Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

Marcos 8

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Naqueles dias, como o povo houvesse concorrido outra vez em grande número, e não tivessem que comer, tendo chamado Jesus aos seus discípulos, lhes. disse 2Tenho compaixão dêste povo, porque, olhai, há já três dias que andam aturadamente comigo, e não têm que comer 3E se os despedir em jejum para suas casas, virão a desfalecer no caminho: Porque alguns deles vieram de longe. 4E seus discípulos lhe responderam: De donde poderá alguém fartá-los de pão aqui nesta solidão? 5E Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes vós? Responderam eles: Sete. 6E mandou à gente que se recostasse sôbre a terra. E tomando os sete pães, dando graças, os partiu, e deu a seus discípulos, para que os distribuissem, e êles os distri-buiram pelo povo. 7Tinham também uns poucos de peixinhos, e êle os abençoou, e mandou que lhos pusessem: 8Comeram pois, e ficaram fartos, e dos pedaços que tinham sobejado, levantaram sete cêstos. 9Eram porém os que comeram perto de quatro mil, e J Lsus os despediu. 10E entrando logo na barca em companhia de'seus discípulos, passou ao território de Dalmahnuta. 11E saíram os fariseus, e se puseram a disputar com êle, pedindo-lhe que lhes fizesse ver algum prodígio do Céu, tudo para o tentarem. 12Porém Jesus arrancando do íntimo do coração “um suspiro, disse: Por que pede esta geração um prodígio? “um suspiro, disse: Por que pede esta geração um prodígio? prodígio. 13E deixando-os, tornou outra vez a embarcar, e passou à outra banda. 14Ora, os discípulos esqueceram-se de tomar pão, e não tinham consigo na barca senão um único. 15E pôs-lhes Jesus um preceito, em que dizia: Vêde bem, e acautelai-vos do fermento dos fariseus, e do fermento de Herodes. 16E discorriam entre si, dizendo: E” porque não 'temos pão. 17O que conhecendo Jesus, disse-lhes: Que estais vós considerando que não tendes pão? é possível que ainda não no conheçais nem compreendais? ainda tendes cego O VOSSO coração? 18Tendo olhos não vêdes? e tendo ouvidos não ouvis? e não vos lembrais, 19quando parti cinco pães para cinco mil, quantos cêstos levantastes cheios de pedaços? Responderam êles: Doze. 20E quando eu parti sete pães para quatro mil, quantos cêstos levantastes de pedaços? E eles lhe responderam: Sete. 21E Jesus lhes dizia: Pois comp não entendeis. ainda? 22E vieram.a Betsaida, e lhe trouxeram um cego, e lhe rogavam que o tocasse. 23E tomando ao cego pela mão, o tirou para fora da aldeia, e cuspindo-lhe nos olhos, tendo-lhe imposto as suas mãos, lhe perguntou se via alguma coisa. 24E levantando êle os olhos, disse: Vejo os homens que andam semeando as árvores. 25Depois tornou-lhe Jesus a pôr as mãos sôbre os olhos, e começou êle a vier, e ficou de todo curado, de sorte” que via distintamente todos os objetos. 26E Jesus o despediu para sua casa, dizendo-lhe:. Vai para tua casa: E se entrares na aldeia não o digas a pessoa alguma. 27E saiu Jesus com os seus discípulos pelas aldeias de Cesaréia de Filipe: E perguntava pelo caminho a: seus discípulos, dizendo-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? 28les lhe responderam, dizendo: Uns dizem que João Batista, outros que Elias, e outros como um dos profetas. 29Então lhes disse Jesus: E vós outros quem dizeis que sou eu? Respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo. 30E Jesus lhes proibiu com ameaças, que a ninguém dissessem isto dêle. 31E começou a declarar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fôsse rejeitado pelos anciãos, e pelos príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fôsse entregue à morte: E. que ressuscitasse depois de três dias. 32E tudo isto lhes declarava êle abertamente. Sôbre o que Pedro, tomando-o de parte, começou a repre-endê-lo. 33Mas Jesus, virando-se, e olhando para seus discípulos, ameaçou a Pedro, dizendo: Tira-te de diante de mim, satanás, que não tens gôsto das coisas de Deus, mas sim das dos homens. 34E chamando assim o povo com seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, negue-se a si mesmo: E tome a sua cruz, e siga-me. 35Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-à: Mas o que perder a sua vida por amor de mim, e do Evangelho, salva-la-á. 36Pois de que aproveitará ao homem, se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37Ou que dará o homem em trôco pela sua alma? 38Porque se nesta geração adúltera, e pecadora, se envergonhar alguém de mim, e das minhas palavras: Também o Filho do homem se envergonhará dêle, quando vier na glória de seu Pai acompanhado dos santos anjos. 39Dizia-lhes mais: Em verdade vos afirmo que dos que. aqui se acham, alguns há que não hão de gostar a morte, enquanto não virem chegar o reino de Deus nG seu poder.:

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp