Isaías 22
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Opróbrio do Vale da Visão. Que é o que tu também tens, pois ainda tu com todos os teus subiste aos telhados?. 2Vale cheio de clamor, cidade populosa, cidade triunfante de prazer: Os teus mortos não foram mortos à espada, nem mortos em guerra. 3Os teus príncipes fugiram todos juntos, e foram atados com duras cadeias: Todos os que se acharam foram presos juntamente, sem embargo de terem fugido para longe. 4Por isso disse eu: Apartai-vos de mim, eu amargamente chorarei: Não tomeis a peito o consolar-me sôbre a ruína da filha do meu povo. 5Porque êste é um dia de carnagem, e de pisadura debaixo dos pés, e de prantos, destinados ao Vale da Visão pelo Senhor Deus dos exércitos reconhecendo a muralha, e ostentando-se magnífico sôbre o monte. 6E Elam tomou a aljava, o carro para o soldado de cavalo, e deixou o escudo a parede tôda despida. 7E ficarão os teus vales escolhidos cheios de quadrigas, e a cavalaria porá os seus quartéis à tua porta. 8E será descoberta à cobertura de Judá, e verás naquele dia o arsenal da casa do bosque. 9E vereis as brechas da cidade de Davi, pois elas se multiplicaram: E juntastes as águas da piscina de baixo, 10e contastes as casas de Jerusalém, e demolistes as casas para fortificar a muralha. 11E fizestes um lago entre dois muros para a água da piscina velha: E não levantastes os olhos para aquêle, que a tinha feito, e nem ainda de longe olhastes para o seu Opifice. 12E convidar-vos-á o Senhor Deus dos exércitos naquele dia ao gemido, e ao pranto, à rapadura da cabeça, e ao cingidouro do saco: 13E eis que se não verá mais que prazer e alegria, matar novilhos, e degolar carneiros, comer carnes, e beber vinho: Comamos e bebamos: Porque amanhã morreremos. 14E foi revelada esta voz do Senhor dos exércitos nos meus ouvidos. Não se vos perdoará por certo esta iniquidade até que morrais, diz o Senhor Deus dos exércitos. 15Estas coisas diz o Senhor Deus dos exércitos: Vai, entra a falar com aquêle que habita no Tabernáculo, com Sobna, prefeito do templo, dir-lhe-ás: 16Que fazes tu aqui? Ou que figura és tu aqui? Pois que te lavraste aqui um sepulcro, lavraste com diligência em lugar elevado um monumento, um domicílio para ti em pedra. 17Eis-que te fará o Senhor transportar como se transporta um galo, e como ao vestido assim te levará suspenso. 18Êle te coroará com uma coroa da tribulação, atirará contigo como péla a um campo largo e espaçoso: Ali morrerás, e a isso se reduzirá o cargo da tua glória, desonra da casa de teu Senhor. 19E te deitarei fora do teu pôsto e te deporei do teu ministério. 20E acontecerá isto naquele dia: Chamarei ao meu servo Eliacim, filho de Helcias, 21e vesti-lo-ei da tua túnica, e confortá-lo-ei com o teu cinto e porei na sua mão o teu poder: E será como pai para os habitantes de Jerusalém, e para a casa de Judá. 22E porei a chave da casa de Davi sôbre os seus ombros: E êle abrirá e não haverá quem feche: E fechará e não haverá. quem abra. 23E fincá-lo-ei como estaca em lugar firme, e êle será como um trono de glória para a casa de seu pai. 24E deixarão pendentes dele tôda a glória da casa de seu pai, diversas castas de vasos, todo o vaso pequenino, desde os de beber até todo o instrumento músico. 25Naquele dia diz o Senhor dos exércitos: Será tirada a estaca que tinha sido fincada num lugar firme: E será quebrada, e cairá e perecerá o que estava pendurado nela, porque o Senhor falou.