Isaías 13
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Desgraça de Babilônia, que viu Isaías, filho de Amós. 2Levantai o estandarte sôbre êsse monte caligi-noso, levantai a voz, levantai a mão, e entrem os capitães pelas suas portas. 3Eu passei ordens aos meus santificados, e chamei os meus valentes na minha ira, os que exultam com a minha glória. 4Já nos montes a grita da multidão, como se fôra de numerosos povos, retumba: Já a voz do sonido de reis, de gentes congregadas retine: O Senhor dos exércitos tem dado as suas ordens para a militar disposição da guerra, 5aos que vêm de remontado país, desde a extremidade do mundo: O Senhor, e os instrumentos do seu furor se apressam para destruir a tôda a terra. 6Uivai, porque perto está o dia do Senhor: Virá do mesmo Senhor uma como tal assolação. 7Por esta causa tôdas as mãos se debilitarão, e todo o coração do homem se desanimará, 8e quebrantado ficará. Apoderar-se-ão dêles tor-ções e dores, como a mulher que está nas angústias do parto, se docrão: Cada um ficará atônito olhando para o que tiver junto a si, tornar-se-ão os seus rostos umas caras tisnadas. 9Eis-aí virá o dia do Senhor, o dia cruel, e cheio de indignação, e de ira, e de furor, para pôr a terra numa solidão, e para fazer em migalhas os seus pecadores exterminados dela. 10Porquanto as estrêlas do céu, e o resplendor delas não espalharam a sua luz: Tem-se coberto de trevas o sol em o seu nascimento, e a lua não resplandecerá com a sua luz. 11E visitarei, vindo sôbre êle, os males do mundo, e contra os ímpios a sua iniqüidade, e farei cessar a soberba dos infiéis, e humilharei a arrogância dos fortes. 12O varão será mais precioso que o ouro, e o homem sê-lo-á mais que o ouro acrisolado. 13Sôbre isto eu turbarei o céu: E mover-se-á a terra do seu lugar por causa da indignação do Senhor dos exércitos, e pelo dia da ira do seu furor. 14E será bem como a corçazinha que foge, e como a ovelha: E não haverá quem a recolha: Cada um voltará para o seu povo, e em seguimento uns dos outros fugirão para a sua terra. 15Todo o que fôr achado será morto: E todo o que sobreviver cairá em terra passado à espada. 16Suas crianças de peito serão diante dos olhos dêles machucadas: Suas casas serão saqueadas, e suas mulheres violadas: 17Eis-que eu suscitarei contra êles aos medos, que não buscarão prata, nem cobiçarão ouro: 18Mas êles matarão as crianças com as suas setas, e não se compadecerão das mães em cujo ventre elas andarem, e a seus filhos não perdoará o ôlho dêles. 19E aquela Babilônia de tanta glória entre os reinos, a ínclita soberba dos caldeus, ficará destruída: Como o Senhor destruiu a Sodoma e a Gomorra. 20Jamais será habitada, nem reedificada de geração em geração: Nem ali porá as suas tendas o arábio, nem repousarão nela os pastôres. 21Mas farão ali o seu covil as feras, e encher-se-ão as suas casas de dragões: E habitarão ali os avestruzes, e farão ali os peludos as suas danças: 22E responder-se-ão ali os mochos uns aos outros em suas casas, e as sereias nos templos do deleite.