Mateus 25
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Então será semelhante o reino dos Céus a dez virgens: Que tomando as suas lâmpadas, saíram a receber o espõso e a espôsa. 2Mas cinco de êntre elas eram loucas, e cinco prudentes. 3As cinco porém que eram loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo: 4Mas as prudentes levaram azeite nas suas vasilhas juntamente com as lâmpadas. 5E tardando o espôso, começaram a tosquenejar tôdas, e assim vieram a dormir. 6Quando à meia-noite se ouviu gritar: Eis aí vem o espôso, saí a recebê-lo. 7Então se levantaram tôdas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. 8E disseram as fátuas às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. 9Responderam as prudentes. dizendo: Para que não suceda talvez faltar-nos êle a nós. e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai o que haveis mister. 10E enquanto elas foram à comprá-lo, veio o espôso, e as que estavam apercebidas entraram com êle a celebrar as bodas, e fechou-se a porta. 11E por fim vieram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. 12Mas êle respondendo, lhes disse: Na verdade vos digo, que vos não conheço. 13Vigiai pois, porque não sabeis o dia, nem a hora. 14Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou aos seus servos, e lhes entre-' gou os seus bens. 15E deu a um cinto talentos, e a outro dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo. 16O que recebera pois cinco talentos, foi-se e entrou a negociar com êles, e ganhou outros cinco. 17Da mesma sorte também o que recebera dois, ganhou outros dois. 18Mas o que havia recebido um, indo-se com êle cavou na terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor. 19E passando muito tempo veio o Senhor daqueles servos, e chamou-os a contas. 20E chegando-se a êle o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo Senhor, tume entregaste cinco talentos, eis aqui tens outros cinco mais que lucrei. 21Seu senhor 'lhe disse: Muito bem, servo bom, e fiel, já que fôste fiel nas cousas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gôzo de teu Senhor. 22Da mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, eis aqui.outros dois, que ganhei com êles. 23Seu Senhor lhe disse: Bem está, servo bom, e fiel, já que fôste fiel nas cousas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gôzo de teu senhor. 24E chegando também o que havia recebido um talento, disse: Senhor, sei que és um homem de rija condição, segas onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste: 25E temendo me fui, e escondi o teu talento na terra: Eis aqui tens o que é teu. 26E respondendo seu Senhor, lhe disse: Servo mau, e preguiçoso, sabias que sego onde não semeio, e que recolho onde não tenho espalhado: 27Devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e vindo eu teria recebido certamente com juro o que era meu. 28Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem dez talentos. 29Porque a todo o que já tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância: E ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece que tem. 30E ao servo inútil lançai-o nas trevas exteriores: Ali haverá chôro, e ranger de dentes. 31Mas quando vier o Filho do homem na sua majestade, e todos os anjos com êle, então se assentará sObre o trono da sua majestade: 32E serão tôdas as gentes congregadas diante dêle, e separará uns dos outros, como o pastor aparta dos cabritos as ovelhas:. 33E assim porá as ovelhas à direita, e os cabritos à esquerda. 34Então dirá o rei aos que hão de estar à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde o princípio do mundo: 35Porque tive fome, e destes-me de comer: Tive sêde, e destes-me de beber: Era hóspede, e recolhestes-me: 36Estava nu, e cobristes-me: Estava enfermo, e visitastes-me: Estava no cárcere, e viestes ver-me. 37Então lhe responderão os justos, dizendo: Senhor, quando é que nós te vimos faminto, e te demos de comer: Ou sequioso, e te demos de beber? 38E quando te vimos hóspede, e te recolhemos: Ou nu, e te vestimos? 39Ou quando te vimos enfermo: Ou no cárcere, e te fomos ver? 40E respondendo o rei, lhes dirá: Na verdade vos digo, que quantas vezes vós fizestes isto a um dêstes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes. 41Então dirá também aos que hão de estar à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo, e para os seus anjos: 42Porque tive fome, e não. me destes.de comer: Tive sêde, e não me destes de beber: 43Era hóspede, e não me recolhestes; estava nu, e não me cobristes: Estava enfermo, e no cárcere, e não me visitastes. 44Então êles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando é que nós te vimos faminto, ou sequioso, ou hóspede, ou nu, ou enfermo, ou no cárcere, e deixamos de te assistir? 45Então lhes responderá êle, dizendo: Na verdade vos digo: Que quantas vezes o deixastes de fazer a um dêstes pequeninos, a mim o deixastes de fazer. 46E irão êstes para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna.