sara, que era estéril, recebeu a virtude para conceber, ainda fora de tempo da idade: Porque creu que era fiel o que lho havia prometido. 12Por isso até de um só homem (e êsse já como morto) saíu uma posteridade tão numerosa como as estrêlas do Céu, e como a areia inumerável, que está à borda do mar. 13Na fé morreram todos êstes, sem terem recebido as promessas, mas vendo-as de longe, e saudando-as, e confessando que êles eram peregrinos, e hóspedes sôbre a terra. 14Porque os que isto dizem declaram que buscam a pátria. 15E se êles tivessem por certo memória daquela donde saíram, tinham na verdade tempo de tornarem para ela. 16Mas agora aspiram à outra melhor, isto é, à celestial. Por isso Deus não se digna de se chamar Deus deles, porque lhes aparelhou úma cidade. 17Pela fé é que Abraão ofereceu a Isaac, quando. foi provado, e ofereceu a seu filho unigênito, aquêle que havia recebido as promessas. 18A quem se havia dito: Porque de Isaac é que há de sair a estirpe que há de ter o teu nome. 19Considerando que Deus o podia ressuscitar até de entre os mortos. Por onde êle o recobrou também nesta figura. 20Pela fé abençoou também Isaac a Jacó e Esaú, acêrca das coisas que haviam de vir. 21Pela fé é que Jacó, estando para morrer, abençoou a cada um dos filhos de José. Inclinou-se profundamente perante o fastígio do seu cetro. 22Pela fé é que José, quando estava para morrer, fêz menção da partida dos filhos de Israel, e dispôs sôbre os seus ossos.: 23Pela fé é que, depois de nascido Moisés, o tiveram seus pais escondido três meses, porque o viram menino formoso, e não temeram o mandamento do rei. 24Pela fé é que Moisés, depois de grande, disse que não era filho da filha de Faraó. 25Escolhendo antes ser afligido com o povo de Deus, que gozar da complacência transitória do pecado. 26Tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo, que os tesouros dos egípcios: Porque olhava para a recompensa. 27Pela fé é que êle deixou o Egito, não temendo a sanha do rei: Porque estêve firme, como se vira ao invisível. 28Pela fé é que êle celebrou a Páscoa e o derrama-mento do sangue: Para que os não tocasse o que matava aos primogênitos. 29Pela fé é que êles passaram o Mar Vermelho, como por terra sêca: Tentando a mesma” passagem os egípcios, foram sorvidos das ondas. 30Pela fé é que cairam os muros de Jericó, depois do sitio de sete dias. 31Pela fé é que Raab, que era uma prostituta, não pereceu com os incrédulos, recebendo aos espias com paz. 32E que mais direi eu ainda? Faltar-me-á, pois, o tempo, se eu quiser falar de Gedeão, de Barac, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos Profetas. 33Que pela fé conquistaram Reinos, praticaram a justiça, alcançaram as promessas, taparam as bôcas dos leões. 34Suspenderam a violência cio fogo, evitaram o fio da espada, convalesceram de enfermidades, foram fortes na guerra, puseram em fugida exércitos estrangeiros. (li). 35As mulheres recobraram os seus filhos mortos por meio da ressurreição. E uns foram torturados, não querendo resgatar a sua vida, por alcançarem melhor ressurreição. 36Outros, porém, sofreram ludibrios e açoites, e além disto, cadeias e prisões. 37les foram apedrejados, foram serrados pelo meio, foram tentados, foram mortos ao fio da espada, êles andaram vagabundos, cobertos de peles dé ovelhas, de peles de cabras; necessitados, angustiados, aflitos. 38Uns homens de que o mundo não era digno: Errantes nos desertos, nos montes, e escondendo-se nas covas e nas cavernas da terra. 39E todos êstes provados pelo testemunho da fé, ainda contudo não receberam a recompensa prometida. 40Tendo disposto Deus alguma coisa melhor a nosso favor, para que êles, sem nós, não fossem consumados.