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Bíblia em um ano Dia 126/365

Dia 126

2Sm 19–20 · Lc 20,22-47 · Sl 74 (75) · cerca de 14 min

  1. Antigo Testamento2Sm 19–20
  2. Novo TestamentoLc 20,22-47
  3. Salmos e ProvérbiosSl 74 (75)
Destaque da leitura de hoje“Não queirais levantar ao alto vosso poder: Não queirais falar iniquamente contra Deus.”Salmo 74,6 (75)

Antigo Testamento2Sm 19–20

2 Reis 19

1Noticiaram pois a Joab que o rei chorava e lamentava a seu filho: 2E a vitória se converteu em luto naquele dia para todo o povo: Porque o povo ouviu dizer naquele dia: O rei está de nojo por seu filho. 3E o povo se absteve aquele dia de entrar na cidade, como costuma abster-se um povo derrotado e que foge da batalha. 4Mas o rei estava com a cabeça coberta, e dizia a alta voz: Meu filho Absalão, Absalão meu filho, filho meu. 5Mas Joab entrando no quarto à presença do rei, disse: Tu cobriste hoje de confusão a todos os teus ser-vos, que salvaram a tua vida, e a vida de teus filhos, e de tuas filhas, e a vida de tuas mulheres, e a vida de tuas concubinas. 6Amas aos que te aborrecem, e aborreces aos que te amam: E mostraste hoje que se te não dá nem dos teus oficiais: E na verdade conheci agora, que se Absalão vivesse, e todos nós fôssemos mortos, então ficàrias tu contente. 7Agora pois levanta-te, e sai, e falando satisfaze a teus servos: Porque eu te juro pelo Senhor, que se não saíres, nem sequer um homem ficará contigo esta noite: E isto te será pior do que todos os males, que têm vindo sôbre ti, desde a tua mocidade até o presente. 8O rei pois se levantou e se assentou à porta: E avisou-se a todo o povo que o rei estava sentado à porta: E tôda a multidão veio apresentar-se diante -do rei: Mas os de Israel se retiraram às suas tendas. 9E todo o povo em tôdas as tribos de Israel porfiava dizendo: O rei nos livrou da mão de nossos inimigos, êle mesmo nos salvou do poder dos filisteus: E agora fugiu da sua terra por causa de Absalão. 10E Absalão, a quem tínhamos ungido por nosso rei, morreu na batalha: Até quando estareis em inação, e por que não fazeis voltar o rei? 11O rei Davi porém mandou dizer aos pontífices Sadoc, e Abiatar: Falai aos anciãos de Judá, e dizei-lhes: Por que sois vós os últimos em convidar o rei que venha para sua casa? Porque tinham chegado à notícia do rei em sua casa as palavras de todo o Israel. 12Vós sois meus irmãos, sois meu osso, e minha carne; por que sois vós os últimos em fazer chamar o rei? 13E dizei a Amasa: Não és tu meu osso, e minha carne: Deus me trate com todo o seu rigor, se eu te não fizer para sempre general do meu exército junto à minha pessoa em lugar de Joab 14E ganhou êle o coração de todos os de Judá, como se foram um só homem: E enviaram a dizer ao rei: Volta e todos os teus servos. 15E voltou o rei, e chegou até o Jordão, e todos, os de Judá vieram até Galgala, para receber o rei, e para o acompanharem na passagem do Jordão. 16Mas Semei de Baurim, filho de Gera, filho de Jemini, veio a grã pressa com os de Judá a encontrar-se com o rei Davi. 17com mil homens de Benjamim, e Siba servo da casa de Saul: E quinze filhos seus, e vinte servos na sua companhia: E metendo-se pelo Jordão, adiante do rei 18passaram o vãu, para fazerem passar a família do rei, e para executarém as suas ordens: Mas Semei filho de Gera prostrado diante do rei, quando já tinha passado o Jordão, 19lhe disse: Não castigues, meu Senhor,. a minha: maldade, nem tc lembres das injúrias de teu servo, meu rei e senhor, no dia que saíste de Jerusalém, nem as conserves, ó rei, no teu coração. 20Porque eu teu servo conheço o meu pecado: E por isso vim hoje o primeiro de tôda a casa de José, e saí a receber ao rei meu senhor. 21Respondendo porém Abisai, filho de Sarvia, disse: Acaso bastarão estas palavras para Semei não ser morto, depois de ter amaldiçoado ao ungido do Senhor? 22E Davi disse: Que tenho eu convosco, filhos de Sarvia? por que vindes vós hoje a servir-me de adversários? Pois quê? há de hoje tirar-se a vida a um israelita? Ignoro eu acaso que hoje fui feito rei sôbre Israel?. 23E o rei disse para Semei: Não morrerás. E assim lho jurou. 24Veio também Mifiboset, filho de Saul, a receber o rei, sem ter lavado os pés nem ter feito a barba: E não tinha lavado seus vestidos desde o dia que o rei tinha saído, até o dia em que tinha chegado em paz. 25E tendo saído a receber o rei em Jerusalém, disse-lhe o rei: Mifiboset, por que não fôste tu comigo? 26E. respondeu-lhe, dizendo: Meu rei e senhor, o meu criado me desatendeu: Porque eu teu servo lhe disse que me aparelhasse um jumento para me montar nêle, e ir com o rei: Pois eu teu servo sou coxo. 27E êle demais disto me acusou a mim, teu servo diante de ti, meu rei e senhor: Mas tu, meu rei e senhor, és como um anjo de Deus, faze o que bem te parecer. 28Porque a casa de meu pai para com o rei meu senhor não foi digna senão de morte: Porém tu me puseste a mim, teu servo, entre os convidados à tua mesa: De que poderei eu pois queixar-me com justiça? ou que motivo terei eu para importunar mais o rei? 29E o rei lhe respondeu: Para que hás de falar mais? o que eu mandei, há-de subsistir: Tu, e Siba reparti a fazenda. 30E Mifiboset respondeu ao rei: Fique êle muito embora com tudo; uma vez que o rei meu senhor se recolheu em paz a sua casa. 31Também Berzelai de Galaad, tendo vindo de Rogelim acompanhou o rei na passagem do Jordão, pronto para o seguir ainda da outra banda do rio. 32Era pois Berzelai de Galaad muito velho, isto é, de oitenta anos, e êle mesmo tinha provido o rei de viveres, quando estava nos arraiais: Porque era um homem muito rico. 33O rei pois disse a Berzelai: Vem comigo, para viveres em minha companhia descansando em Jerusalém. 34E Berzelai respondeu ao rei: Quantos são os dias dos anos da minha vida, para que eu suba com o rei a Jerusalém? 35Oitenta anos tenho hoje: Acaso estão os meus sentidos com vigor para discernir entre o doce e o amargo? ou pode teu servo perceber sabor no que come e no que bebe? ou posso ouvir já a voz dos cantores, e das "cantoras? porque há de teu servo servir de carga ao rei e meu senhor! 36Eu. teu servo, te acompanharei ainda um pouco da outra banda do Jordão: Tal mudança não me faz conta, 37mas rogo-te que permitas a teu servo o voltar, e morrer na minha cidade, e ser enterrado junto do sepulcro de meu pai, e de minha mãe. Mas aqui está Camaam, teu servo, vá êle mesmo contigo, ó meu rei e senhor, e faze dêle o que fôr mais do teu gôsto. 38E o rei lhe disse: Passe comigo Camaam, e eu lhe farei tudo o que quiseres, e conceder-te-ei tudo o que me pedires. 39E como o rei e todo o povo tivessem passado o Jordão, beijou o rei a Berzelai, e o abençoou: Êle voltou para sua casa. 40Passou pois o rei a Galgala, e Camaam com êle: Mas tôda a tribo de Judá tinha acompanhado o rei ao passar o rio, e só se tinha achado ali metade do povo de Israel. 41Pelo que acudindo juntos todos os de Israel ao rei, lhe disseram: Por que te roubaram nossos irmãos os de Judá, e fizeram passar ao rei o Jordão, e a tôda a gente de Davi com êle? 42E todos os homens de Judá responderam aos homens de Israel: E” porque o rei nos toca a nós mais de perto: Por que vos enojais por isso? Acaso comemos nós alguma coisa do rei, ou têm-se-nos dado alguns presentes? 43E respondendo os de Israci aos de Judá, disseram: Nós somos dez tantos mais do que vós para servir ao rei e assim mais nos toca Davi a nós do que a vós: Por que nos fizestes este agravo, e não se nos deu aviso antes, para fazermos voltar o nosso rei? Porém os homens de Judá responderam com maior desabrimento aos de Israel.

2 Reis 20

1Sucedeu também achar-se ali um homem de Belial, por nome Seba, filho de Bocri, da cidade de Jemini: E tocou a trombeta, e disse: Nós não temos parte em Davi, nem herança no filho de Isai: Volta-te para as tuas tendas, Israel. 2E todo o Israel se separou de Davi, e seguiu a Seba, filho de Bocri: Mas os de Judá não se separaram do seu rei desde o Jordão até Jerusalém. 3E o rei, depois que chegou ao seu palácio de Jerusalém, mandou que as dez concubinas, que êle tinha deixado para o guardarem, íôssem encerradas numa casa, «dando-lhes de que se alimentassem: «E não se chegou mais a elas, mas ficaram encerradas vivendo como viúvas até o dia da sua morte, 4Disse porém o rei a Amàsa: Faze-me vir dentro de três dias todos os de Judá, e acha-te presente com eles. 5Partiu logo Amasa para ajuntar os de Judá, mas tardou além do tempo que o rei lhe aprazara. 6Disse pois Davi a Abisai: Agora afligir-nos-á Seba, filho de Bocri, muito mais do que fêz Absalão: Portanto toma os servos de leu senhor, e vai em seu alcance, não suceda que êle ache cidades fortes, e nos escape. 7Saíram logo com êle as gentes de Joab, e também os cereteus e os feleteus: E todos os homens mais valentes de Jerusalém saíram para perseguirem a Seba filho de Bocri. 8E quando êles estavam junto da grande pedra, que há em Gabaon, lhes saiu ao encontro Amàsa. Estava pois Joab vestido duma túnica estreita que lhe ficava justa ao corpo, e sobre ela levava cingida a espada pendente até às ilhargas, dentro da sua bainha, que tendo sido feita com tal arte, num momento podia sair e ferir. 9Disse pois Joab a Amasa: Paz seja contigo, meu irmão. E com a mão direita tomou a Amasa pela barba, como para beijá-lo. 10Mas Amasa não reparou na espada que trazia Joab, e este o feriu num lado, e lhe lançou por terra os intestinos, e sem ser necessário segundo golpe, caiu morto. Porém Joab, e Abisai seu irmão marcharam contra Seba, filho de Bocri. 11Entretanto alguns dos companheiros de Joab, parando junto ao cadáver de Amasa, disseram: Eis-aqui quem quis ser general de Davi em lugar de Joab. 12E Amasa estava estendido no meio do caminho, todo envolto no seu sangue. Mas um tal, vendo que todo o povo parava a vê-lo, tirou-o do caminho para o campo, e o cobriu com um manto, para os que passavam não pararem ao pé dele. 13Tirado pois que foi Amasa do caminho, passaram todos os que iam com Joab em seguimento de Seba filho de Bocri. 14Mas este tinha atravessado tôdas as tribos de Israel até Abela, e Betamaaca: E tinha-se-lhe ajuntado tôda a gente escolhida. 15Vieram pois, e sitiaram-no em Abela, e em Bet-maaca, e levantaram baterias contra a cidade, e ficou esta cercada: E tôda a gente que estava com Joab trabalhava em arruinar os muros. 16E uma mulher da cidade que tinha muito siso gritou: Ouvi, ouvi, dizei a Joab: Que chegue cá, que lhe quero falar. 17E tendo êle chegado, lhe disse a mulher: Tu és Joab? E êle respondeu: Sou. E ela lhe falou assim: Ou-' ve as palavras de tua escrava. Êle lhe respondeu: Ouço. 18E a mulher prosseguiu: Noutro tempo costumava-se dizer: Os que buscam conselho, peçam-no a Abela: E assim concluíam os seus negócios. 19Acaso não sou eu a que respondo a verdade em Israel. e tu queres arruinar uma cidade, e destruir uma metrópole em Israel? Por que te fadigas tu em destruir a herança do Senhor? 20E Joab respondeu, dizendo: Longe de mim que eu tal faça: Eu não destruo, nem demulo. 21A coisa não é assim, senão que um homem do monte de Efraim chamado Seba, filho de Bocri, se levantou contra o rei Davi: Entregai-nos só êste, e retirar-nos-emos da cidade. E disse a mulher a Joab: Agora mesmo te será lançada a sua cabeça pelo muro. 22Ela pois foi ter com todo o povo, e falou-lhes sàbiamente: Êles, cortada a cabeça de Seba, filho de Bocri, a lançaram a Joab, e êle tocou a trombeta, e se retiraram da cidade cada um para as suas tendas, e Joab voltou a ver-se com o rei em Jerusalém. 23Joab pois era general de todo o exército de Israel: Banaias, filho de Jojada, porém comandava os cereteus e os feleteus. 24Aduram porém era superintendente dos tributos: Josafat, filho de Ailud, cronista-mor. 25Siva porém secretário: Sadoc e Abiatar pontífices. 26Ira de Jair porém era sacerdote de Davi.

Novo TestamentoLc 20,22-47

Lucas 20

22E' -nos permitido dar o tributo a César ou não? 23E entendendo Jesus a astúcia dêles, lhes disse: Por que me tentais? 24Mostrai-me cá um dinheiro: De quem é a imagem e a inscrição que tem? Respondendo eles, lhe disseram: De César. 25Então lhes disse o Senhor: Pagai logo a César o que é de César: E a Deus o que é de Deus. 26E não puderam repreender as suas palavras diante do povo: Antes, admirados da sua resposta, se calaram. 27Chegaram depois alguns dos saduceus, que dizem que não há ressurreição, e lhe fizeram esta pergunta, 28dizendo: Mestre, Moisés nos deixou escrito: Se morrer o irmão de algum, tendo mulher, e êste não deixar filhos, que se case com ela o irmão do tal, e dê sucessão a seu irmão. 29Havia pois sete irmãos: O primeiro dos quais casou, e morreu, sem filhos. 30Casou também o segundo com a viúva, é morreu sem filho. 31Casou depois com ela o terceiro. - E assim suces-sivamente todos os sete, os quais também morreram sem deixar sucessão. 32Morreu enfim também a mulher depois de todos eles. 33Quando fôr pois a ressurreição, de qual dêles será ela mulher? Pois que o foi de todos os sete. 34E Jesus lhes disse: Os filhos dêste século casam homens com mulheres, e mulheres com homens: 35Mas os que forem julgados dignos daquele século, e da ressurreição dos mortos, nem os homens desposarão mulheres, nem as mulheres homens: 36Porque não poderão jamais morrer: Porquanto são iguais aos Anjos, e são filhos de Deus: Visto serem filhos da ressurreição. 37E que os mortos hajam de ressuscitar, o mostrou também Moisés ao pé da sarça, quando chamou ao Senhor o Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó. 38Ora, Deus não.o é de mortos, mas de vivos: Porque todos vivem para êle. 39E respondendo alguns dos escribas, lhe disseram: Mestre, disseste bem. 40E dali em diante não se atreveram mais a fazer-lhe pergunta alguma. 41Mas Jesus lhes disse: Como dizem que o Cristo é filho de Davi? 42Porque Davi mesmo no livro dos Salmos d'z: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha mão direita, 43até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. 44Logo Davi lhe chama Senhor: Pois como é êle seu filho? 45Estando-o porém ouvindo todo o povo, disse Jesus a seus discípulos: 46Guardai-vos dos escribas, que querem andar com roupas talares, e gostam de ser saudados nas praças, e das primeiras cadeiras nas Sinagogas, e dos primeiros assentos nos banquetes: 47Que devoram as casas das viúvas, fingindo largas orações. Êstes tais receberão maior condenação.

Salmos e ProvérbiosSl 74 (75)

Salmo 74 (75)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 75.

1Ao regente do côro. Sôbre a ária al thaschkheth. Salmo de Asaf. Cântico. 2Nós te glorificaremos, ó Deus: Confessaremos, e invocaremos o teu Nome. Cantaremos as tuas maravilhas: 3Quando eu tomar o meu tempo, julgarei com justiça. 4Tem-se liquidado a terra, e todos os que a habitam: Eu fortaleci as suas colunas. 5Disse aos malvados: Não cometais maldade: E aos que pecam: Não vos glorieis do poder. 6Não queirais levantar ao alto vosso poder: Não queirais falar iniquamente contra Deus. 7Porque nem do Oriente, nem do Ocidente, nem dos montes desertos: 8Porque Deus é o Juiz. A êste humilha, e àquele exalta: 9Porque na mão do Senhor está o cálice -de vinho puro cheio duma mistura. E deitou dêste naquele: Certamente as suas fases não se apuraram: Delas beberão todos os pecadores da terra. 10Mas eu anunciarei pelo século: Cantarei ao Deus de Jacó. 11E quebrarei tôdas as forças dos pecadores: E será exaltada a glória do justo.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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