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Isaías 16

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Envia, Senhor, o cordeiro dominador da terra, mandado da pedra do deserto, ao monte da filha de Sião. 2E acontecerá isto: Que assim como é a ave que foge, e os passarinhos que voam do ninho, assim serão os filhos de Moab na passagem do Arnon. 3Toma conselho, convoca uma junta: Põe como noite a tua sombra no meio-dia: Esconde os que fogem, e não entregues os vagabundos. 4Contigo habitarão os meus fugitivos: Tu, ó Moab, serve-lhes de guarida em que se escondam da presença do devastador: Porquanto feneceu o pó, consumido ficou o miserável: Acabou já o que pisava a terra. 5E será estabelecido um trono em misericórdia, e sôbre êle se assentará em verdade no tabernáculo de Davi quem julgue e procure o juízo, e prontamente dê a cada um o que é justo. 6Temos ouvido a soberba de Moab, êle é soberbo em extremo: À sua soberba e a sua arrogância, e a sua indignação são maiores que a sua fortaleza. 7Por isso Moab uivará a Moab, todo êle universalmente dará urros: Aqueles apóstolos que se.jactam das suas muralhas de ladrilho cozido, anunciai as pragas que os ameaçam. 8Porque os arredores de Hesebon estão desertos, e os príncipes das nações talaram a vinha de Sábama: Às suas varas chegaram até Jazer: Elas andaram va-gabundas pelo deserto: Os seus arrebentos, que foram deixados, passaram à outra banda do mar. 9Por esta causa chorarei com o pranto de Jazer a vinha de Sábama: Embriagar-te-ei com as minhas lágrimas, Hesebon, e Eleále: Porque sôbre a tua vindima, e sôbre a tua messe arremeteu a voz dos pisadores. 10E será tirada a alegria e a exultação do Carmelo, e nas vinhas ninguém exultará nem mostrará júbilo. Não pisará vinho no lagar o que tinha costume de o pisar: Tirei já a voz dos pisadores. 11Por isto soará o meu ventre a Moab como cita-ra, e as minhas entranhas à muralha do ladrilho cozido. 12E acontecerá isto: Quando se deixar ver o que Moab trabalhou sôbre suas alturas, entrará nos seus santuários para orar, e nada alcançará. 13Esta é a palavra, que o Senhor falou a Moab desde então: 14E agora falou o Senhor, dizendo: Em três anos como se fôssem anos de mercenário será tirada a glória de Moab com todo o seu numeroso povo, e ficará pequeno e diminuído, de nenhum modo grande.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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