Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

Isaías 38

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Naqueles dias adoeceu Ezequias de uma enfermidade mortal: E Isaías profeta, filho de Amós, entrou onde êle estava, e lhe disse: Eis-aqui o que diz o Senhor: Dispõe da tua casa, porque tu morrerás, e não viverás. 2E voltou Ezequias o seu rosto para a parede. E orou ao Senhor, 3e disse: Esta é a rogativa que te faço, Senhor, lembra-te, eu te peço, de como tenho andado diante de ti em verdade, e com um coração perfeito, e fiz o que é bom aos teus olhos. E derramou Ezequias grande cópia de lágrimas. 4Então se dirigiu a palavra do Senhor a: Isaías, dizendo: 5Vai, e dize a Ezequias: Eis-aqui o que diz o Senhor Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas: Eis-aqui estou eu que acrescentarei sôbre os teus dias quinze anos: 6E livrar-te-ei da mão do rei dos assírios, a ti, e a esta cidade, e a protegerei. 7E ser-te-á dado êste sinal pelo Senhor que cumprirá esta palavra, que falou: 8Eis-aqui estou eu que farei com que a sombra das linhas, pelas quais ela tinha passado no relógio de Acaz em razão do giro do sol, volte dez linhas atrás. E retrocedeu o sol dez linhas pelos graus, por onde tinha descido. 9Cântico de Ezequias, rei de Judá, depois de ter estado doente, e havendo já convalescido da sua enfermidade. 10Eu disse: Na metade de meus dias irei para as portas do inferno. Busquei o resto de meus anos: 11Eu disse: Não verei ao Senhor Deus na terra dos viventes. Não verei mais a homem algum, nem a habitador do descanso. 12Tirou-se a minha geração: E ela se me enrolou como uma tenda de pastôres: A minha vida foi cortada como por um tecelão: Quando eu ainda a estava urdindo, êle ma cortou: Desde a manhã até à tarde tu me acabarás. 13Eu esperava até amanhã, êle como um leão assim esmigalhou todos os meus ossos: Desde a manhã até a tarde, tu me acabarás: 14Eu assim clamarei como o filhinho da andorinha, gemerei como a pomba: Os meus olhos cansaram, olhando para o alto: Senhor, eu padeço violência, responde tu por mim. 15Que direi eu, ou que me responderá êle a mim, quando êle mesmo é que o fêz? Repassei diante de ti pela memória todos os meus anos com amargura da minha alma. 16Senhor, se assim é que se vive, e se a vida do meu espírito se passa em tais coisas, tu me castigarás, e tu me farás viver. 17Eis-aqui na paz a minha amargura amargosis-sima: Tu porém livraste a minha alma para ela não perecer, lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados. 18Porque o inferno te não bendirá, nem a morte te louvará: Os que descem ao lago, não esperarão a tita verdade. 19O que vive, o que vive, êsse é o que te bendirá, como eu também o faço hoje: O pai fará notória aos filhos a tua verdade. 20Senhor, salva-me, e nós cantaremos todos os dias da nossa vida os nossos salmos na casa do Senhor. 21Ora Isaías mandou que tomassem uma massa de figos, e que feita dela uma cataplasma lha pusessem sôbre a chaga, e sararia. 22E Ezequias disse: Que sinal terei eu de que ainda subirei à casa do Senhor?

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp