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Isaías 34

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Chegai, gentes, e ouvi, e povos, atendei: Ouça a terra, e a sua: plenitude, o orbe, e tudo o que êle produz. 2Porque a indignação do Senhor está a cair sôbre tôdas as nações, e o seu furor sôbre tôda a milícia delas, matou-as, e entregou-as a uma violenta morte. 3Os seus desta maneira mortos serão arrojados: E levantar-se-á dos seus cadáveres um grande fétido: Os montes serão inficionados no sangue deles. 4E desfalecerá tôda a milícia dos céus, e os céus se enrolarão como um livro: E tôda a sua milícia cairá como cai a fôlha da vinha e da figueira. 5Porque a minha espada se embriagou no céu: Eis-aí vai ela a descarregar sôbre a Iduméia e sôbre um povo, que eu destinei para o matadouro, para exercer a minha justiça. 6A espada do Senhor está cheia de sangue, ela en-grossou com a gordura, pelo sangue dos cordeiros, e dos bodes, pelo sangue dos carneiros de bons tutanos: Porque a vítima do Senhor será em Bosra, e a grande matança na terra de Edom. 7E descerão com eles os unicórnios, e os touros com os poderosos: A terra se embriagará com o seu sangue, e o chão com a gordura dêles pingues: 8Porque é o dia da vingança do Senhor, o ano das retribuições de justiça acêrca de Sião. 9E converter-se-ão em pez as suas torrentes, e o seu chão em enxôfre: E a sua terra se tornará num pez ardente. 10De noite e de dia não se apagará, o seu fumo subirá para sempre: De geração em geração será assolada, pelos séculos dos séculos não haverá quem por ela passe. 11E possui-la-ão o onocrótalo, e o ouriço: A ibis, e o corvo habitarão nela: E estender-se-á a medida, para se reduzir a nada, e o nível para se arrazar de todo. 12Os seus nobres não ficarão aí: Mas antes invocarão o rei, e todos os seus príncipes serão aniquilados. 13E nascerão nas suas casas espinhos e urtigas, e nas suas fortalezas o azevinho: E ela virá a ser covil de dragões, e pastagem de avestruzes. 14E nela se encontrarão os demônios com os onocentauros e os bodes clamarão uns para os outros: Ali se deitou a lâmia, e achou para si descanso. 15Ali teve o ouriço a sua cova, e criou os seus filhinhos, e a abriu em roda, e à sombra dela os abrigou: Ali se ajuntaram os milhanos, uns ao pé dos outros. 16Buscai diligentemente no livro do Senhor, e lede: Uma só coisa destas não faltou, uma não buscou a outra: Porque o que sai da minha bôca, êle o mandou, e o seu mesmo espirito ajuntou estas coisas. 17E êle mesmo lhes lançou a sorte, e a sua mão lha repartiu a elas por medida: Desde então para sempre a possuirão, de geração em geração habitarão nela.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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