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Bíblia em um ano Dia 127/365

Dia 127

2Sm 21–22 · Lc 21,1-21 · Sl 75 (76) · cerca de 11 min

  1. Antigo Testamento2Sm 21–22
  2. Novo TestamentoLc 21,1-21
  3. Salmos e ProvérbiosSl 75 (76)
Destaque da leitura de hoje“Quando se levantou Deus a juízo, para salvar a todos os humildes da terra.”Salmo 75,10 (76)

Antigo Testamento2Sm 21–22

2 Reis 21

1Houve também em tempo de Davi uma fome que durou três anos contínuos: E Davi consultou o oráculo do Senhor. E o Senhor lhe respondeu: Por causa de Saul, e da sua casa sanguinária, porque tinha morto os gabaonitas. 2E chamados os gabaonitas. o rei lhes disse: (Ora os gabaonitas não eram dos filhos de Israel, mas umas relíquias dos amorreus: Porque os israelitas se tinham aliado com êles por juramento, e Saul empreendeu o extingui-los, com um zelo, como em favor dos filhos de Israel e de Judá.) 3Disse pois Davi aos gabaonitas: Que quereis que eu vos faça? E que satisfação vos ciarei, para que abençoeis a herança do Senhor? 4E os gabaonitas lhe responderam: Não é nossa pretensão sôbre ouro, nem prata, senão contra -Saul e contra a sua casa: Nem queremos que pereça homem de Israel. E o rei lhes disse: Que é pois o que quereis que vos faça? 5Êles responderam ao rei: Aquêle homem, que ini-quamentc nos esmagou, e oprimiu, nós o devemos acabar de modo que não fique da sua linhagem nem um só em todos os limites de Israel. 6Dêem-se-nos sete de seus filhos, para os crucificarmos à honra do Senhor em Gabaa de Saul, que foi noutro tempo o escolhido do Senhor. E o rei disse: Eu os darei. 7E perdoou o rei a Mifiboset, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento do Senhor, que tinha mediado entre Davi e entre Jônatas, filho de Saul. 8Mas tomou os dois filhos de Resfa, filha de Aia, chamados Armoni, e Mifiboset, os quais ela houvera de Saul: E cinco filhos que Micol, filha de Saul, tinha gerado a Hadriel, filho de Berzelai, que era de Molati, 9e entregou-os nas mãos dos gabaonitas, que os crucificaram no monte diante do Senhor: Assim acabaram estes sete homens mortos todos juntos nos primeiros dias da ceifa, quando se começava a segar as cevadas. 10Porém Resfa, filha de Aia, tomando um pano de cilício o estendeu debaixo de si, sôbre uma pedra desde o princípio da ceifa, até que a água do céu caiu sôbre êles: E cuidou em que as aves os não despedaçassem de dia, nem as feras de noite. 11E foi contado a Davi o que fizera Resfa, filha de Aia, concubina de Saul. 12E foi Davi e tomou os ossos de Saul, e os ossos de Jônatas, seu filho, aos vizinhos de Jabés de Galaad, que os tinham roubado da praça de Betsan, na qual os filisteus os tinham pendurado quando mataram a Saul em Gelboé: 13E transportou dali Davi os ossos de Saul, e os ossos de Jônatas, seu filho: E tendo feito ajuntar os ossos dos que tinham sido crucificados, 14os enterraram com os ossos de Saul e de Jônatas, seu filho, no país de Benjamim, a um lado, no jazigo de Cis, seu pai: E cumpriram tôdas as ordens do rei, e depois disto se aplacou Deus com a terra. 15Ateou-se porém de novo a guerra dos filisteus contra Israel, e saiu Davi, e a sua gente com êle, e pelejavam contra os filisteus. E desfalecendo Davi, 16Jesbibenob, que era da linhagem de Arafa, que ia armado de uma lança, cujo ferro pesava trezentas on-ças, e que cingia urna espada nova se esforçou por ferir a Davi. 17Mas Abisai, filho de Sarvia, lhe serviu de broquel, e ferindo ao filisteu o matou. Então fizeram as gentes de Davi um juramento, dizendo: Tu não tornarás a sair à batalha conosco, para que não apagues a lâmpada de Israel. 18Houve ainda uma segunda guerra em Gob contra os filisteus: Então Sobocai de Husati matou a Saf, da linhagem de Arafa, da raça dos gigantes. 19Houve mais outra terceira guerra em Gob contra os filisteus na qual Adeodato, filho de Bosque, que tecia panos de côres em Belém, matou a Golias de Get, que levava uma lança, cuja haste era como o órgão do tear dos tecelões. 20A quarta guerra foi em Get: Nela se achou um homem de grande estatura, que tinha seis dedos em cada mão e em cada pé, isto é, vinte e quatro dedos, e era da casta de Arafa. 21Êste blasfemou contra Israel: Mas matou-o Jônatas, filho de Semaa, irmão de Davi. 22Êstes quatro homens tinham nascido de Arafa em Get, e foram mortos à mão de: Davi, e das suas gentes.

2 Reis 22

1E Davi falou ao Senhor as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o livrou da mão de todos os seus inimigos, e da mão de Saul, 2e disse: O Senhor é o meu rochedo, e o meu esforço, e o meu Salvador. 3É o meu Deus forte, nêle esperarei: E” o meu escudo, e a fortaleza da minha salvação: O meu exalta-dor e o meu refúgio: O' meu Salvador, tu me livrarás da iniquidade. 4Eu invocarei o Senhor digno de louvor: e serei salvo de meus inimigos. 5Porque me cercaram quebrantos de morte: Torrentes de Belial me atemorizaram. 6Cordas de inferno me cingiram todo: Laços de morte me apanharam descuidado. 7Na minha tribulação invocarei o Senhor, e clamarei ao meu Deus: E êle ouvirá a minha voz lá do seu templo, e o meu clamor chegará aos seus ouvidos. 8A terra se comoveu e estremeceu: Os fundamentos dos montes foram agitados, e abalados, porque se irou contra eles. 9O fumo de seus narizes se elevou ao alto, e fogo devorados sairá da bôca: Por cie serão acesos carvões. 10Abaixou os céus, e desceu: E a escuridade debaixo de seus pés. 11E subiu sôbre os querubins, voou: E desceu sobre as asas dos ventos. 12Pôs trevas ao redor de si para se ocultar: Joeirando as águas das nuvens do céu. 13Pelo esplendor da sua presença se acenderam carvões de fogo. 14O Senhor trovejará do céu: E o Altíssimo fará soar a sua voz. 15Disparou setas e dissipou os raios, e consumiu-os. 16E apareceram as profundidades do mar, e descobriram-se os fundamentos da terra, ao ameaçar do Senhor, ao assopro do espírito do seu furor. 17Enviou do alto, e recebeu-me: E tirou-me das muitas águas. 18Livrou-me do meu inimigo poderosíssimo, e daqueles que me tinham ódio: Porque eram mais fortes do que eu. 19Preveniu-me no dia da minha tribulação, e o Senhor se fêz o meu firme esteio. 20E êle me tirou ao largo: Livrou-me, porque lhe agradei. 21O Senhor me retribuirá segundo a minha justiça: E êle me galardoará segundo a pureza das minhas mãos. 22Porque eu guardei os caminhos do Senhor, e não obrei impiamente, contra o meu Deus. 23Todos os seus pensamentos pois estão diante dos meus olhos: E não me arredei dos seus preceitos. 24E serei perfeito com êle: E guardar-me-ei da minha iniqüidade. 25E o Senhor me retribuirá segundo a minha justiça: E segundo a pureza de minhas mãos, diante dos seus olhos. 26Com o santo serás santo: E com o robusto perfeito. 27Com o puro serás puro: E com o perverso far-te-ás perverso. 28E salvarás o povo pobre: E com os teus olhos humilharás os soberbos. 29Porque tu, Senhor, és a minha candeia: E tu, Senhor, alumiarás as minhas trevas. 30Contigo pois correrei armado a combater: Com o meu Deus saltarei o muro. 31O caminho de Deus é imaculado, a palavra do Senhor é purificada ao fogo: E é o escudo de todos os que esperam nele. 32Que Deus há senão o Senhor? e que forte há senão o nosso Deus? 33O Deus que me cingiu de fortaleza: E aperfeiçoou o meu caminho. 34Que iguala os meus pés com os dos servos, e me põe sôbre as minhas alturas. 35Que instrui as minhas mãos para a peleja, e faz os meus braços como um arco de bronze. 36Tu me deste o escudo da tua salvação: E a tua benignidade me engrandeceu. 37Alargaste os meus passos debaixo de mim: E não desfaleceram os meus artelhos, 38perseguirei os meus inimigos, e fá-los-ei em migalhas: E não tornarei atrás até que os consuma. 39Consumi-los-ei e desfazê-los-ei de modo que se não levantem: Caíram debaixo dos meus pés. 40Tu me guarneceste de fôrça para o combate: Fizeste acurvar debaixo de mim os que resistiam. 41Fizeste que voltassem as costas meus inimigos que me aborreciam, e eu os arruinarei de todo. 42Clamarão, e não haverá ninguém que os socorra: Clamarão ao Senhor, e êle os não ouvirá. 43Eu os moerei como o pó da terra: Trilhá-los-ei, e desfá-los-ei, como o lôdo das ruas. 44Tu me salvarás das contradições do meu povo: Conservar-me-ás para ser o chefe das nações: Um povo,. que eu não conheço, me servirá. 45Os filhos estranhos me resistirão, em me ouvindo me obedecerão. 46Os filhos estranhos se desfizeram, e serão estreitados nos seus encerramentos. 47Viva o Senhor, e seja bendito o meu Deus: E será exaltado o Deus forte da minha salvação. 48Tu és, ó Deus, o que me vingas, o que sujeitas os povos debaixo de mim. 49Tu o que me tiras dentre os meus inimigos, e o que me exaltas sôbre os que me resistem: Tu me livrarás-do homem injusto: 50Por isso, Senhor, te darei as graças no meio das nações: E entoarei louvores ao teu nome. 51O que engrandece as saúdes do seu rei, e usa de misericórdia com Davi seu ungido, e com a sua descendência para sempre.

Novo TestamentoLc 21,1-21

Lucas 21

1E estando Jesus olhando, viu os ricos que lançavam as suas oferendas no gazofilácio. 2E viu também uma pobrezinha viúva, que lançava duas pequenas moedas. 3E disse: Na verdade vos digo, que esta pobre viúva. lançou mais que todos os outros. 4Porque todos êsses fizeram a Deus ofertas daquilo que tinham em abundância: Mas ela deu da sua mesma ind: gência tudo o que lhe restava para o seu sustento. 5E dizendo-lhe alguns a respeito do templo, que estava ornado de be'as pedras, e de magníficos donativos, Jesus lhes respondeu: 6No tocante a estas coisas que vêdes, virão dias em que não ficará pedra sôbre pedra, que não seja demolida. 7Então lhe fizeram esta pergurta, dizendo: Mestre, quando será isto, e que sinal haverá quando assim começar a cumprir-se? 8Respondeu-lhes Jesus: Vêde não, sejais enganados: Porque muitos hão de vir debaixo do meu Nome, dizendo, eu sou: E êste tempo está próximo: Mas guardai-vos de ir após êles. 9E quando ouvirdes falar de guerras, e de tumultos, não vos assusteis: Estas coisas sim devem suceder primeiro, mas não será logo o fim. 10Então lhes dizia: Levantar-se-á nação contra nação, e re: no contra reino. 11E haverá grandes terremotos por várias partes, e epidemias, e fomes, e aparecerão coisas espantosas, e grandes sinais do Céu. 12Mas antes de tudo isto lançar-vos-ão êles as mãos, e perseguir-vos-ão entregando-vos às Sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis, e dos governadores, por causa do meu Nome: 13E isto vos será ocasião de dardes testemunho. 14Gravai pois nos vossos corações, o não preme-ditar como haveis de responder: 15Porque eu vos darei uma bôca, e uma sabedoria, à qual não poderão resistir, nem contradizer todos os vossos inimigos: 16E sereis entregues por vossos pais, e irmãos, e parentes, e amigos, e farão morrer a alguns de vós outros: 17E sereis aborrecidos de tedos por causa do meu Nome: 18Entretanto não se perderá um cabelo da vossa cabeça. 19Na vossa paciência possuireis as vossas almas. 20Quando virdes pois que Jerusalém é sitiada de um exército, então sabei que está próxima a sua desolação: 21Os que nesse tempo se acharem em Judéia. fujam para os montes: E os que dentro da cidade, retirem-se: E os que nos campos, não entrem nela:

Salmos e ProvérbiosSl 75 (76)

Salmo 75 (76)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 76.

1Ao regente do côro. Com instrumentos de corda. Salmo de Asaf, cântico aos assírios. 2Conhecido é Deus na Judeia; em Israel grande é o seu nome. 3E tem feito o seu assento na paz: E a sua morada é em Sião. 4Ali quebrou as forças dos arcos, o escudo, a espada, e a guerra. 5Fazendo brilhar a tua luz maravilhosa desde os montes eternos. 6Todos os néscios de coração ficaram perturbados. Dormiram o seu sono: E nada acharam nas suas mãos todos êstes homens de riquezas. 7À tua ameaça, ó Deus de Jacó, adormeceram os que montam em cavalos. 8Tu és terrível, e quem te resistirá? desde que aparece a tua ira. 9Desde o céu fizeste ouvir o teu juízo: A terra tremeu e ficou em sossego. 10Quando se levantou Deus a juízo, para salvar a todos os humildes da terra. 11Porque o homem que considere te louvará: E as memórias que hão de ficar-te farão dia festivo. 12Fazei votos ao Senhor vosso Deus, e cumpri-os todos os que ao redor dêle lhe trazeis oferendas. Ao terrível, 13e ao que tira o espírito aos príncipes, ao que é terrível aos reis da terra.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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