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Marcos 3

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1E entrou Jesus outra ocasião na Sinagoga: E achava-se ali um homem que tinha ressecada uma das mãos. 2E os judeus o estavam observando, se curaria em dia de sábado, para o acusarem. 3E disse ao homem que tinha a mão ressecada: Levanta-te para o meio. 4E lhes disse: E” lícito em dia de sábado fazer bem, ou mal? salvar a vida, ou tirá-la? Mas êles ficaram em silêncio. 5E olhando-os em roda com indignação, condoído da cegueira de seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. E êle a estendeu, e foi-lhe restabelecida a mão. 6Mas os fariseus saindo dali, entraram logo em conselho contra êle com os herodianos, para ver como o haviam de arruinar. 7Mas Jesus se retirou com os seús discípulos para a parte do mar E o foi-seguindo uma grande multidão de povo da Galiléia, e da Judéia, 8e de Jerusalém, e da Iduméia, e do Além-Jordão: E da' Comarca de Tiro, e de Sidônia vieram cri grande número ter com êle, quando ouviram as coisas que fazia. 9E mandou aos seus discípulos que lhe aprontassem uma barca em que pudesse entrar, para que o tropel da gente o não oprimisse: 10Porque curava a muitos, de tal maneira que todos os que padeciam algum mal, se arrojavam sôbre êle para o tocarem. 11E quando os espíritos imundos o viam, se prostravam diante dele: E gritavam, dizendo: 12Tu és o Filho de Deus. Mas êle fazia-lhes grandes ameaças, que o não dessem a conhecer. 13Depois, tendo subido a um monte, chamou Jesus para si os que quis: E vieram a êle. 14E escolheu doze para que andassem com êle: E para os enviar a. pregar. 15E lhes deu o poder de curar enfermidades e de expelir demônios. 16A saber, a Simão, a quem pôs o nome de Pedro: 17Ea Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais êle deu o nome de Boanerges, que quer dizer, filhos do trovão: 18Ea André, e a Filipe, e a Bartolomeu, e a Mateus, e a Tomé, e a Tiago, filho de Alfeu, e a Tadeu, e a Simão Cananeu: 19E a Judas Iscariotes, que foi o mesmo que o entregou. 20E vieram à casa: E concorreu de novo tanta gente, que nem ainda podiam tomar o alimento, 21E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender: Porque diziam: Êle está furioso. 22E os escribas, que haviam baixado de Jerusalém, diziam: Êle está possesso de Belzebu, e em virtude do príncipe dos demônios, é que expele os demônios. 23IE havendo-os convocados, lhes dizia em parábolas: Como pode satanás lançar fora a satanás? 24JE se um reino está dividido contra si mesmo, não pode durar aquele reino. 25E se uma casa está dividida contra si mesma, não pode permanecer aquela casa. 26E se satanás se levantar contra si mesmo, dividido está, e não poderá subsistir; antes está para acabar. 27Ninguém pode entrar na casa do valente a roubar as suas alfaias, se primeiro não ata ao valente, para poder depois saquear a sua casa.: 28Na verdade vos digo, que aos filhos dos homens perdoados lhes serão todos os pecados, e as blasfêmias que proferirem. 29Mas o que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca jamais terá perdão, mas será réu de eterno delito. 30Porquanto diziam: Está possesso do espírito imundo. 31E chegaram sua mãe e seus irmãos: E ficando da parte de fora, o mandaram chamar. 32E estava sentado à roda dêle um crescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam ali fora. 33E êle lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe, e meus irmãos? 34E olhando para os que estavam sentados à roda de si, lhes disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 35Porque o que fizer a vontade de Deus, êsse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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