Mateus 6
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Guardai-vos não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles: Doutra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. 2Quando pois dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas Sinagogas, e nas ruas, para serem honrados dos homens: Em verdade vos digo, que êles já receberam a sua recompensa. 3Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita: 4Para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que tu fazes em secreto, ta pagará. 5E quando orais, não haveis de ser como os hipócritas, que gostam de orar em pé nas Sinagogas, e nos cantos das ruas, para serem vistos dos homens: Em verdade vos digo, que êles já receberam a sua recompensa. 6Mas tu quando orares, entra no teu aposento, e, fechada a porta, ora a teu Pai em secreto: E teu Pai, que vê o que se passa em secreto, te dará a paga. 7E quando orais não faleis muito, como os gentios:- Pois cuidam que pelo seu muito falar serão ouvidos. 8Não queirais portanto parecer-vos com êles: Porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, primeiro que vós lh'o peçais. 9Assim pois é que vós haveis de orar: Padre nosso que estais nos Céus: Santificado seja o vosso nome. 10Venha a nós o vosso reino. Seja feita a vossa vontade, assim na terra, como no céu. 11O pão nosso, necessário à nossa subsistência, nos dai hoje. 12E perdoai as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. 13E não nos deixeis cair em tentação. 14Porque se vós perdoardes aos homens as ofensas que tendes dêles: Também vosso Pai celestial, vos perdoará os vossos pecados. 15Mas se não perdoardes âos homens: Tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados. 16E quando jejuais, não vos ponhais tristes como os hipócritas: Porque êles desfiguram os seus rostos, para fazer ver aos homens, que jejuam. Na verdade vos digo, que já receberam a sua recompensa. 17Mas tu, quando jejuas, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto. 18A fim de que não pareças aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente a tudo o que há de mais secreto; E teu Pai que vê o que se passa em secreto te dará a paga. 19Não queirais entesourar para vós tesouros na terra: Onde a ferrugem, e a traça os consome: E onde os ladrões os desenterram, e roubam. 20Mas entesourai para vós tesouros no Céu: Onde não os consome a ferrugem, nem a traça, e onde os ladrões não os desenterram, nem roubam. 21Porque onde está o teu tesouro, aí está também O teu coração. 22O teu ôlho é a luz do teu corpo. "Se o teu ôlho fôr simples: Todo o teu corpo será luminoso. 23Mas se o teu ôlho for mau: Todo o teu corps estará em trevas. Se pois a luz, que em ti há, são trevas: Quão grandes não serão essas mesmas trevas? 24Ninguém pode servir a dois senhores: Porque ou há de aborrecer um, e amar outro: Ou há de acomo dar-se a êste, e desprezar aquêle. Não podeis servir a Deus, e às riquezas. 25Portanto vos digo, não andeis cuidadosos da vossa vida, que comereis, nem para O vosso corpo, que vestireis. Não é mais a alma que a comida? E o corpo mais que o vestido? 26Olhai para as aves do Céu, que não semeiam, nem segam, nem fazem provimentos nos celeiros: E contudo vosso Pai celestial as sustenta., Porventura não sois vós muito mais do que elas? 27E qual de vós discorrendo pode acrescentar um côvado à sua estatura? 28E por que andais vós solícitos pelo vestido? Considerai como crescem os lírios do campo: les não trabalham, nem fiam. 29Digo-vos mais, que nem Salomão em tôda a sua: glória se cobriu jamais como um dêstes. 30Pois se ao feno do campo, que hoje é, e amanhã é lançado no forno, Deus veste assim: Quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31Não vos aflijais pois, dizendo: Que 'comeremos, ou que beberemos, ou com que nos cobriremos? 32Porque os gentios é que se cansam por-estas coisas. Porquanto vosso Pai sabe que tendes necessidade de todas elas. 33Buscai pois primeiramente o reino de Deus, e a sua justiça: E tôdas estas coisas se vos acrescentarão. 34E assim não andeis inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cul-. dado: Ao dia basta a sua própria aflição.