Mateus 9
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Entrando em uma barca, passou à outra banda, e foi à sua cidade. 2E eis-que lhe apresentaram um paralítico, que jazia em um leito. E vendo Jesus a fé dêles, disse ao paralítico: Filho, tem confiança, perdoados te são teus pecados. 3E logo alguns dos escribas disseram dentro de si: Êste blasfema. 4E como visse Jesus os pensamentos: dêles, disse: Por que cogitais mal nos vossos corações? 5Que coisa é mais fácil dizer: Perdoados te são teus pecados, ou dizer: Levanta-te, e anda? 6Pois para que saibais que o Filho do homem tem poder sôbre a terra de perdoar pecados, disse êle então ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa. 7E êle se levantou, e foi para sua casa. 8E vendo isto as gentes, temeram, e glorificaram a Deus, que deu tal poder aos homens. 9E passando Jesus dali, viu um homem que estava sentado no Telônio, chamado Mateus. E lhe disse: Segue-me. E levantando-se êle, o seguiu. 10E aconteceu que estando Jesus sentado à mesa numa casa, eis-que vindo muitos publicanos, e pecadores, se sentaram a comer com êle, e com os seus discípulos. 11E vendo isto os fariseús diziam aos seus discipulos: Por que come o vosso mestre com os publicanos, e pecadores?, 12Mas ouvindo-os Jesus, disse: Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos. 13Ide pois e aprendei o que quer dizer:. Misericórdia quero, e não sacrifício. Porquanto eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores. 14Então vieram ter com êle os discípulos de João, dizendo: Qual é a razão por que nós, e Os fariseus jejuamos com fregiiência, k os teus discípulos não jejuam? 15E Jesus lhes disse: Porventura podem estar tris tes os filhos do espôso? mas virão dias em que lhes ser tirado o espôso: E então êles jejuarão. 16E ninguém deita remendo de pano novo em ves tido velho: Porque leva quanto alcança do vestido: Es faz maior a ruptura. 17Nem deitam vinho novo em odres velhos: D outra maneira rebentam os odres, e se vai O vinho, e s perdem os odres: Mas deitam vinho novo em odres nc vos: E assim ambas as coisas se conservam. 18Dizendo-lhes êle estas coisas, eis-que um yprir cipe se chegou a êle, e o adorou, dizendo: Senhor, agor acaba de expirar minha filha: Mas vem tu, põe a tu mão sôbre ela, e viverá. 19E Jesus levantando-se o foi seguindo com seu discípulos. 20E eis-que uma mulher, que havia doze anos padecia um fluxo de sangue, se chegou por detrás dêle, e lhe tocou a ourela do vestido. 21Porque ia dizendo dentro de si: Se eu tocar, ainda que seja somente o seu vestido, serei curada. 22E voltando-se Jesus, e vendo-a, disse: Tem confiança, filha, a tua fé te sarou. E ficou sã a mulher, desde aquela hora. 23E depois que Jesus chegou à casa daquele príncipe, e viu os tocadores de flautas, e uma multidão de gente, que fazia reboliço, 24Retirai-vos: Porque a menina não está morta, mas dorme. E êles o escarneciam. 25E tendo saído a gente, entrou Jesus: E a tomou pela mão. E a menina se levantou. 26E correu esta fama por tôda aquela terra. 27Passando Jesus daquele lugar, o seguiram dois cegos, gritando, e dizendo: Tem misericórdia de nós, filho de Davi. 28E chegando à casa vieram a êle os cegos. E Jesus lhes disse: Credes que vos posso fazer isto a vós outros? Disseram êles: Sim, Senhor. 29Então lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos segundo a vossa fé. 30Imediatamente foram abertos os seus olhos: E Jesus os ameaçou, dizendo: Vêde lá que o não saiba alguém. 31Mas êles, saindo dali, divulgaram por tôda aquela terra o seu nome. 32Depois que saíram, lhe apresentaram um homem mudo, possuído do demônio. 33E depois que foi expelido o demônio, falou « mudo, e se admiraram as gentes, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. 34Porém os fariseus diziam: Êle em virtude do príncipe dos demônios lança fora os demônios. 35Entretanto ia Jesus dando volta por tôdas as cidades, e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando tôda a doença, e tôda a enfermidade. 36E olhando para aquelas gentes, se compadeceu delas: Porque estavam fatigadas, e quebrantadas como ovelhas que não têm pastor. 37Então disse a seus discipulos: A seara verdadeiramente é grande, mas os obreiros poucos. 38Rogai pois ao Senhor da seara, que envie obreiros à sua seara.