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Hebreus 10

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Porque a Lei, tendo a sombra dos bens futuros, não a mesma imagem das coisas, nunca pode por aque: las mesmas vítimas, que se oferecem incessantemente cada ano, fazer perfeitos aos que se chegam ao altar. 2De outra sorte teriam elas cessado de se olere-cer pelo motivo de que não teriam dali em diante consciência de pecado: algum os Ministros que uma vez fossem purificados. 3Mas nos mesmos sacrifícios se faz memória dos pecados todos os anos. 4Porque é impossível que com sangue de touros e de bodes se tirem os pecados. 5isso é que o Filho de Deus, entrando no mundo, diz: Tu não quiseste hóstia nem oblação, mas tu me formaste um corpo, 6Os holocaustos pelo pecado não te agradaram. 7Então disse eu: Eis aqui venho: No princípio do Livro está escrito de mim: Para fazer, ó Deus, a tua vontade. 8Dizendo acima: Porque tu não quiseste as hóstias, e as oblações, e os holocaustos pelo pecado, nem te são agradáveis as coisas que se oferecem segundo a Lei. 9Então disse eu: Eis aqui venho, para fazer, à Deus, a tua vontade: Tira o primeiro para estabelecer o segundo. 10Na qual vontade somos santificados, pela oferenda do corpo de Jesus Cristo feita uma vez. 11M E assim todo o sacerdote se apresenta cada dia a exercer O seu ministério, e a oferecer -muitas vêzes as mesmas hóstias, que nunca podem tirar os pecados. 12Mas êste, havendo oferecido uma só hóstia pelos pecados, está assentado para sempre à gestra de Deus, 13esperando o que resta, até que os seus inimigos sejam postos por estrado de seus pés. 14Porque, com uma só oferenda fêz perfeitos para sempre aos que tem santificado. 15E o Espírito Santo também no-lo testifica. Porque depois de haver dito: 16Este é pois o testamento, que eu farei com êles, depois daqueles dias, diz o Senhor, dando as minhas leis, as escreverei sobre os corações dêles e sôbre os seus en-tendimentos: 17Acrescenta: E nunca jamais me lembrarei dos pecados dêles, nem das suas iniquidades. 18Pois onde há remissão dêstes: Não é já necessária oferenda pelo pecado. 19Portanto, irmãos, tende confiança de entrar no santuário pelo sangue de Cristo. 20Seguindo êste cantinho novo, e de vida que nos consagrou primeiro pelo véu, isto é, pela sua carne. 21E tendo um grande sacerdote sôbre a casa de. Deus: 22Cheguemo-nos a êle com verdadeiro coração, revestidos duma completa fé, tendo os corações purificados de consciência má e lavados os corpos com água limpa. 23Conservemos firme a profissão da nossa espe: rança (porque: fiel é o que fêz a promessa). 24E consideremo-nos uns aos outros, para nos es-timularmos à caridade, e a boas obras: 25Não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, mas alentando-nos, e tanto mais quanto virdes qute se chega o dia.: 26Porque se nós pecamos voluntàriamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais hóstia pelos pecados, 27senão uma esperança terrível do juízo, e o ardor de um fogo; zeloso, que há de devorar aos adversários. 28Se algum quebranta a lei de Moisés, sendo-lhe provado com duas ou três testemunhas, morre sem dêle se ter comiseração alguma. 29Pois quanto maiores tormentos credes vós que merece o que pisar aos pés ao Filho de Deus, e tiver em conta de profano o sangue do testamento, em que foi santificado, e que ultrajar ao espirito da graça? 30Porque nós sabemos quem é o que disse: A mim pertence a vingança, é eu -recompensarei. E outra vez: Julgará pois o Senhor ao seu povo. 31E” horrenda coisa cair nas mãos do Deus vivo. 32Trazei pois à memória os dias primeiros, em que depois de haverdes sido iluminados; sofrestes grande combate de trabalhos. 33Pois por uma parte com opróbrios e tribulações fôstes na verdade feitos um espetáculo: E por outra fóstes feitos companheiros eles que se achavam no mesmo estado. 34Porque não só vos compadecestes dos encarcerados, mas levastes com contentamento que vos roubas-sem as vossas fazendas, conhecendo que tendes patrimô-nio mais excelente e durável 35Não queirais pois perder a vossa confiança, que tem um crescido galardão. 36Porque vos é necessária a paciência: Para que, fazendo a vontade de Deus, alcanceis a. promessa. 37Porque ainda dentro dum poucochinho de tempo o que há de vir, virá, e não tardará: 38Mas o meu justo vive da fé: Porém se êle se apartar, não agradará à minha alma. 39Mas nós outros não somos filhos de apartamen-to para perdição, senão da fé para lucro da alma.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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