Dia 118
2Sm 1–2 · Lc 16,17-31 · Sl 70,19-24 (71); Sl 71,1-8 (72) · cerca de 11 min
- Antigo Testamento2Sm 1–2
- Novo TestamentoLc 16,17-31
- Salmos e ProvérbiosSl 70,19-24 (71); Sl 71,1-8 (72)
Destaque da leitura de hoje“Recebam os montes paz para o povo, e os outeiros justiça.”Salmo 71,3 (72)
Antigo Testamento2Sm 1–2
2 Reis 1
1Sucedeu depois da morte de Saul, que Davi, voltando da desfeita dos amalecitas, esteve dois dias em Siceleg. 2Ao terceiro dia porém apareceu um homem que vinha do campo de Saul com o vestido rasgado, e a cabeça coberta de pó: E tanto que chegou a Davi, prostrou-se com o rosto em terra, e o adorou. 3E Davi lhe disse: De onde vens tu? E êle lhe respondeu: Eu me salvei do exército de Israel. 4E disse-lhe Davi: Como foi lá isso? dize-mo. E êle respondeu: O povo fugiu da batalha, e muitos do povo caíram mortos: E até Saul e seu filho Jônatas pereceram. 5E disse Davi ao moço, que lhe dava esta nova: Como sabes tu que Saul, e Jônatas, seu filho morreram? 6E respondeu-lhe o moço que lhe dava a notícia: Por acaso vim ao monte de Gelboé, e achei a Saul que se firmava sôbre a sua lança: E as carroças, e cavaleiros se avizinhavam a êle, 7e olhando para trás, e vendo-me me chamou. E como lhe respondesse: Aqui me tens: 8Perguntou-me: Quem és tu? E cu lhe respondo: Sou um amalecita. 9E êle me disse: Lança-te a mim, e mata-me: Porque estou muito angustiado, e tôda a minha alma está ainda em mim. 10E chegando-me a êle o matei: Porque via que êle não podia viver depois do estrago: E tomei o diadema que tinha na sua cabeça, e o bracelete do braço, e aqui to trouxe a ti, meu Senhor. 11Davi porém apanhando os seus vestidos os rasgou, e todos os que estavam com êle. 12E prantearam, e choraram, e jejuaram até a tarde sôbre Saul, e sôbre Jônatas, seu filho, e sôbre o Povo do Senhor, e sôbre a Casa de Israel, por terem perecido à espada. 13E Davi disse ao moço que lhe trouxera a notícia: De onde és tu? O qual lhe respondeu: Eu sou filho de um homem estrangeiro de Amalec. 14E Davi lhe disse: Como não temeste tu estender a mão para matares ao ungido do Senhor? 15E chamando um dos seus criados, lhe disse: Lança-te a esse homem, e mata-o. E êle o feriu, e morreu. 16E disse-lhe Davi: O teu sangue caia sôbre a tua cabeça: Porque tua própria bôca falou contra ti, dizendo: Eu matei o ungido do Senhor. 17Fêz pois Davi este cântico fúnebre sôbre Saul, e sôbre Jônatas, seu filho, 18(e ordenou que ensinassem aos filhos de Judá o arco, conforme está escrito no Livro dos Justos). E disse: Considera, Israel, aos que morreram cobertos de feridas, sôbre os teus altos. 19Os nobres, ó Israel, foram mortos nos teus montes: Como caíram os valorosos? 20Não o noticieis em Get: Nem o publiqueis nas praças de Ascalon: Não suceda alegrarem-se as filhas dos filisteus, não suceda triunfarem as filhas dos incircuncidados. 21Montes de Gelboé, nem orvalho nem chuva caia sôbre vós, nem haja campos de que oferecer primícias: Porque lá foi lançado por terra o escudo dos fortes, o escudo de Saul, como se não tivesse sido ungido com óleo. 22A seta de Jônatas nunca voltou para trás sem sangue de mortos, sem gordura de fortes, nem a espada de Saul se retirou em vão. 23Saul e Jônatas amáveis, e majestosos na sua vida, também na morte se não separaram: Mais ligeiros do que as águias, mais valentes do que os leões. 24Filhas de Israel, chorai sôbre Saul, que vos vestia de escarlate entre as delícias, e que vos dava os ornamentos de ouro para vosso enfeite. 25Como caíram os fortes no combate? Como foi morto Jônatas nos teus montes? 26Por ti me encho de mágoa, meu irmão Jônatas, o mais gentil, e o mais amável sôbre as mais amáveis das mulheres. Eu te amava bem como uma mãe ama a seu filho único. 27Como caíram os robustos e pereceram as armas guerreiras?
2 Reis 2
1Depois disto consultou Davi o Senhor, dizendo: Irei eu para alguma das cidades de Judá? E o Senhor lhe respondeu: Vai. E disse Davi: Para qual irei? E o Senhor lhe respondeu: Para Hebron, 2Foi pois Davi, e as suas duas mulheres, Aqui-noáp de Jezrael, e Abigail, viúva de Nabal do Camelo; 3Levou também Davi consigo a gente, que estava com êle, cada um com a sua família: E ficaram morando nas vilas de Hebron. 4E vieram os da tribo de Judá, e ungiram ali a Davi para reinar sôbre a casa de Judá. E noticiaram a Davi que os de Jabes de Galaad tinham sepultado a Saul. 5Mandou pois Davi mensageiros aos de Jabes de Galaad, a dizer-lhes: Benditos sejais vós do Senhor, por esta humanidade que usastes com Saul vosso Senhor, e porque o sepultastes. 6E agora vos recompensará certamente o Senhor, segundo a sua misericórdia e verdade: E eu também vos galardoarei por esta ação que obrastes. 7Cobrem alento vossas mãos, e sêde homens de valor: Porque ainda que Saul, vosso senhor, é morto, contudo a casa de Judá me ungiu por seu rei. 8Abner porém filho de Ner, general, do exército de Saul, pegou em Isboset, filho de Saul, e o levou por todo o campo, 9e o constituiu rei sôbre Galaad e sôbre Gessuri, e sôbre Jezrael, e sôbre Efraim, e sôbre Benjamim, e sôbre todo o Israel. 10Tinha Isboset, filho de Saul, quarenta anos, quando começou a reinar em Israel, e reinou dois anos: E só a casa de Judá seguia a Davi. 11E o número dos dias, que permaneceu Davi, reinando em Hebron, sôbre a casa de Judá, foi o de sete anos e seis meses. 12E Abner, filho de Ner, com a gente de Isboset, filho de Saul, saiu do seu campo para Gabaon. 13Mas Joab, filho de Sarvia, e as tropas de Davi saíram, e encontraram-se com eles perto da piscina de Gabaon. E tendo-se aproximado, acamparam-se um à vista do outro: Êstes da banda de cá da piscina, e aqueles da banda de lá. 14E disse Abner a Joab: Saiam alguns dos moços, e escaramucem diante de nós. E Joab respondeu: Saiam. 15Levantaram-se pois, e saíram em número de doze de Benjamim, por parte de Isboset, filho de Saul, e doze da gente de Davi. 16E cada um deles tomando pela cabeça ao seu competidor afincou a espada pelo costado do seu contrário, e morreram todos a um mesmo tempo: E ficou-se aquele lugar chamando: O campo dos valentes de Gabaon. 17E seguiu-se uma crua peleja naquele dia: E foi pôsto em fugida Abner e os soldados de Israel pelas tropas de Davi. 18Achavam-se pois no combate os três filhos de Sarvia, Joab, e Abisai, e Asael: Mas Asael era mui ligeiro na carreira, como as cabras montesas, que habitam nas selvas. 19Perseguia porém Asael a Abner, e não declinou nem para a direita, nem para a esquerda sem se descuidar de alcançar a Abner. 20Olhou depois para trás Abner, e disse: Tu não és Asael? E êste respondeu: Sou eu. 21E disse-lhe Abner: Corre para a direita, ou para a esquerda, e apanha algum desses moços, e toma os seus despojos. Mas Asael não quis cessar de o perseguir. 22E outra vez disse Abner a Asael: Retira-te, não me sigas, para que não me veja eu obrigado a te atravessar, e não possa eu mais aparecer diante de Joab, teu irmão. 23Asael desprezou ouvi-lo, e não quis desviar-se: Pelo que Abner voltada a lança o feriu na virilha, e o atravessou, e morreu ali mesmo: E todos os que passavam por aquele lugar, onde Asael caíra morto, paravam. 24Enquanto porém Joab, e Abisai seguiam a Abner que ia fugindo, pôs-se o sol: E chegaram até o outeiro do aqueduto, que está defronte do vale, pelo caminho que vai do deserto para Gabaon. 25E os filhos de Benjamim se uniram com Abner: E cerrados em um batalhão, fizeram alto no cimo de um cabeço. 26E gritou Abner a Joab, e disse: Acaso se embravecerá a tua espada até não ficar nenhum? Ignoras porventura que é coisa perigosa a desesperação? Para quando guardas dizer ao povo que deixe de perseguir seus irmãos? 27E Joab respondeu: Viva o Senhor, que se tu o tivesses dito, desde manhã teria cessado o povo de perseguir a seus irmãos. 28Mandou pois Joab fazer sinal com a trombeta e fêz alto todo o exército, nem perseguiram mais a Israel, nem travaram peleja. 29Abner porém e a sua gente caminharam pelos campos tôda aquela: noite: E passaram o Jordão, e decorrido todo o país de Bet-horon, chegaram ao seu arraial, 30Mas Joab tendo desistido de perseguir a Abner, voltando para trás ajuntou todo o povo: E da gente de Davi faltaram dezenove homens sem contar a Asael. 31Mas as tropas de Davi feriram, dos de Benjamim, e dos soldados que vinham com Abner, trezentos e sessenta homens, que também ficaram mortos. 32E tomaram o corpo de Asael, e o enterraram no jazigo de seu pai em Belém: E marcharam tôda a noite Joab e a gente que estava com êle, e ao raiar do dia chegou a Hebron.
Novo TestamentoLc 16,17-31
Lucas 16
17E” porém mais fácil passar o Céu e a terra, do que perder-se um til da lei. 18Todo o que larga a sua mulher, e casa com outra, comete adultério: E o que casa com a que foi repudiada de seu marido, comete adultério: 19Havia um homem muito rico, que se vestia de púrpura, e de holanda: E que todos os dias sebanquetea-va esplendidamente. 20Havia também um pobre mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à sua porta. 21E que desejava fartar-se das migalhas que caíam da mesa do rico, mas ninguém lhas dava: E os cães vinham lamber-lhe as úlceras. 22Ora sucedeu morrer êste mendigo, que foi levado pe'os anjos ao seio de Abraão. - E morreu também o rico, e foi sepultado no inferno. 23E quando êle estava nos tormentos, levantando seus olhos, viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. 24E gritando, êle disse: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda cá a Lázaro, para que mclhe em água a ponta do seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou atormentado nesta chama. 25E Abraão lhe respondeu: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em tua vida, e que Lázaro não teve: senão males: Por isso está êle agora conso: ado, e tu em tormentos: 26E demais que entre nós e vós está firmado um grande abismo: De maneira que os que querem passar daqui para vós, não podem, nem os de lá passar para cá. 27E disse o rico: Pois eu te rogo, pai, que o mandes à casa de meu pai: 28Pois que tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, que não suceda virem também êles parar a êste lugar dé tormentos. 29E Abraão lhe disse: Êles lá têm a Moisés, e aos profetas: Ouçam-nos. 30Disse pois o rico: Não, pai Abraão: Mas se fôr a êles algum dos mortos, hão de fazer penitência. 31Porém Abraão lhe respondeu: Se êles não dão ouvidos a Moisés, e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda quando haja de ressuscitar algum dos mortos.
Salmos e ProvérbiosSl 70,19-24 (71); Sl 71,1-8 (72)
Salmo 70 (71)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 71.
19e a tua justiça, ó Deus, até no mais alto, as maravilhas que fizeste: O' Deus, quem é semelhante a ti? 20Quantas tribulações me tens feito provar a mim, muitas e penosas: E voltado a mim, me tens dado vida, e dos abismos da terra outra vez me tens tirado: 21Tens multiplicado a tua magnificência: E voltando-te a mim me tens consolado. 22Porque eu também te louvarei com instrumentos de salmo pela tua verdade: Ó Deus, eu te direi salmo ao som da cítara, Santo de Israel. 23Regozijar-se-ão os meus lábios quando cantar os teus louvores: E a minha alma, que redimiste se alegrará. 24E também a minha língua meditará todo o dia a tua justiça: Quando fôrem confundidos, e envergonhados os que me solicitam males.
Salmo 71 (72)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 72.
1Salmo. Para Salomão. 2O' Deus, dá o teu juízo ao rei: E a tua justiça ao filho do rei: Para que êle julgue ao teu povo com justiça, e aos teus pobres com juízo. 3Recebam os montes paz para o povo, e os outeiros justiça. 4Julgará aos pobres cio povo, e fará salvos os filhos dos pobres: E humilhará ao caluniador. 5E êle permanecerá com o sol, e antes da lua, de geração em geração. 6Descerá como a chuva sôbre o velo. E como orvalho que goteja sôbre a terra. 7Nos dias dêle aparecerá justiça e abundância de paz: Até que seja tirada a lua. 8E dominará de mar a mar: E desde o rio até aos confins da redondeza da terra.