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Isaías 39

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Naquele tempo enviou Merodac Baladan, filho de Baladan, rei de Babilônia, cartas e presentes a Ezequias: Porque tinha ouvido dizer que havia estado doente e que já tinha convalescido. 2E alegrou-se Ezequias com êstes enviados, e lhes mostrou o repositório dos aromas, e da prata e do ouro, e dos perfumes e das melhores confeições, e todos os gabinetes das suas alfaias, e em geral tudo o que se achava nos seus tesouros. Não houve nada no seu palácio, e de quanto estava debaixo do seu poder, que Ezequias lhes não mostrasse. 3Então entrou o profeta Isaías onde estava O rei Ezequias, e lhe disse: Que disseram êstes homens? E de onde vieram êles para te falar? E respondeu Ezequias: Vieram ver-me dum pais mui remoto, da Babilônia. 4E disse: Que viram êles em tua casa? E respondeu Ezequias: Viram tudo o que há em minha casa: Não houve nos meus tesouros coisa que eu deixasse de lhes mostrar. 5E disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do Senhor dos exércitos. 6Eis-aí está que virão dias, e tôdas as coisas, que há na tua casa, e que teus pais entesouraram até o dia de hoje, serão tiradas para se conduzirem a Babilônia: Não ficará coisa alguma, diz o Senhor. 7E dos teus filhos, que saírem de ti, êles tomarão os que tiveres gerado, e servirão de eunucos em o palácio do rei de Babilônia. 8E disse Ezequias a Isaías: Justa é a palavra do Senhor, a qual êle proferiu. E acrescentou: Haja sômente paz, e verdade em meus dias.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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