Jeremias 30
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Esta é a palavra, que foi dirigida pelo Senhor a Jeremias, a qual dizia: 2Isto profere o Senhor Deus de Israel, dizendo: Escreve tu em um livro tôdas as palavras que eu te tenho dito. 3Porque eis-aí vêm os dias, diz o Senhor: E farei que voltem os que hão de voltar do meu povo de Israel e de Judá, diz o Senhor: E fá-los-ei voltar à terra, que dei a seus pais: 4E estas são as palavras que o Senhor disse a Israel ea Judá: 5Porquanto isto diz o Senhor: Nós ouvimos uma voz de terror: Tudo é espanto, e não há paz. 6Perguntai, e vêde se pare o varão: Pois por que tenho eu visto a mão de todo o varão sôbre o seu lombo como a que está de parto. e se lhe têm tornado as caras de todos êles em amarelidão? 7Ai. que é grande aquêle dia, nem êle tem semelhante: E tempo é de tribulação para Jacó, mas dêle será livre. 8E acontecerá isto naquele dia, diz o Senhor dos exércitos: Quebrarei o jugo dêle do teu pescoço. e romperei as suas prisões, e não o dominarão mais os estranhos: 9Mas servirão ao Senhor seu Deus, e a Davi seu rei, que eu lhes suscitarei. 10Tu pois, servo meu Jacó, não temas, diz o Senhor, nem te espantes Israel: Porque eis-aí está que eu te salvarei desta terra longínqua, e tirarei aos teus descendentes da terra do seu cativeiro: E voltará Jacó, e repousará, e abundará em todos os bens, e não haverá de quem se tema: 11Porquê eu sou contigo para te salvar, diz o Senhor: Eu destruirei pois tôdas as gentes, para entre as quais eu te arrojei disperso: A ti porém eu te não perderei inteiramente: Mas castigar-te-ei com equidade, para que tu te não tenhas por inocente. 12Porque isto diz o Senhor: Incurável é a tua fratura, malignissima a tua chaga: 13Não há quem faça juízo dela para ligá-la: Os remédios são inúteis para ti. 14Todos os que te amavam, se esqueceram de ti, e não te buscarão: Porque te tenho ferido de ferida de inimigo com cruel castigo: Pela multidão das tuas maldades se têm endurecido os teus pecados. 15Por que gritas sôbre o teu tormento? Incurável é a tua dor: Pela multidão das tuas maldades, e pela obs-tinação dos teus pecados te fiz isto. 16Por cuja causa todos aqueles que te comem, serão devorados: E todos os teus inimigos serão levados para o cativeiro: E os que destroem, serão destruídos, e eu entregarei ao saque todos os que te saqueiam. 17Porque eu fecharei a cicatriz da tua chaga, e te curarei das tuas feridas, diz o Senhor. Porquanto eles te chamaram, ó Sião, a repudiada: Esta é a que não tinha quem a buscasse. 18Isto diz o Senhor: Eis-aí farei eu voltar os cativos que habitavam nas tendas de Jacó, e terei compaixão das suas casas, e a cidade será edificada na sua altura, e o templo será fundado, segundo a sua dignidade. 19E sairá dêles o louvor, e a voz de júbilo: E os multiplicarei, e não serão diminuídos: E os glorificarei, e não serão atenuados. 20E os seus filhos serão como eram desde o princípio, e a sua congregação permanecerá diante de mim: E irei com a minha visita contra todos os que o atribulam. 21E dêle será o seu chefe: E o seu príncipe sairá do meio dêle: E o aplacarei, e êle se chegará a mim:. Quem é pois aquêle que aplique o seu coração para chegar-se a mim? diz o Senhor. 22E vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus. 23Eis-aí o redemoinho do Senhor, e seu furor imi-petuoso, a sua tempestade a ponto de romper, vai a descansar sôbre a cabeça dos ímpios. 24O Senhor não apartará a ira da sua indignação, menos. que êle não tenha executado, e cumprido todos os desígnios de seu coração: No último dos dias entendereis estas coisas.