Miqueias 6
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Ouvi o que diz o Senhor: Levanta-te, defende a lua casa em juízo contra os montes, e ouçam os outeiros a tua voz. 2Ouçam os montes o juízo do Senhor, e ouçam-no os fortes fundamentos da terra: Porque o Senhor quer entrar em juízo com o seu povo, e justificar-se-á com Israel. 3Povo meu, que é o que eu te fiz, ou em que te fui eu molesto? Responde-me, 4Será' porque eu te tirei da terra do Egito, e porque te livrei de uma casa de escravidão: E porque enviei diante de ti a Moisés, ce a Aarão, e a Maria? 5Povo meu, eu te rogo que te lembres do desígnio de Balac, rei de Moab. e do que lhe respondeu Balaão, filho de Beor, desde Cetim até Galgala. para reconhe-ceres as justiças do Senhor. 6Que oferecerei eu ao Senhor, que seja digno dêle? Encurvarei eu o joelho diante do Deus excelso? Oferecer-lhe-ei porventura holocaustos e novilhos de um ano? 7Pode-se acaso aplacar o Senhor sacrificando-se-lhe mil carneiros. ou muitos milhares de bodes gordos? Porventura sacrificar-lhe-ei eu pela minha maldade men filho primogênito, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? 8Eu te mostrarei, ó homem, o que te é bom. e o que o Senhor requer de ti: É. sem dúvida, que tu obres segundo a justiça, e que ames a misericórdia, e que andes solicito com o teu Deus. 9A voz do Senhor clama à cidade, e terão a salvação os que temem o teu Nome: Ouvi, O tribos: Mas quem aprovará isto? 10Os tesouros da iniquidade ainda estão na casa do ímpio, como um fogo. e a desfalcada medida está cheia da ira. 11Acaso poderei eu não condenar a balança injusta, e os pesos enganosos do saquitel? 12Pelos quais meios é que os ricos da cidade estão cheios de iniquidade, e os que habitam nela falavam a mentira, e a língua deles é enganadora na bôca dêles. 13Por isso é, pois, que cu comecei a ferir-te de um golpe mortal por causa dos teus pecados. 14Tu comerás. e não te fartarás: E achar-se-á a tua humildade no meio de ti: E tu tomarás nos braços a teus filhos, e não os salvarás: E os que salvares, eu os entregarei ao gume da espada. 15Tu semearás, e não segarás: Tu espremerás a azeitona, e não terás azeite com que te ungir: E tu pisarás os cachos, e não lhes beberás o vinho. 16li tu guardaste os preceitos de Amri, e todos os estilos da casa de Acab: Ii andaste pelos rastos da vontade deles. para que eu te entregasse a ti à perdição, e às vaias dos outros, aos que habitam nela, e vós trareis sobre vós o opróbrio do meu povo.