Dia 134
1Rs 8 · Lc 23,39-56 · Sl 77,37-45 (78) · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“O Senhor nosso Deus seja conosco, bem como foi com nossos pais, não nos desamparando, nem nos afastando de si.”3 Reis 8,57
Antigo Testamento1Rs 8
3 Reis 8
1Então se congregaram todos os anciãos de Israel com os príncipes das tribos, e os chefes das famílias dos filhos de Israel junto ao rei Salomão em Jerusalém: Para trasladarem a arca do concerto do Senhor, da cidade de Davi, isto é, de Sião. 2E todo o Israel concorreu ao rei Salomão num solene dia do mês de Etanim, que é o sétimo mês. 3E vieram todos ôs anciãos de Israel, e tomaram os sacerdotes a arca, 4e levaram a arca do Senhor e o tabernáculo do concerto, e todos os vasos do santuário, que havia no tabernáculo: E os sacerdotes, e levitas os levavam. 5O rei Salomão porém, e todo o povo de Israel que tinha concorrido a êle, iam adiante da arca, e imolavam ovelhas, e bois sem taxa e sem número. 6E os sacerdotes puseram a arca do concêrto do Senhor no seu lugar, no oráculo do templo, no Santo” dos Santos, debaixo das asas dos querubins. 7Porque os querubins tinham estendidas as asas sôbre o lugar da arca, e cobriam por cima a arca, e os seus varais. 8E como os varais sobressaíssem, e as suas pontas aparecessem fora do santuário diante do oráculo, já não apareciam mais por fora, e assim ficaram ali até o presente dia. 9Na arca porém não havia senão as duas tábuas de pedra, que Moisés tinha metido nela em Horeb, quando o Senhor fêz aliança com os filhos de Israel, logo que saíram da terra do Egito. 10Aconteceu porém que logo que os sacerdotes saíram do santuário, uma névoa encheu a casa do Senhor, 11e os sacerdotes não podiam ter-se em pé nem fazer as funções do seu ministério por causa da névoa: Porque a glória do Senhor tinha enchido a casa do Senhor. 12Então disse Salomão: O Senhor disse que êle habitaria numa névoa. 13Eu desvelado edifiquei esta casa para tua morada, teu trono firmíssimo para sempre. 14E o rei voltou o seu rosto, e abençoou todo o ajuntamento de Israel, porque todo o ajuntamento de Israel estava ali. 15Salomão disse: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que falou pela sua bôca a meu pai Davi, e que pelo seu poder executou a sua palavra, dizendo: 16Desde o dia em que eu tirei do Egito o meu povo de Israel, não escolhi cidade alguma de tôdas as tribos de Israel, para se me edificar nela uma casa, e para nela se estabelecer o meu nome: Mas escolhi a Davi para ser o chefe do meu povo de Israel: 17E meu pai Davi quis edificar uma casa ao nome do Senhor Deus de Israel, 18mas o Senhor disse a Davi meu pai: Ouando tu no teu coração intentaste edificar uma casa ao meu nome, fizeste bem, meditando no teu entendimento isto mesmo. 19Todavia tu não edificarás uma casa, mas teu filho, que nascerá dos teus rins, esse edificará uma casa ao meu nome. 20Verificou o Senhor a sua palavra, que lhe disse: E eu fiquei em lugar de Davi meu pai, e eu me assentei sôbre o trono de Israel, bem como o Senhor o disse: E edifiquei uma casa ao nome do Senhor Deus de Israel. 21E ali constituí o lugar para a arca, em que está o concerto, que o Senhor fêz com nossos pais, quando saíram da terra do Egito. 22Depois pôs-se Salomão diante do altar do Senhor à vista do ajuntamento de Israel/e estendeu as suas mãos para o Céu, 23e disse: Senhor Deus de Isrâeb não há Deus semelhante a ti, nem no mais alto do céu, nem abaixo sôbre a terra: Tu conservas o pacto e a misericórdia para os teus servos, que caminham adiante de ti de todo o seu coração. (S) 24Tu guardaste ao teu servo Davi meu pai, o que lhe prometeste: Tu lho disseste por tua bôca, e cumpriste pelas tuas mãos, assim como o prova êste dia. 25Agora pois, Senhor Deus de Israel, conserva ao teu servo Davi meu pai, o que lhe prometeste, dizendo: Não te faltarão descendentes, que diante de mim se assentem sôbre o trono de Israel: Contanto todavia que teus filhos guardem os teus caminhos, andando em minha presença, como tu andaste diante de mim. 26Agora pois, Senhor Deus de Israel, cumpram-se as tuas palavras, que disseste ao teu servo Davi meu pai. 27É pois crível que Deus habite verdadeiramente sôbre a terra? Porque se o céu, e os céus dos céus te não podem compreender, quanto menos esta casa, que eu edifiquei? 28Mas atende, Senhor Deus meu, à oração do teu servo: Ouve o hino e a oração, que teu servo faz hoje em tua presença: 29Para que os teus olhos estejam abertos de noite e de dia, sôbre esta casa, da qual disseste: O meu nome estará nela: Para ouvires a oração, que teu servo te oferece neste lugar. 30Para ouvires a deprecação de teu servo, e do teu povo de Israel, em tudo o que te pedirem neste lugar: E para as ouvires do lugâr da tua morada no céu, e para que, tendo-as ouvido, lhe sejas propício. 31Quando algum homem pecar contra seu próximo, e houver de fazer algum juramento, com que se ligue: E vier à tua casa por motivo do juramento diante do teu altar, 32tu ouvirás do céu: E farás justiça a teus servos, condenando o ímpio, e fazendo recair a sua perfídia sôbre a sua cabeça, e justificarás o justo, e retribuindo-lhe conforme a sua justiça. 33Quando o teu povo de Israel tiver fugido diante dos seus inimigos (porque algum dia pecará êle contra ti) e fazendo penitência, e dando glória. ao teu nome, vierem, e orarem e te implorarem nesta casa; 34ouve-os do céu, e perdoa o pecado do teu povo de Israel, e torna-os a levar à terra, que deste a seus pais. 35Quando o céu se tiver fechado, e não cair chuva alguma por causa dos seus pecados, e eles orando neste lugar fizerem penitência em honra do teu nome, e se converterem dos seus pecados por causa da sua aflição: 36Ouve-os do céu, e perdoa os pecados de teus ser-vos, e do teu, povo de Israel: E mostra-lhes o caminho direito por onde andem, e derrama chuva sôbre a tua terra, que tu deste ao teu povo para a possuírem. 37Quando vier sôbre a terra fome, ou peste, ou corrupção do ar, ou ferrugem, ou gafanhoto, ou qualquer maligno humor, ou quando apertar ao teu povo o seu inimigo sitiando as suas portas, tôda a praga, tôda a enfermidade, 38tôda a rogativa, e suplica, que fizer qualquer homem do teu povo de Israel: Se algum conhecer a chaga do seu coração, e estender as suas mãos para ti nesta casa, 39tu o ouvirás do céu no lugar de tua morada, e tu propício te reconciliarás com êle, e obrarás dando a a cada um conforme tôdas as suas obras, e segundo vires o seu coração (porque só tu conheces o interior dos corações de todos os filhos dos homens), 40para que êles tenham temor de ti por todo o tempo que viverem sôbre a face da terra, que tu deste a nossos pais. 41Também quando algum estrangeiro, que não é do teu povo de Israel, vier de algum país remoto por causa do teu nome (porque ouvirá a grandeza do teu nonié e a fôrça da tua mão, e o poder do teu braço, 42dilatado por tôda a parte) quando vier por issò fazer oração neste lugar, 43tu o ouvirás do céu, do firmamento da tua morada, e farás tudo o que o estrangeiro te pedir: Para que todos os povos da terra aprendam a temer o teu nome, como faz o teu povo de Israel, e para que experimentem que o teu nome foi invocado sôbre esta casa, que eu edifiquei. 44Quando o teu povo sair à guerra contra Os seus inimigos, indo pelo caminho, por que tu O tiveres mandado, se te fizerem as suas preces olhando para o caminho da cidade, que tu escolheste, e para a casa, que eu edifiquei ao teu nome, 45tu também ouvirás do céu as suas orações, e as suas preces, e lhes farás justiça. 46Porém se pecar contra ti, (porque não há homem que não peque) e tu irado os entregares nas mãos de seus inimigos, e eles forem levados cativos ou perto ou longe para terra inimiga, 47e fizerem penitência do íntimo do seu coração no lugar do seu cativeiro, e convertidos te suplicarem no seu cativeiro, dizendo: Nós pecamos, nós cometemos a iniquidade, nós obramos impiamente, 48e se êles se voltarem para ti de todo o seu coração, e de tôda a sua alma na terra de seus inimigos, para onde foram levados cativos, e orarem voltados para o caminho da sua terra, que tu deste a seus pais, e para a cidade que tu escolheste, e para o templo que eu edifiquei ao teu nome: 49Tu ouvirás do céu, no firmamento do teu trono, as suas orações, e as suas preces, e defenderás a sua causa: 50E te mostrarás propício ao teu povo que pecou contra ti, e perdoarás tôdas as suas iniquidades com que tiverem prevaricado contra ti: E inspirarás ternura aos que os levaram cativos, para deles terem compaixão. 51Porque eles são o teu povo, e a tua herança, a quem tiraste da terra do Egito, do meio da fornalha de ferro. 52Os teus olhos estejam abertos às deprecações do teu servo, e do teu povo de Israel, e os ouças ém tudo por que eles te invocarem. 53Porque tu, ó Senhor Deus, os separaste de todos os povos da terra para tua herança, como tu o declaraste por teu servo Moisés, quando tiraste a nossos pais do Egito. 54Sucedeu pois, que tendo Salomão: acabado de fazer oração, e esta rogativa, se levantou de diante do altar do Senhor: Porque êle tinha pôsto ambos os joelhos em terra, e tinha as mãos estendidas para o céu. 55Pôs-se logo em pé, e abençoou a todo o ajuntamento de Israel, dizendo em alta voz: 56Bendito seja o Senhor, que deu descanso ao seu povo de Israel, conforme tôdas as promessas que tinha feito: Não falhou nem sequer uma palavra de todos os bens, que êle nos tinha prometido por seu servo -Moisés. 57O Senhor nosso Deus seja conosco, bem como foi com nossos pais, não nos desamparando, nem nos afastando de si. 58Mas êle incline os nossos corações, para andarmos em todos os seus caminhos, e para guardarmos os seus mandamentos, e as suas cerimônias, e tôdas as ordenações que êle prescreveu a nossos pais. 59E as palavras desta minha oração, com que de-prequei diante do Senhor, sejam presentes de dia e de noite ao Senhor nosso Deus, para que cada dia faça êle justiça ao seu servo, e ao seu povo de Israel: 60De sorte que todos os povos da terra saibam que é êle o Senhor e o Deus, e que não há outro fora êle. 61Seja também o nosso coração perfeito com o Senhor nosso Deus, para andarmos nos seus decretos, e guardarmos os seus mandamentos, como fazemos hoje. 62O rei pois, e todo o Israel com êle imolaram vítimas diante do Senhor. 63E degolou Salomão por hóstias pacíficas que imolou ao Senhor vinte e dois mil bois, e cento e vinte mil ovelhas: E o rei com os filhos de Israel dedicaram o templo do Senhor. 64Naquele dia consagrou o rei o meio do átrio, que estava diante da casa do Senhor: Ofereceu pois ali holocaustos, e sacrifícios, e as bandas das hóstias pacíficas: Porque o altar de bronze, que estava diante do Senhor, era pequeno, e não podiam caber nêle os holocaustos, e os sacrifícios, e as banhas das hóstias pacíficas. 65Fêz pois Salomão naquele tempo uma festa muito célebre, e todo o Israel com êle, tendo concorrido em grandes enxames desde a. entrada de Emat até o rio do Egito, diante do Senhor nosso Deus, por sete dias, e por outros sete, isto é, por catorze dias. 66E ao dia oitavo despediu êle os povos: Os quais, abençoando o rei, voltaram para suas tendas alegres, e com o coração contente por todos os bens, que o Senhor tinha feito a Davi seu servo, e ao seu povo de Israel.
Novo TestamentoLc 23,39-56
Lucas 23
39E um daqueles ladrões, que estavam dependura-dos, blasfemava contra êle, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós outros. 40Mas o outro respondendo, o repreendia, dizendo: Nem ainda tu temes a Deus, estando no mesmo suplício.: 41E nós outros o estamos nã: verdade justamente, porque recebemos o castigo que merecem as nossas obras: Mas êste nenhum mal fêz. 42E dizia a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares: no teu reino: 43E Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo: Que hoje serás comigo no paraíso. 44Era então quase a hora sexta, e tôda a terra ficou coberta de trevas até à hora nona:. 45Escureceu-se também o sol: E rasgou-se pelo. meio o véu do templo. 46E Jesus dando um grande brado, disse: Pai, nas tuas mãos encomendo o meu espírito. E dizendo estas palavras, expirou. 47O centurião, porém, que tinha visto o que sucedera, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade que êste homem era justo. 48E todo o povo que assistia a êste espetáculo, e via o que se passava, retirava-se batendo nos peitos. 49Todos os que eram do conhecimento de Jesus, e as mulheres que o tinham seguido desde Galiléia; estavam da mesma sorte vendo estas coisas lá de parte. 50E eis que um varão por nome José, que era do sanedrim, varão bom, e justo, 51que não tinha consentido com a detêrminação dos outros nem com o que êles tinham obrado, de Arimatéia, cidade de Judéia, o qual também esperava o reino de Deus: 52Êste homem pois foi ter com Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus: 53E depois que o desceu, amortalhou-o num lençol, e depositou-o num sepulcro aberto em rocha, onde ainda ninguém tinha sido pôsto. 54Era então dia da preparação, e já raiava o sábado. 55Ora, as mulheres, que tinham vindo de Galiléia com Jesus, indo atrás de José, observaram o sepulcro, e como o corpo de Jesus fôra nele depositado. 56E voltando, prepararam aromas e bálsamos: E quanto ao dia de sábado, estiveram sem fazer coisa alguma, segundo a lei.
Salmos e ProvérbiosSl 77,37-45 (78)
Salmo 77 (78)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 78.
37Mas o seu coração não era reto com êle: Nem se mantiveram leais na sua aliança. 38Mas êle é misericordioso, e perdoará os seus pe: cados: E não os destruirá. E êle deteve muitas vêzes a sua ira: E não acendeu contra êles todo o seu furor. 39E lembrou-se que são carne: Sôpro que passa, e não torna. 40Quantas vêzes o irritaram no deserto, o moveram à ira no lugar sem água? 41E voltaram, e tentaram a Deus: E exacerbaram ao Santo de Israel. 42Não se lembraram do seu poder, no dia que os redimiu do jugo do opressor. 43De como fêz resplandecer no Egito os seus sinais, e os seus prodígios no campo de Tanis. 44E converteu em sangue os seus rios, e as suas águas, para que não bebessem delas. 45Enviou sôbre êles todo o gênero de moscas, que os comeram: E rãs, que os destruíram.