Naum 2
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Eis-aí vem aquêle que te há de destruir tudo à tua Yista, o que te há de pôr em apertado sítio: Reconhece o caminho, conforta os lombos, acrescenta mui alentados brios ao teu valor. 2Porque o Senhor vai castigar a soberba que se ousou com Jacó, bem como a soberba que se ousou com Israel: Quando os seus inimigos os saquearam e lhes deitaram a perder os seus arrebentos. 3O escudo dos seus valentes lança chamas de fogo, os combatentes do exército estão vestidos de púrpura: As rédeas das suas carroças de guerra despedem resplendores no dia do seu apercebimento para a guerra, e os seus condutores se acham adormecidos. 4Nas marchas se desordenaram: As carroças se colidiram umas com as outras nas ruas: A vista dêles é como lâmpadas ardentes, como relâmpagos que discorrem de uma parte para a outra. 5Êle se lembrará dos scus valentes, eles cairão de tropel nos seus caminhos: Denodadamente escalarão os seus muros, e se aparelhará a coberta. 6Enfim as portas se abriram pela inundação dos rios, e o templo foi destruído até ficar por terra. 7E os soldados da guarda foram levados prisioneiros: E as suas escravas eram levadas cativas, gemendo como pombas, rosnando nos seus corações. 8E Nínive ficou tôda coberta de água, como um tanque: Mas os seus cidadãos fugiram: Parai, parai, mas nenhum há que volte. 9Saqueai a prata, saqueai o ouro: E não há fim das riquezas de todo o gênero de móveis apcieciveis. 10Nínive está destruída, rasgada, e dilacerada: E nela se encontram corações desmaiados, e desconjunta-mento de joelhos, e desfalecimento em todos os rins: E o rosto de todos êles é como a tisnadura da panela. 11Onde está agora a habitação dos leões, e as pastagens dos ledezinhos, para onde se iam ali recolher o leão, e o cachorro do leão, sem haver ninguém que os espantasse?. 12O leão tomou o que bastava para os seus cachorros, e matou caça para as suas leoas: E encheu as suas covas de prêsas, e a sua caverna de rapinas. 13Eis-aí venho eu a ti, diz o Senhor dos exércitos, e porei fogo às tuas carroças até as reduzir a fumo, e a espada devorará os teus ledezinhos: E arrancarei da embaixadores.