Isaías 64
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Oxalá romneras tu os céus e desceras de lã: Os montes se derreteriam diante da tua face. (l) 2Desfazer-se-iam como se neles houvesse um abra-samento de fogo, as águas arderiam em fogo, para que o teu nome se fizesse notório a teus inimigos: Ficassem turbadas as nações diante da tua face. 3Quando tu fizeres as tuas maravilhas, nós não poderemos suportá-las: Tu desceste, ce os montes se derreteram diante da tua face. 4Desde o século os homens não ouviram, nem com os ouvidos perceberam: O ôlho não viu, exceto tu, ó Deus, o que tens preparado para os que te esperam. 5Saíste ao encontro àquele que se alegrava, e praticava a justiça: Êles se lembrarão de ti nos teus.caminhos: Eis-aí está que tu te iraste, porque nós pecamos: Em pecados estivemos sempre e seremos salvos. 6E todos nós viemos a ser como um homem imundo, e tôdas as nossas justiças são como o pano manchado e caímos todos como a fôlha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebataram. 7Não há quem invoque o teu nome: Quem se levante e te detenha: Escondeste de nós a tua face, e nos esmigalhaste entre as mãos da nossa iniqüidade. 8E agora, Senhor, tu és nosso pai e nós não somos senão barro: E tu és o nosso Opífice, e todos nós somos obras das tuas mãos. 9Não te agastes muito, Senhor, e não te lembres mais da nossa iniqüidade, eis-nos aqui, olha para nós, todos nós somos o teu povo: 10A cidade do teu santo se fêz deserta, Sião ficou erma, Jerusalém está desolada. 11A casa da nossa santificação, e da nossa glória onde nossos pais te louvaram, reduziu-se a um abrasamento de fogo, e tôdas as nossas coisas apetecíveis vieram a converter-se em ruínas. 12Acaso conter-te-ás ainda, Senhor, à vista destas desgraças, ficarás calado, e afligir-nos-ás até às últimas?