Naum 3
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Ai de ti, cidade de sangues, tôda cheia de mentiras, e de estragos: Não se apartará de ti a rapina. 2Ouvir-se-ã em ti o sonido dos azorragues, e o estrépito do ímpeto das rodas, e dos cavalos que relin-cham, e das carroças ferventes pela agitação, e da cavalaria que avança: 3E das reluzentes espadas, e das fuzilantes lanças, e da multidão de mortos, e do grande estrago: Não têm fim os cadáveres, e cairão os corpos uns sôbre os outros. 4Tudo isto pela multidão das fornicações de uma meretriz formosa, e engraçada, e que tem encantamentos, que vendeu as gentes pelas suas fornicações, e as famílias pelos seus malefícios: 5Eis-me aqui contra ti, diz o Senhor cios exércitos, e eu destobrirei na tua face o qué em ti deve estar escondido, e exporei a tua nudez às gentes, e aos reinos a tua ignomínia. 6E lançarei sôbre ti as tuas abominações, e te cobrirei de afrontas, e te porei por escarmento. 7E acontecerá: Todo o que te vir, saltará para trás retirando-se de ti, e dirá: Nínive está destruída: Quem moverá a cabeça sôbre ti? Aonde te irei buscar um consolador 8Porventura és tu mais considerável do que Alexandria, tão cheia de povos, que tem o seu assento entre os rios? Correm as águas em tôrno dela: Cujas riquezas são e mar: Às águas as suas muralhas. 9A Etiópia era a sua fôrça, como também o Egito, que não tem fim: A África e a Líbia te foram de socorro. 10O Isto não obstante, essa mesma foi levada cativa para uma terra estranha: Os seus pequeninos foram ma-chucados notôpo de tôdas as ruas, e sôbre os nobres dela deitaram sortes, e todos os seus grandes senhores foram carregados de ferros. 11Também tu pois serás embriagada, e cairás em vilipêndio: E tu pedirás socorro ao teu inimigo. 12"Todas as tuas fortificações serão como a figueira com os seus primeiros figos: Se se sacudirem, cairão na bôca do que os come. 13Eis-aí que o teu povo é como mulheres no meic de ti: As portas da tua terra se abrirão de par em par aos teus inimigos, e o fogo devorará as tuas trancas. 14Tira água, para te preparares para o cêrco, repara as tuas fortificações: Mcete-te no barro, e pisa-o aos pés, amassa-o para fazeres ladrilhos. 15Ali te consumirá o fogo: Tu perecerás à espada, ela te devorará como o brugo: Ajunta-te como uma nuvem de brugos: Multiplica-te em enxames como gafanhotos. 16Tu fizeste as tuas negociações em maior número do que são as estrêlas do céu: O brugo espalhou-se, e depois se foi voando. 17Os teus guardas são como gaianhotos, e os teus pequeninos são como os gafanhotinhos, que param sôbre as sebes em tempo de frio: Assim que o sol nasceu logo voaram, e não se achou mais o lugar onde êles tenham estado. 18Os teus pastôres, ó rei Assur. dormitaram: Os príncipes serão sepultados: O teu povo foi-se esconder nos montes, e não há quem o ajunte. 19A tua destruição não está oculta, a tua chaga é muito maligna: Todos os que ouviram a tua fama bateram as palmas sôbre ti: Porque sôbre quem não passou sempre a tua malícia?