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Hebreus 6

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Pelo que deixando os rudimentos dos que começam a crer em Cristo, passemos a coisas mais perfeitas, não lançando de novo o fundamento da penitência das obras mortas, e ela Fé em Deus. 2Da doutrina sôbre os Batismos, como também da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo leterno. 3E isto é o que nós faremos, se Deus o permitir. 4Porque é impossível que os que foram uma vez iluminados, que tomaram já o gôsto ao dom celestial e que foram feitos participantes do Espírito Santo: 5Que gostaram igualmente a boa palavra de Deus, e as virtudes do século vindouro. 6E depois disto cairam; é impossível, digo, que eles tornem a ser renovados pela penitência, pois crucifi-cam de novo ao Filho de Deus em si mesmos, e o expõe ao ludíbrio. 7Porque a terra que embebe a chuva, que cai muitas vêzes sobre ela, e produz erva proveitosa âque-les por quem é lavrada: Recebe a bênção de Deus: 8Mas se ela produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e está perto de maldição: Cujo fim é ser queimada. 9Porém de vós outros, ó muito amados, esperamos melhores coisas, e mais vizinhas à salvação, ainda que assim falamos. 10Porque Deus não é injusto, para que se esqueça da vossa obra, e da caridade que mostrastes em seu nome, os que haveis subministrado o necessário aos Santos, e ainda o subministrais. 11Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo zêlo até ao -fim, para complemento da sua esperança: 12Para que vos não façais frouxos, mas sim imi-, tadores daqueles que, por fé e por paciência, hão de her-dar as promessas. 13Porque quando Deus fêz a Abraão a promessa, como não teve outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, 14dizendo: Certamente abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei. 15E assim esperando com larga paciência, alcançou a promessa. 16Porque os homens juram pelo que há maior que êles: E o juramento é a maior segurança para terminar tôdas as suas contendas. 17Pelo que querendo Deus mostrar mais seguramente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, interpôs o juramento: 18Para que por duas coisas infalíveis, pelas quais é impossível que Deus minta, tenhamos uma poderosis-sima consolação, ôs que pomos o nosso refúgio em alcançar a esperança proposta. 19A qual temos como uma âncora segura, e firme da alma, e que penetra até as coisas do interior do véu. 20Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, sendo constituído pontífice eterno, segundo a ordem de Melquisedec.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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