Mateus 7
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Não queirais julgar, para que não sejais julgados. 2Pois com o juízo com que julgardes, sexeis julgados: E com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. 3Por que vês tu pois a aresta no ôlho de teu irmão: E não vês a trave no teu ôlho? 4Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do ôlho uma aresta: Quando tu tens no teu uma trave? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu ôlho, e então verás como hás de tirar a -aresta do ôlho de teu irmão. 6Não deis aos cães o que é santo: Nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para que não suceda que êles lhes ponham os pés em cima, e tornando-se contra vós, vos despedacem. 7Pedi, e dar-se-vos-á: Buscai, e achareis: Batei, e abrir-se-vos-á. 8Porque todo o que pede, recebe: E o que busca, acha: E a quem bate, abrir-se-á. 9Ou qual de vós porventura é o homem que se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? 10Ou porventura, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? 11Pois se vós outros sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos: Quanto mais vosso pai, que está nos Céus, dará bens aos que lhos pedirem? 12E assim tudo o que vós quereis que vos façam os homens, fazei-o também vós a êles. Porque esta é a lei, e os profetas. 13Entrai pela porta estreita: Porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que guia para a perdição, e muitos são os que entram por ela. 14Que estreita é a porta, e que apertado o caminho, que guia para a vida: E que poucos são os que acer-tam com êle!, 15Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestidos de ovelhas, e dentro são lóbos roubadores: 16Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura os homens colhem uvas dos espinhos, ou figos dos abrolhos? 17Assim tôda a árvore boa dá bons frutos: E a má árvore dá maus frutos: 18Não pode a árvore boa dar maus frutos: Nem a árvore má dar bons frutos: 19Tôda a árvore, que não dá bom fruto, será cortada e metida no fogo. 20Assim pois pelos frutos dêles os conhecereis. 21Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus: Mas sim o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus, êsse entrará no reino dos Céus. 22Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não é assim que profetizamos em teu nome, e em teu nome expelimos os demônios, e em teu nome obramos muitos prodígios? 23E eri então lhes direi em voz bem inteligiYel: Pois eu nunca vos conheci: Apartai-vos de mim, os que obrais a iniquidade. 24Todo aquêle pois que ouve estas minhas palavras, e as observa, será comparado ao homem sábio, que edificou a sua casa sôbre rocha. 25E veio a chuva, e transbordaram os rios, e as-sopraram os ventos, e combateram aquela casa, e ela não caiu: Porque estava fundada sôbre a rocha. 26E todo o que ouve estas minhas palavras, e as não observa, será comparado ao homem sem consideração, que edificou a sua casa sôbre areia: 27E veio a chuva, e trasbordaram os rios, e asso-praram os ventos, e combateram aquela casa e ela caiu, e foi grande a sua ruína. 28E aconteceu que, tendo acabado Jesus êste discurso, estava o povo admirado da sua doutrina. 29Porque êle os ensinava como quem tinha autoridade, e não como os escribas dêles, e os fariseus.