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Números 21

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1O que ouvindo Arad, rei cananeu, que habitava ao Meio-Dia, isto é, que Israel viera pelo caminho dos exploradores, pelejou contra êle; e ficando vencedor, levou dêle os despojos. 2Mas Israel obrigando-se com voto ao Senhor, disse: Se tu entregares nas minhas mãos êste povo, eu arruinarei as suas cidades. 3E o Senhor ouviu os rogos de Israel, entregou-lhe os cananeus, que êle fêz passar à espada, destruídas as suas cidades: e chamou a êste lugar Horman, isto é, anátema. 4E partiram também do monte Hor pela estrada, que conduz ao mar Vermelho, para. rodearem o país de Edom. E começou o povo a enfastiar-se do caminho e do trabalho: 5E falando contra Deus e contra Moisés, disse: Por que nos tiraste dó Egito, para virmos a morrer neste ermo? Falta-nos pão, não há água: a nossa alma se enfastia já deste levíssimo manjar. 6Por esta causa enviou o Senhor contra o povo umas serpentes, que queimavam como fogo, a cujas mordeduras, como fôssem muitíssimos os que morriam, 7vieram ter com Moisés e lhe disseram: Nós pecamos, porque temos falado contra o Senhor e contra ti: roga-lhe que nos livre destas serpentes. E orou Moisés pelo povo, 8e o Senhor lhe disse: Faze uma serpente de bronze, e põe-na por sinal: todo o que sendo ferido olhar para ela, viverá. 9Fêz pois Moisés uma Serpente de Bronze, e pô-la por sinal:.e os que, estando feridos, olhavam para ela, saravam. 10E tendo partido os filhos de Israel, se acamparam em Obot. 11Donde tendo saído, armaram as suas tendas em Jeabarim no deserto, que olha para Moab ao Oriente. 12E abalando dêste lugar vieram à torrente de Zared. 13Deixando a qual se acamparam defronte de Ar non, que é no deserto, e sobressai nos confins dos amorreus. Porque Arnon é o termo de Moab, que separa os moabitas dos amorreus. 14Por isso se diz no Livro das Guerras do Senhor: Assim como fêz no mar Vermelho, assim fará nas torrentes de Arnon. 15Os rochedos das torrentes se inclinaram, para descansarem em A r,. repousarem nos confins dos moabitas. 16Ao sair daquele lugar, apareceu o poço, sôbre o qual falou o Senhor a Moisés, dizendo-lhe: Ajunta o povo, e eu lhe darei água. 17Então cantou Israel êste cântico: Suba o poço. Cantavam acordes: 18O poço, que os príncipes cavaram, e que os chefes do povo prepararam com o que tinha dado a lei, e com os seus bordões. Desta solidão veio o povo a Matana. 19De Matana a Naaliel: de Naaliel a Bamot. 20De Bamot a um vale que está no país de Moab, no cume de Fasga, que olha para o deserto. 21Mandou porém Israel embaixadores a Seon, rei dos amorreus, dizendo: 22Suplico-te que me deixes passar pelo teu país: não declinaremos nem para os campos, nem para as vinhas; não beberemos águas dos teus poços; iremos pela estrada real, até passarmos os teus limites. 23O qual não quis conceder que Israel passasse pelo seu país: Antes tendo ajuntado o seu exército, saiu a encontrar-se com êle no deserto, e veio a Jasa. e deu-lhe batalha. 24Mas foi passado à espada por Israel, que se fêz senhor da sua terra, desde Arnon até Jeboc, e até os filhos de Arnon: porque as fronteiras dos amonitas estavam defendidas por fortes guarnições. 25Tomou pois Israel todas as suas cidades, e habitou nas cidades dos amorreus, isto é, em Hesebon. e nas aldeias vizinhas. 26Porque a cidade de Hesebon pertencia a Seon, rei dos amorreus, que pelejou contra o rei de Moab. e lhe tomou tôdas as terras que tinham sido do seu senhorio, 27Por isso se diz em provérbio: Vinde a Hesebon, edifique-se, e levante-se a cidade de Seon: 28O fogo saiu de Hesebon, a chama da cidade de Seon, e devorou a Ar dos moabitas, e aos habitantes nas alturas de Arnon. 29Ai de ti, Moab; pereceste, povo de Camos. Êle deixou fugir seus filhos. e entregou cativas suas filhas a Seon, rei dos amorreus. 30O seu jugo foi desfeito desde Hesebon até Dibon, chegaram cansados a Nofe, e até Medaba. 31Israel pois habitou no país dos amorreus. 32E enviou Moisés homens que reconhecessem a Jazer: estes tomaram os seus lugarejos, e se senhorearam dos seus habitantes. 33Depois voltaram, e subiram pelo caminho de Basan, e lhes saiu ao encontro Og, rei de Basan com todo o seu povo, para lhes dar batalha em Edrai. 34E o Senhor disse a Moisés: Não tenhas medo dêle, porque em tua mão o entreguei a êle, e todo o seu povo, e todo o seu país: e tu o tratarás como trataste a Seon, rei dos amorreus, que habitava em Hesebon. 35Mataram pois os israelitas também a êste com seus filhos, e todo o seu povo até os acabar de todo, e fizeram-se senhores do seu país.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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