Miqueias 7
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Ai de mim, porque estou feito como um que anda ao rabisco de algum cacho no fim do outono depois de feita a vindima: Eu não achei nem sequer um caçho para comer; em vão desejou a minha alma alguns figos tem-porãos. 2Faltou o santo da terra, e entre os homens não há um que seja reto: Todos armam traições para derramarem o sangue, cada um amla ú caça de seu irmão para lhe dar a morte. 3Êles chamam bem ao mal que obram as suas mãos: O príncipe pede obrigando, e o juiz torna como lhe fazem: E o grande manifestou o desejo da sua alma, e êles lha perturbaram. 4O ótimo dentre êles é como um tójo: E o reto é como o espinho de uma sebe. E” chegado o dia dos teus Atalaias, veio a tua visita: Agora será a destruição dêles. 5Não creiais no amigo: IE não conficis no governador; fecha as portas da tua bôca ainda àquela que dorme no teu seio. 6Porque o filho faz afronta a seu pai, e a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra a sua sogra: E os inimigos do homem são os seus mesmos domésticos. 7Eu porém olharei para o Senhor, eu esperarei a Deus meu salvador; o meu Deus me ouvirá. 8Não te alegres, inimiga minha, a meu respeito, por eu ter caído: Eu me tornarei a levantar, depois de ter estado assentada nas trevas; o Senhor é a minha luz. 9Eu trarei sôbre mim a ira do Senhor, porque tenho pecado contra êle, até que êle julgue a minha causa, e me faça justiça: Êle me tirará para a luz, eu verei a sua justiça. 10Então olhará a minha inimiga, e se cobrirá de confusão aquela que me diz agora: Onde está o Senhor teu Deus? os meus olhos olharão para ela: Agora será pisada aos pés, como a lama das ruas. 11Chegará o dia em que os teus pardieiros se mu-darão em edifícios: Naquele dia ficarás tu fora da lei. 12Naquele dia também se virá da Assíria até a ti, e até às tuas cidades fortificadas, e das tuas cidades fortificadas até o rio, e de um mar até a outro mar, e de um monte até outro monte. 13E a terra será posta em desolação por causa dos seus habitantes; e por causa do fruto das suas cogitações. 14Apascenta com a tua vara O teu povo, o rebanho da tua herança, os que habitam sós no bosque, no meio do Carmelo: Basan e Galaad serão apascentados, ao modo que eram nos dias antigos. 15À proporção do que cu obrei nos dias da tua saída da terra do Egito, eu lhe farei ver as minhas maravilhas. 16As gentes as verão, e elas serão confundidas com tôda a sua fortaleza: Os povos porão a mão sôbre a sua bôca, os seus ouvidos ficarão surdos. 17Êles lamberão o pó como as serpentes, êles se espantarão nas suas casas, como os réptis da terra: Êles tremerão diante do Senhor nosso Deus, e terão mêdo de ti. 18O' Deus, quem é semelhante a ti, que apagas a iniquidade, e te esqueces dos pecados das relíquias da tua herança? Êle não derramará mais o seu furor contra os seus, porque lhe apraz fazer misericórdia. 19Êle voltará, e terá compaixão de nós: Êle sepultará as nossas iniqüidades, e lançará todos os nossos pecados no fundo do mar. 20Tu mostrarás a verdade da tua promessa a Jacó, farás misericórdia a Abraão: Que é o que tu juraste a nossos pais desde os dias antigos.