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Hebreus 9

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1O primeiro na verdade teve também regulamentos sagrados do culto, e um Santuário temporal. 2Porque no Tabernáculo que foi construído, havia uma primeira parte, em que estava o candieiro, e a mesa, e os pães da Proposição, o que se chama o Santuário. 3E depois do segundo véu, o Tabernáculo, que se chama o Santo dos Santos: 4Onde estava um turíbulo de ouro, e a Arca do Testamento, coberta de ouro em roda por tôdas as partes, na qual havia uma urna de ouro, que continha o maná, e a vara de Aarão, que tinha florescido, e as Tábuas do Testamento. 5E sôbre ela estavam os querubins de glória, que cobriam o Propiciatório; mas não é aqui o lugar dk fa-larmos de tudo isto individualmente. 6E dispostas assim estas coisas, não há dúvida que entravam sempre no primeiro Tabernáculo os Sacerdotes, para cumprirem as funções cios seus ministérios: 7Mas no segundo só entrava o Pontífice uma vez no ano, não sem sangue que oferecesse por suas próprias ignorâncias e pelas do povo: 8Significando com isto o Espirito. Santo que o caminho do Santuário não estava ainda descoberto, enquanto subsistia o primeiro Tabernáculo: 9O qual é figura do que se passava naquele tempo, no qual se ofereciam dons e sacrifícios, que não podiam purificar. a consciência do que sacrificava por meio sòmente de manjares e de bebidas. 10E de diversas abluções e justiças da carne postas até ao tempo da correção. 11Mas estando Cristo já presente, Pontífice dos bens vindouros, por outro mais excelente e perfeito Tabernáculo, não foi feito por mão de homem, isto é, não desta criação: 12Nem por sangue de bodes ou de bezerros, mas pelo seu próprio sangue entrou uma só vez no Santuário, havendo achado uma redenção eterna. 13Porque se o sangue dos bodes e dos touros, e a cinza espalhada de uma novilha santifica aos imundos para purificação da carne: 14Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espirito Santo se ofereceu a si mesmo sem mácula a Deus, alimpará a nossa consciência das obras da morte para servir ao Deus vivo? 15E por isso é mediador de um novo testamento. para que intervindo a morte, para expiação daquelas prevaricações que havia debaixo do primeiro testamento, recebam a promessa de herança eterna os que têm sido chamados. 16Porque onde há um testamento é necessário que intervenha a morte do testador. 17Porque o testamento não tem fôrça senão pela morte;. doutra maneira não vale enquanto vive o que fêz o testamento. 18Por onde nem ainda o primeiro foi celebrado sem sangue. 19Porque Moisés, havendo lido a todo o Povo todo o mandamento da Lei, tomando o sangue dos bezerros e dos bodes com água e com lã tinta de escarlate e com his-sópo, borrifou também o mesmo livro e a todo o povo, 20dizendo: Êste é o sangue do Testamento, que Deus vos tem mandado. ('S) 21E rociou assim mesmo com sangue o Tabernáculo e todos os vasos do ministério. 22E quase tôdas as coisas, segundo a Lei, se puri-ticam com sangue; e sem efusão de sangue não há remissão. 23Era logo necessano que as figuras por certo das coisas celestiais fôssem putificadas com tais coisas: mas que as mesmas coisas celestiais o fossem com umas vitimas melhores do que estas. 24Porque não entrou Jesus em um Santuário feito por mão de homem, que era figura do verdadeiro: Senão no mesmo Céu, para se apresentar agora diante. de Deus por nós outros. 25E não entrou para se oferecer muitas yêzes a si mesmo, como o Pontífice cada ano entra no Santuário com, sangue alheio. 26De outra maneira lhe seria necessário padecer muitas vêzes” desde o princípio do mundo. Mas agora apareceu uma só vez, na consumação dos séculos, para destruição do pecado, oferecendo-se a si mesmo por vitima. 27E assim como está decretado aos homens que morram uma só vez, e que depois disto se siga o juízo: 28Assim também Cristo foi uma só vez imolado para esgotar os pecados de muitos; e a segunda aparecerá sem pecado aos que o esperam para salvação.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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