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Bíblia em um ano Dia 140/365

Dia 140

1Rs 19–20 · At 3 · Sl 79,1-10 (80) · cerca de 15 min

  1. Antigo Testamento1Rs 19–20
  2. Novo TestamentoAt 3
  3. Salmos e ProvérbiosSl 79,1-10 (80)
Destaque da leitura de hoje“Senhor Deus dos exércitos, até quando estarás irado, sem ouvir a oração do teu servo?”Salmo 79,5 (80)

Antigo Testamento1Rs 19–20

3 Reis 19

1Referiu pois Acab a Jezabel tudo o que Elias havia feito, e como êle matara à espada todos os profetas. 2E Jezabel enviou um mensageiro a Elias. dizendo: Os deuses me tratem com tôda a sua severidade, se eu amanhã a esta mesma hora te não fizer perder a vida, como tu fizeste perder a cada um deles. 3Elias pois teve mêdo, e levantando-se se ausentou para onde quer que o seu desejo o levava: E chegou a Bersabée em Judá, e despediu ali o seu criado. 4e andou pelo deserto, o caminho dum dia. E tendo chegado, e assentando-se debaixo dum junípero, desejou para si a morte, e disse: Basta-me de vida. Senhor, tira a minha alma: Porque eu não sou melhor do que meus pais. 5E lançou-se em terra, e adormeceu à sombra do.junípero: E eis que um anjo do Senhor o tocou, e lhe disse: Levanta-te, e come. 6Olhou êle, e viu junto à sua cabeça um pão cozido debaixo da cinza, e um vaso de água, comeu pois, e bebeu, e tornou a adormecer. 7E voltou segunda vez o anjo do Senhor, e o tocou. e lhe disse: Levanta-te, e come: Porque te resta um grande caminho. 8Tendo-se êle levantado, comeu e bebeu, e com o vigor daquela comida caminhou quarenta dias, e quarenta noites, até o monte de Deus, Horeb. 9E tendo chegado ali, ficou numa caverna: E eis-que o Senhor lhe dirigiu a sua palavra, e lhe disse: Que fazes aqui, Elias? 10E êle respondeu: Eu me consumo de zêlo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto: Destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada; eu fiquei só, e eles me procuram para me tirarem a vida. 11E disse-lhe: Sai e tem-te no monte diante do Senhor, e eis que passa o Senhor e um vento impetuoso e rijo, que transtorna os montes, e esmigalha as pedras diante do Senhor. O Senhor não estará no vento, e depois do vento haverá tremor: E o Senhor não estará no tremor, 12e depois do tremor acender-se-á um fogo: O Senhor não estará no fogo, e depois do fogo ouvir-se-á o assopro duma branda viração. 13Tendo Elias ouvido isto, cobriu o seu rosto com a capa, e tendo saído, pôs-se à entrada da caverna, e eis que sai uma voz que lhe dizia: Que fazes aqui, Elias? E êle respondeu: 14Eu me consumo de zêlo pelo Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto: Destruíram os teus altares, mataram os teus profetas à espada, e eu fiquei só, e eles me procuram para tirar-me a vida. 15E o Senhor lhe disse: Vai, e torna ao teu caminho pelo deserto para Damasco: E quando lá tiveres chegado, ungirás a Hazael em rei da Síria, 16e a Jeú, filho de Namsi, ungirás em rei sôbre Israel: E a Eliseu, filho de Saía, que é de Abelmeula, o ungirás profeta em teu lugar. 17E acontecerá que todo o que escapar à espada de Hazael, Jeú o matará: E todo o que escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. 18E eu me reservarei para mim em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal, e não beijaram as mãos com a bôca para o adorar. 19Tendo pois Elias partido dali, achou a Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois: E êle mesmo conduzia um dos arados das doze juntas de bois: E chegando Elias a Eliseu, pôs a sua capa sôbre êle. 20Êle imediatamente deixando os bois correu após Elias, e disse: Permite-me, te rogo, que vá beijar meu pai, e minha mãe, e assim seguir-te-ei. E Elias lhe respondeu: Vai, e volta: Porque eu fiz por ti o que era da minha parte. 21E tendo Eliseu deixado a Elias, tomou uma junta de bois, e os matou, e com o arado dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram: E levantando-se partiu, e seguiu a Elias, e o servia.

3 Reis 20

1Benadad porém, rei da Síria, ajuntou todo o seu exército, e com êle trinta e dois reis, e cavalos e carroças: E subindo pelejou contra Samaria, e a sitiou. 2E enviando à cidade mensageiros a Acab, rei de Israel, 3disse: Eis-aqui o que diz Benadad: A tua prata, e o teu ouro é meu: E as tuas mulheres, e os teus filhos mais gentis, são meus. 4E o rei de Israel respondeu: Como tu dizes, ó rei meu senhor, eu sou teu, e tôdas as minhas coisas. 5E voltando os mensageiros, disseram: Eis-aqui o que diz Benadad, que nos enviou a ti: Tu me hás-de dar a tua prata, e o teu ouro, e as tuas mulheres, e os teus filhos. 6Amanhã pois a esta mesma hora te enviarei os meus servos, e esquadrinharão tua casa, e a casa. de teus servos: E êles tomarão com as suas mãos tudo o de que gostarem e o levarão. 7Chamou pois o rei de Israel todos os anciãos do povo, e disse: Considerai, e vede, que êle nos arma algum laço: Porque me mandou mensageiros a pedir minhas mulheres, e filhos, e a prata, e o ouro, e eu não disse que não. 8E todos os anciãos, e todo o povo lhe responderam: Não lhe dês ouvidos, nem condescendas com êle. 9E assim respondeu aos mensageiros de Benadad: Dizei ao rei meu senhor: Eu farei tôdas as coisas que tu me enviaste a pedir no princípio a mim teu servo: Mas esta coisa não a posso fazer. 10E voltando os mensageiros, lhe referiram a resposta. O qual os tornou a enviar e disse: Os deuses me tratem com a sua última severidade, se o pó de Samaria bastar para encher os punhados de todo o povo que me segue. 11E o rei de Israel respondendo, disse: Dizei-lhe: Não se vanglorie o que toma as armas do mesmo modo como o que as larga. 12Sucedeu pois que, quando Benadad, ouviu esta resposta, êle estava bebendo nas suas tendas com os reis, e disse aos seus servos: Cercai a cidade. E êles a cercaram. 13E eis que chegando-se um profeta a Acab rei de Israel, lhe disse: Eis-aqui o que diz o Senhor: Viste tôda esta inumerável multidão? Pois eu te declaro, que hoje ta entregarei nas tuas mãos: Para que tu saibas, que eu sou o Senhor. 14E disse Acab: Por quem? E êle lhe respondeu: Eis-aqui o que diz o Senhor: Pelos criados de pé dos príncipes das províncias. E disse Acab: Quem começará a pelejar? E o profeta lhe disse: Tu. 15Fêz Acab pois revista dos criados dos príncipes das províncias, e achou que eram duzentos e trinta e dois: E depois deles fêz revista do povo, de todos os filhos de Israel, e achou que eram sete mil: 16E saíram ao meio-dia. Benadad porém já embriagado estava bebendo na sua tenda, e com êle os trinta e dois reis, que tinham vindo em seu socorro. 17Os criados pois dos príncipes das províncias marchavam na primeira frente. E Benadad mandou espias. Os quais lhe vieram dizer: E” gente que saiu de Samaria. 18E êle disse: Ou êles venham tratar de paz, tomai-os vivos: Ou venham a pelejar, prendei-os vivos. 19Avançaram-se pois os criados dos príncipes das províncias, e o resto do exército os seguia: 20E cada um deles matou os que se lhe puseram diante: E logo os siros fugiram, e Israel os perseguiu. Benadad, rei da Síria, também fugiu a cavalo com os seus cavaleiros. 21E o rei de Israel tendo também saído matou os cavalos, e destruiu as carroças, e maltratou a Síria com um grande estrago. 22(Vindo pois um profeta ter com o rei de Israel, disse-lhe: Vai, e cobra ânimo, e sabe, e vê o que tens para fazer: Porque no ano seguinte virá o rei da Síria contra ti.) 23Os servos porém do rei da Sina lhe disseram: Os deuses dos montes são seus deuses, e por isso êles nos venceram: Mas é melhor que pelejemos com êles em campo raso, e vencê-los-émos. 24Tu pois faze isto: Aparta do exército todos os reis, e põe em seu lugar os primeiros oficiais: 25E restabelece o número dos soldados, que morreram dos teus, e os cavalos conforme eram antes, e as carroças segundo o número das que tinhas antes: E nós pelejaremos contra êles em campo raso, e tu verás que os desbarataremos. Creu êle no conselho dêles, e assim o fêz. 26Portanto tendo passado um ano, fêz Benadad revista dos siros, e veio a Afec, para combater contra Israel. 27E fêz-se também revista dos filhos de Israel, e providos de víveres marcharam contra os siros, e se acamparam em frente dêles, como dois pequenos rebanhos de cabras: Os siros porém cobriam a terra. 28(E vindo um homem de Deus disse ao rei de Israel: Eis-aqui o que diz o Senhor: Porque os siros disseram: O Deus dos montes é o Senhor e não é o Deus dos vales: Eu te entregarei nas mãos tôda esta grande multidão, e sabereis que eu sou o Senhor.) 29E estiveram os exércitos ordenados em batalha sete dias, êstes em frente daqueles, e ao sétimo dia se deu batalha: E os filhos de Israel mataram num dia cem mil homens de pé dos siros. 30Os que escaparam, fugiram para a cidade de Afec: E caiu o muro sôbre vinte e sete mil homens, que tinham restado. Mas Benadad fugindo entrou na cidade, e retirou-se ao lugar mais secreto duma câmara: 31E disseram-lhe os seus servos: Atende, nós temos ouvido dizer que os reis da casa de Israel são cle-mentes: Ponhamos pois sacos sôbre os nossos rins. e cordas à roda das nossas cabeças, e vamos buscar o rei de Israel: Talvez que êle nos salve as vidas. 32Pelo que êles se cingiram com sacos pelos rins, e puseram cordas nas suas cabeças, e vieram ter com o rei de Israel, e lhe disseram: O teu servo Benadad diz: Concede-me, eu te peço, a vida. E êle respondeu: Se êle ainda vive êle é meu irmão. 33O que tomaram os homens por. bom presságio: E tomaram logo a palavra da sua bôca, e disseram: Teu irmão Benadad. E êle lhes disse: Ide, e trazei-mo. Veio pois Benadad à presença de Acab, e êste o fêz montar sôbre a sua carroça. 34E Benadad lhe disse: Eu te restituirei as cidades, que meu pai tomou a teu pai: E faze para ti praças em Damasco, assim como meu pai as fêz em Samaria, e eu me retirarei de ti depois de feita a aliança. Fêz pois a aliança e o deixou ir. 35Então um dos filhos dos profetas disse da parte do Senhor a um seu companheiro: Fere-me. Mas êle o não quis ferir. 36E êle lhe disse: Porque tu não quiseste ouvir a voz do Senhor, logo que te apartares de mim te matará um leão. E tendo-se êle apartado um pouco dêle, um leão o encontrou, e o matou. 37Mas encontrando também outro homem, disse-Ihe: Fere-me. ste homem lhe deu e o feriu. 38Retirou-se pois o profeta, e encontrou o rei no caminho, e disfarçou-se cobrindo de pó o seu rosto e os seus olhos. 39E passando o rei, gritou ao rei, e disse-lhe: O teu servo saiu a pelejar de perto: E como fugisse uni homem, outro mo trouxe, e me disse: Guarda-me este homem: Se êle se escapar, a tua vida responderá pela vida dele, ou tu pagarás um talento de prata. 40E quando eu todo turbado andava às voltas duma parte para a outra, de repente desapareceu. E o rei de Israel lhe disse: Esta é a tua sentença que tu mesmo pronunciaste. 41Mas logo limpou o pó do seu rosto, e o rei de Israel conheceu que era um dos profetas. 42E êle lhe disse: Eis-aqui o que diz o Senhor: Porque tu deixaste escapar das tuas mãos um homem digno de morte, a tua vida responderá pela vida dêle. e o teu povo pelo seu povo. 43O rei de Israel porém voltou para sua casa, não fazendo caso de ouvir, e enfurecido veio para Samaria.

Novo TestamentoAt 3

Atos dos Apóstolos 3

1Pedro, pois, e João iam ao Templo, à oração, à hora da Noa. 2E era para ali trazido um certo homem que era coxo desde o ventre de sua mãe, ao qual punham todos os dias à porta do Templo chamada a Iispeciosa, para que pedisse esmola aos que entravam no Templo. 3Êste, quando viu a Pedro e a João, que iam a entrar no Templo, fazia a sua rogativa para receber alguria esmola. 4E Pedro pondo nele os olhos juntamente com João, lhe disse: Olha para nós. 5E êle os olhava com atenção, esperando receber dêles alguma coisa. 6E Pedro disse: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda. 7E tomando-o pela mão direita, o levantou, e no mesmo ponto foram consolidadas as basés dos seus pés, e as suas plantas. 8E dando um salto se pôs em pé, e andava: E entrou com êles no Templo, andando e saltando, e louvando a Deus. 9E todo o povo o viu andando, e louvando a Deus. 10E conheciam que êle era o mesmo que se assentava à porta Especiosa do Templo à esmola: E ficaram cheios de espanto, e como fora de si, pelo que àquele lhe havia acontecido. 11E tendo aferrado de Pedro e de João; todo o povo correu para eles de tropel ao pórtico, que se chama Salomão, atônitos. 12E vendo isto, Pedro disse ao povo: Varões israelitas, por que vos admirais disto, ou por que ponde os olhos em nós, como se por nossa virtude ou poder tivéssemos feito andar a êste? 13O Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou a seu filho Jesus, a quem vós sem dúvida entregastes e negastes perante a face de Pilatos, julgando êle que se soltasse. 14Mas vós negastes ao santo, e ao justo, e pedistes que se vos desse um homem homicida: 15E assim matastes ao autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. 16E na fé do seu nome confirmou seu mesmo nome a êste que vós tendes visto, e conheceis: E a fé, que há por meio dele, foi a que lhe deu esta inteira saúde à vista de todos vós. 17E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos magistrados. 18Porém Deus, o que já dantes anunciou por bôca de todos os profetas, que padeceria o seu Cristo, assim O cumpriu. 19Portanto, arrependei-vos, e convertei-vos, para que os vossos pecados vos sejam perdoados 20Para que quando vierem os tempos do refrigério diante do Senhor, e enviar aquele Jesus Cristo que a vós vos foi pregado. 21Ao qual certamente é necessário que o Céu receba até os tempos da restauração de tôdas as coisas, as quais Deus falou por bôca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo. 22Moisés, sem dúvida, disse: Porquanto o Senhor vosso Deus vos suscitirá um profeta dentre vossos irmãos, semelhante a mim: A êste ouvireis em tudo o que êle vos disser. 23E isto acontecerá: Tôda a alma que não ouvir aquele profeta, será exterminada do'meio do povo. 24E todos os profetas desde Samuel, e quantos depois falaram, anunciaram êstes dias. 25Vós sois os filhos dos profetas, e do testamento, que Deus ordenou a nossos pais, dizendo a Abraão: E na tua semente serão abençoadas tôdas as famílias da terra. 26Deus ressuscitando a seu Filho vo-lo enviou primeiramente a vós, para que vos abençoasse: À fim de que cada um se aparte da sua maldade.

Salmos e ProvérbiosSl 79,1-10 (80)

Salmo 79 (80)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 80.

1Ao regente do côro, para ser cantado com música da ária de lírio, testemunho de Asaf, salmo. 2Tu que governas a Israel, atende: Tu que conduzes a José como uma ovelha. Tu que estás sentado sôbre os querubins, manifesta-te 3diante de Efraim, Benjamim, e Manasses. Excita o teu poder, e vem a fazer-nos salvos. 4Ó Deus, converte-nos: E mostra-nos o teu rosto, e seremos salvos. 5Senhor Deus dos exércitos, até quando estarás irado, sem ouvir a oração do teu servo? 6Sustentar-nos-ás com pão de lágrimas: E nos darás bebida de lágrimas com abundância? 7Puseste-nos em contradição a nossos vizinhos: E nossos inimigos fizeram escárnio de nós. 8Deus das virtudes, converte-nos: Mostra-nos o teu rosto, e seremos salvos. 9Trasladaste a tua vinha do Egito: Lançaste fora as gentes, e plantaste-a em seu lugar. 10Guia fôste no caminho diante dela: Fizeste-a arraigar, e ela tem enchido a terra.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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