Oseias 7
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Quando eu queria curar a Israel, se fêz patente a iniquidade de Efraim, e a malícia de Samaria, pelas obras de mentira que fizeram: Por isso o roubador veio para os despojar por dentro, e o ladrão formigueiro por fora. 2E porque talvez não digam nos seus corações que eu me lembrei de tôda a malícia deles: Agora os cercaram para castigo outras invenções do seu capricho, as que têm sido cometidas diante da minha face. 3Êles alegraram ao rei com a sua malícia: E aos príncipes com as suas mentiras. 4Todos êles são uns adúlteros, semelhantes a um fôrno aceso pelo forneiro: Cessou um poucochinho a cidade da mistura do fermento, até que a massa se levedou tôda. 5Êste é o dia do nosso rei: Os príncipes começaram a enfurecer-se com o vinho: O rei estendeu a sua mão com os ilusores. 6Quando êle pois lhes armava um laço, lhe descobriram êles o seu coração, como um fôrno: Tôda a noite dormiu o que os cozia, pela manhã êle mesmo apareceu todo esbraseado como fogo de chama. 7Todos êles aqueceram como um fôrno, e devoraram os seus juízes juntamente com êles: Todos os seus reis cairam: Não há entre eles um só que clame a mim. 8Efraim se misturava em pessoa com os povos: Efraim se fêz como um pão que se coze debaixo da cinza, que não se volta de uma para outra parte. 9Os estrangeiros comeram-lhe a fôrça, e êle o não sentiu: Os seus cabelos também se fizeram ainda todos brancos, e êle o não percebeu. 10E a soberba de Israel à vista dêle mesmo será humilhada: E eles não se voltaram para o Senhor seu Deus, nem o buscaram em todos êstes males. 11E se tornou Efraim como uma pomba enganada sem ter inteligência: Êles chamavam o Egito, êles foram buscar os assírios. 12Mas depois que fôrem, eu estenderei sôbre êles a minha rêde: Eu os farei cair como uma ave do céu, eu os ferirei na conformidade do que êles têm ouvido nos seus congressos. 13Ai dêles, porque se retiraram de mim: Êles serão a prêsa de seus inimigos, porque prevaricaram contra mim: E eu os resgatei: E êles publicaram mentiras contra mim, 14E não clamaram a mim do fundo do seu coração, mas uivavam nos seus leitos: Êles não meditavam senão como haviam de ter muito trigo e vinho, êles se retiraram de mim, 15E eu os instruí, e lhes reforcei os braços: Mas eles pensaram contra mim a malícia. 16Êles quiseram de novo sacudir o jugo: Fizeram-se como um arco doloso: Cairão mortos à espada os príncipes dêles pelo furor da sua língua. Isto os tornará objeto de mofa na terra do Egito.