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Isaías 23

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Opróbrio de Tiro: Uivai, naus do mar: Porque devastada foi a casa de onde tinham por costume vir: Da terra de Cetim lhes foi isto revelado. 2Calai-vos os que habitais na ilha: Os negociantes de Sidônia, passando o mar, te encheram. 3À sementeira que cresce pelas muitas águas do Nilo, a messe produção dêste rio eram frutos dela: E assim se veio a fazer uma escala franca das nações. 4Envergonha-te, Sidônia: Porque isto diz o mar: A fortaleza do mar está dizendo: Não estive de parto, nem pari, nem criei mancebos, nem eduquei donzelas até a idade adulta. 5Quando se ouvir esta notícia no Egito doer-se-ão os homens logo que ouvirem publicar de Tiro. 6Atravessai os mares, uivai os que habitais na ilha: 7Porventura não é esta aquela vossa cidade, que desde os primeiros dias se gloriava da sua antiguidade? Levá-la-ão os seus pés para longe andarem peregrinando. 8Quem formou êste desígnio sôbre Tiro, noutro tempo coroada, cujos comerciantes eram príncipes, seus negociantes os ínclitos da terra? 9O Senhor dos exércitos formou êste desígnio para cerribar a soberba de tôda a glória e para reduzir a ignomínia todos os ínclitos da terra. 10Sai da tua terra como um rio, filha do mar, já daqui por diante não tens cinto. 11O Senhor estendeu a sua mão sôbre o mar, êle abalou os reinos, o Senhor deu as suas ordens contra Canaã para esmigalhar os seus valentes, 12e disse: Não continuarás a te gloriar daqui por diante, sofrendo violência, virgem filha de Sidônia: Levantando-te, passa-te por mar a Cetim, aí também não terás descanso. 13Eis-aí está que não houve povo tal como a terra dos caldeus. Assur a fundou: Levaram para o cativeiro os seus robustos, derrubaram as suas casas, deixaram-na posta em ruína. 14Uivai, naus do mar, porque devastada foi a vossa fortaleza. 15E acontecerá isto naquele dia: Ficarás em esquecimento, ó Tiro, setenta anos como os dias de um rei: Mas depois dos tais setenta anos será Tiro como o cântico de uma meretriz. 16Toma a cítara, corre em tôrno da cidade, meretriz entregue ao esquecimento: Canta bem, repete a ária, para que haja memória de ti. 17E acontecerá isto depois dos setenta anos: Visitará o Senhor a Tiro e reduzi-la-ã às sua ganâncias: E comerciará de novo com todos os reinos da terra sôbre a face da terra. 18E serão as suas negociações e as suas ganâncias consagradas ao Senhor: Não serão guardadas, nem ente-souradas: Porque a sua negociação será para aquêles que habitarem diante do Senhor, para que comam até se saciarem e se vistam até à velhice.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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