Dia 158
2Rs 25; Jn 1–3 · At 14 · Sl 89,1-10 (90) · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“Antes que os montes fôssem feitos, ou formada a terra, e a sua redondeza: Desde a eternidade tu és Deus.”Salmo 89,2 (90)
Antigo Testamento2Rs 25; Jn 1–3
4 Reis 25
1Aconteceu pois que no ano nono do seu reinado, no décimo dia do décimo mês, veio Nabucodonosor rei de Babilônia, êle e todo o seu exército contra Jerusalém, e lhe pôs cêrco; e levantaram trincheiras ao redor dela. 2E a cidade ficou fechada e circunvalada até o undécimo ano do rei Sedecias, 3no dia nove do mês: E a cidade se viu apertada da fome, nem havia pão para o povo da terra. 4E abriu-se brecha na cidade: E todos os homens de guerra fugiram de noite pelo caminho da porta, que está entre os dois muros perto do jardim do rei (en-quando os caldeus apertavam o cerco da cidade), fugiu pois Sedecias pela estrada, que vai para as campinas do deserto. 5E o exército dos caldeus foi em seguimento do rei, e o alcançou na planície de Jericó e todos os guerreiros que estavam com êle, foram desmantelados, e o desampararam. 6Tendo pois apanhado às mãos o rei, o levaram a Reblata ao rei de Babilônia: O qual lhe pronunciou a sua sentença. 7E matou os filhos de Sedecias à vista dele, e va-zou-lhe os olhos, e o prendeu com cadeias, e o levou para Babilônia. 8No dia sétimo do quinto mês, que é o décimo nono ano do rei de Babilônia, veio a Jerusalém Nabuzardan, general do exército, e servo do rei de Babilônia. 9E queimou a casa do Senhor, e a casa do rei: E as casas de Jerusalém, e entregou às chamas todos os edifícios. 10E todo o exército dos caldeus, que estava com o general da tropa, deitou abaixo em roda os muros de Jerusalém. 11E Nabuzardan, general do exército, transportou todo o. resto do povo, que tinha ficado na cidade e os desertores, que se tinham passado ao rei de Babilônia, e o resto da plebe. 12E dos pobres da terra deixou para cultivarem as vinhas e os campos. 13E os caldeus despedaçaram as colunas de bronze, que estavam no templo do Senhor, e as bases, e o mar de bronze, que estava na casa do Senhor, e transportaram para a Babilônia todo o bronze. 14Levaram também as panelas de bronze, e as Jarras, e os garfos, e as taças, e Os grais, e todos os vasos de bronze que se usavam no ministério. 15E assim mesmo os turíbulos, e os copos: O que era de ouro à parte: E o que era de prata, à parte levou o general do exército, 16a saber: duas colunas, um mar, e as bases que Salomão tinha feito no templo do Senhor: Era infinito o pêso de todos os vasos de bronze. 17Cada coluna tinha dezoito côvados de altura: E sôbre si um capitel de bronze, de três côvados de alto: E uma rêde, e romãs sôbre o capitel da coluna, tudo de bronze: E a segunda coluna tinha os mesmos ornatos. 18Levou também o general do exército a Saraias primeiro sacerdote, e a Sofonias, segundo sacerdote, e a três porteiros, 19e um eunuco da cidade, que comandava a gente de guerra: E a cinco homens dos que assistiam ao rei, os quais achou na cidade: E a Sofer inspetor do exército, que exercitavam os soldados bisonhos do povo da terra: E a sessenta homens do povo, que se acharam na cidade. 20E tomando-os Nabuzardan, general do exército, os levou ao rei de Babilônia a Reblata. 21E o rei de Babilônia os feriu, e os matou em Reblata na terra de Emat: E Judá foi transladado fora do seu país. 22E do povo que tinha ficado na terra de Judá, que Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha deixado, entregou o comando a Godolias, filho de Aicão, filho de Safan. 23O que tendo sabido todos os oficiais do exército, êles. e as gentes que estavam com eles, a saber. que o rei de Babilônia havia nomeado governador a Godolias: Vieram ter com Godolias em Masfa, Ismael filho de Natanias, e Joanan, filho de Caréc, e Saraia filho de Taneumet Netofatites, e Jezonias, filho de Maacati, êles e os seus companheiros. 24E Godolias lhes jurou a êles e aos seus companheiros, dizendo: Não se vos dê de servir os caldeus: Ficai no país, e servi ao rei de Babilônia, e bem vos sucederá. 25E a cabo de. sete meses aconteceu que veio Ismael, filho de Natanias, filho de Elisama de sangue real, e dez homens em sua companhia: E feriram a Godolias, que morreu: E também aos judeus, e caldeus, que estavam com êle em Masfa, 26E levantando-se todo o povo desde o pequeno até o maior, e os oficiais do exército temendo os caldeus fugiram para o Egito. 27E aconteceu no ano trigésimo sétimo da transmigração de Joaquim, rei de. Judá, no dia vinte e sete do duodécimo mês: Que Evilmerodac, rei de Babilônia, no ano em que começou a reinar, aliviou a pessoa de Joaquim, rei de Judá, tirando-o do cárcere. 28E lhe falou benignamente: E pôs o seu trono acima do trono dos reis, que estavam com êle em Babilônia. 29E lhe mudou os vestidos de que tinha usado no cárcere, e comia o pão sempre à sua vista, todos os dias da sua vida. 30Assinou-lhe também alimentos perpétuos, que diariamente lhe dava o rei em todos os dias da sua vida.
Jonas 1
1E foi dirigida a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amati, a qual dizia: 2Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega nela: Porque a sua malícia subiu até à minha presença: 3Jonas pois se pôs a caminho, resoluto a ir para Tarsis, para fugir da face do Senhor, e desceu a Jope, e achou um navio que ia para Tarsis: E deu o seu frete e entrou nêle para ir com os seus passageiros a Tarsis fugindo da face do Senhor. 4Porém o Senhor enviou sôbre o mar um vento furioso: E levantou-se no mar uma grande tempestade, e estava o navio em perigo de se fazer em pedaços. 5Então temeram os marinheiros, e invocaram cada um o seu Deus a grandes gritos: E alijaram no mar tôda a carga, que traziam no navio, para o aliviarem do seu pêso: Entretanto Jonas desceu ao porão do navio, e lá dormiu um profundo sono. 6E chegou-se a êle o pilóto, e lhe disse: Como te deixas tu estar agarrado nesse sono? Levanta-te, invoca o teu Deus, a ver se acaso se lembra de nós, e não permite que pereçamos. 7Então disse cada um para o seu companheiro: Vinde, e deitemos sortes: Para sabermos porque nos acontece êste mal. E lançaram sortes: E caiu a sorte sôbre Jonas. 8Eles depois lhe disseram: Declara-nos, qual é a causa dêste perigo em que nós estamps: Em que te ocupas tu? Onde é a tua terra, e para onde vais? Ou de que povo és tu? 9E jonas lhes respondeu:. Eu sou hebreu, eu temo o Senhor Deus do céu, que fêz o mar e a terra. 10Então os homens ficaram tomados de grande mêdo, e lhe disseram: Por que fizeste tu isto? (Porque os tais homens vieram a saber que êle ia fugindo da face do Senhor, pois já lho havia declarado). 11Êles pois lhe disseram; Que te faremos nós, para que o mar cesse de se levantar contra nós? Porque o mar se elevava, e engrossava cada vez mais. 12E Jonas lhes respondeu: Pegai em mim, e lançai-me no mar, e o mar se vos aplacará: Porque eu sei que por minha causa é que vos sobreveio esta grande tempestade. 13Entretanto trabalhavam à fôrça de remo os marinheiros por tornar a ganhar a terra, mas não podiam: Porque o mar cada vez se empolava mais, e se embra-vecia contra êles. 14Assim êles clamaram ao Senhor, e lhe disseram: Rogamos-te, Senhor, que a morte dêste homem não seja causa da nossa perdição, e que não faças cair sôbre nós um sangue inocente: Porque tu és, Senhor, o que isto fizeste, como quiseste. 15Depois pegaram em Jonas, e o lançaram no mar: E no mesmo ponto cessou o mar da sua fúria. 16Então conceberam êstes homens um grande temor ao Senhor, e imolaram hóstias ao mesmo Senhor, e lhes fizeram votos.
Jonas 2
1Ao mesmo tempo preparou o Senhor um grande peixe, que engoliu a jonas: E Jonas estava no ventre do peixe três dias e três noites. 2E fêz Jonas oração ao Senhor seu Deus lá do ventre do peixe. 3E disse: Eu clamei ao Senhor no meio da minha tribulação e êle me escutou: Clame: desde o ventre do inferno ec tu escutaste a minha voz. 4E tu me lançaste no proiundo até o coração do mar e a corrente das águas me cercou: Todos os teus pegos e tôdas as tuas ondas passaram por cima de mim. 5E eu disse: Eu fui rejeitado de diante dos teus olhos: Eu contudo verei ainda o teu santo Templo. 6As águas me cercaram até à alma: O abismo me encerrou em si, as ondas do mar me cobriram a cabeça. 7Eu desci até às extremidades dos montes; os ferrolhos da terra me encerraram para sempre: Tu contudo, Senhor Deus meu, preservarás a minha vida da corrupção. 8Quando em mim se angustiava a minha alma, eu me lembrei do Senhor: Para que a minha oração chegue a ti subindo até o teu santo Templo. 9Os que se entregam inutilmente às vaidades, deixam a misericórdia daquele que os teria livrado. 10Eu porém te oferecerei sacrifícios com cânticos de louvor: Eu cumprirei todos os votos que fiz ao Senhor pela minha salvação. 11Então mandou o Senhor ao peixe: E o peixe vomitou a Jonas na praia.
Jonas 3
1E foi dirigida segunda vez a Jonas a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive: E prega nela o anúncio que eu te digo: 3Jonas se levantou e foi a Nínive segundo a ordem do Senhor: E Nínive era uma cidade grande, que eram necessários para se andar três dias de caminho. 4E Jonas começou a entrar na cidade andando por ela um dia: E clamou e disse: Daqui a quarenta dias será Nínive subvertida. 5E creram os ninivitas em Deus: E ordenaram um público jejum e vestiram-se de saco desde o maior até ao menor. 6E chegou esta nova ao rei de Nínive: E êle se levantou do seu trono, e tirou de si os seus vestidos e cobriu-se de saco e assentou-se sôbre a cinza. 7Depois fêz clamar por tôda a parte, e publicar em Nínive esta ordem, como vinda da bôca dêle rei, e da de seus príncipes dizendo: Os homens, e as alimárias, e os bois, e as ovelhas, não comam nada: E êles não sejam levados a pastar, nem se lhes dê a beber água. 8E os homens e as alimárias, cubram-se de saco, e clamem ao Senhor com tôda a sua fôrça e cada um se converta do seu mau caminho, e da iniquidade que há. nas suas mãos. 9Quem sabe se voltará Deus para nos perdoar: E se aplacará êle o furor da sua ira, de sorte que nós não: pereçamos? 10E viu Deus as obras que eles fizeram como se converteram do seu mau caminho: E compadeceu-se dêles,. para lhes não fazer o mal que tinha resolvido fazer-lhes, e com efeito lho não fêz.
Novo TestamentoAt 14
Atos dos Apóstolos 14
1E aconteceu em Icônia, que entraram juntos: na Sinagoga dos judeus, e que ali pregaram, de maneira que uma copiosa multidão de judeus e de gregos se converteu a Fé. 2Mas os judeus que permaneceram incrédulos, concitaram e fizeram irritar os ânimos dos gentios contra seus irmãos. 3Por isso se demoraram ali muito tempo, trabalhando com confiança no Senhor, que "dava testemunho à palavra da sua graça, concedendo que se fizessem por suas mãos prodígios e milagres. 4E se dividiu a multidão da gente da cidade: E assim uns eram pelos judeus, - outros, porém, pelos Apóstolos. Vo: 5Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus com os seus chefes, para os ultrajar e apedrejar, 6entendendo-o êles, fugiram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e para tôda aquela comarca em circuito, e ali se achavam pregando o Evangelho. 7Ora em Listra residia um homem leso dos pés, coxo desde o ventre de sua mãe, o qual nunca tinha andado. 8Este homem ouviu pregar a Paulo. Paulo pondo nêle os olhos, e vendo que êle tinha fé de que seria curado, 9disse em alta voz: Levanta-te direito sôbre os teus pés. E êle saltou, e andava. 10Os do povo, porém, tendo visto o que fizera Par-lo, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Êstes são deuses que baixaram a nós em figura de homens. 11E chamavam a Barnabé Júpiter, e a Paulo Mer-, curio, porque êle ex: a o que levava a palavra. 12Também o sacerdote de Júpiter, que estava à er-trada da cidade, trazendo para ante as portas-touros e; grinaldas, queria sacrificar com o povo. 13Mas os Apóstolos Barnabé e Paulo, quando isto ouviram, tendo rasgado as suas vestiduras, saltaram no meio das gentes, clamando, 14e dizendo: Varões, por que fazeis isto? Nós também somos mortais, homens assim como vós, e vos pregamos, que destas coisas vãs vos convertais a Deus vivo, que fêz o Céu, e a terra, e o mar, e tudo quanto há nêles: 15O que nos séculos passados permitiu a todos os gentios andar nos seus caminhos. 16E nunca se deixou por certo a si mesmo sem testemunho, fazendo bem lá do Céu, dando chuvas, e tempos favoráveis para os frutos, enchendo os nossos corações de mantimento e de alegria. 17E dizendo isto, apenas puderam apaziguar as gentes, para que lhes não sacrificassem. 18Então sobrevieram de Antioquia, e de Icônia alguns judeus: Os quais tendo ganhado para si a vontade do povo e apedrejando a Paulo, o trouxeram, arrastando-o fora da cidade, dando-o por morto. 19Mas rodeando-o os discípulos, e levantando-se. êle, entrou na cidade, e ao dia seguinte partiu com. Barnabé para Derbe. 20E tendo êles prégado o Evangelho aquela cidade, e ensinado: a muitos, voltaram para Listra e Icônia e Antioquia, 21confirmando os corações dos discípulos, e. exortando-os a perseverar na Fé: E que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. 22Por fim, tendo-lhes ordenado em cada igreja seus presbiteros e feito orações com jejuns, os deixaram encomendados ão Senhor, em quem tinham crido. 23E atravessando a Pisídia foram a Panfília. 24E anunciando a.palavra do Senhor em Perge, desceram a Atália:. 25E dali navegaram para, Antioquia, de onde haviam sido encomendados à graça de Deus, para a obra que concluiram. 26E havendo chegado e congregado a igreja, contaram quão grandes coisas havia Deus feito com êles, e como havia aberto a porta da Fé aos gentios. 27E se detiveram com os discípulos não pouco tempo.
Salmos e ProvérbiosSl 89,1-10 (90)
Salmo 89 (90)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 90.
1Oração de Moisés homem de Deus. Senhor, tu tens sido o nosso refúgio: De geração em geração. 2Antes que os montes fôssem feitos, ou formada a terra, e a sua redondeza: Desde a eternidade tu és Deus. 3Não reduzas o homem ao abatimento; pois disseste: Convertei-vos, filhos dos homens. 4Porque mil anos aos teus olhos, são como o dia de ontem, que passou. E como vigia na noite, 5coisas que em nada se estimam, assim serão os anos dêles. 6De manhã passa como a erva, pela manhã floresce, e passa; à tarde cai, endurece, e se seca. 7Porque desfalecemos com a tua ira, e com o teu furor somos turbados. 8Puseste as nossas maldades à tua vista: O nosso século ao resplendor do teu rosto. 9Porque todos os nossos dias faltaram: E temos sido consumidos pela tua ira: Os nossos anos como aranha serão considerados: 10Os dias da nossa vida são em si setenta anos. E nos mais robustos oitenta anos: E o que passa destes não é mais que trabalho e dor. Porque sobreveio mansidão: E seremos arrebatados.