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Bíblia em um ano Dia 213/365

Dia 213

Jr 50 · 1Cor 10 · Sl 118,66-75 (119) · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoJr 50
  2. Novo Testamento1Cor 10
  3. Salmos e ProvérbiosSl 118,66-75 (119)
Destaque da leitura de hoje“Tenho conhecido, Senhor, que os teus juízos são de equidade: E na verdade me humilhaste.”Salmo 118,75 (119)

Antigo TestamentoJr 50

Jeremias 50

1Palavra que o Senhor falou acêrca de Babilônia, e da terra dos caldeus por mão do profeta Jeremias. 2Anunciai entre as gentes, e fazei-lho ouvir: Levantai bandeira, publicai-o, e não lho encubrais: Dizei: Babilônia foi tomada, Bel ficou confundido, Merodac foi destroçado, confundidos têm sido os seus simulacros, derrotados ficaram os ídolos dêles. 3Porque subiu contra ela gente do Aquilão, que tornará a sua terra em solidão: E não haverá quem na povoe, desde o homem até ao animal: E êles se têm comovido. e se foram. 4Naqueles dias, e naquele tempo, diz o Senhor: Virão os filhos de Israel, êles, e juntamente os filhos de Judá: Marchando, e chorando se apressarão, e buscarão ao Senhor seu Deus. 5Perguntarão o caminho para Sião, aonde fixarão o seu rosto. Virão. e se unirão ao Senhor com uma eterna aliança. a qual jamais se apagará da sua memória. 6O meu povo veio a ser um rebanho perdido: Os pastôres dêles os enganaram, e os fizeram andar desgarrados pelos montes: Do monte passarão ao outeiro, esqueceram-se do lugar do seu repouso. 7Todos os que os acharam, os devoraram: E os inimigos dêles disseram: Não temos delingiido: Pelo motivo de que êles pecaram contra o Senhor, que é formosura de justiça, e contra o Senhor, que foi a esperança de seus pais. 8Apartai-vos do meio de Babilônia, e saí da terra dos caldeus: E sêde como os cabritos que vão adiante do rebanho. 9Porque eis-aqui estou eu que suscito, e trarei contra Babilônia grandes exércitos das gentes da terra do Aquilão: E armar-se-ão contra ela, e depois será tomada: A sua seta como a de varão forte matador, não tornará sem efeito. 10E a Caldéia servirá para prêsa: Todos os que a saquearem se fartarão, diz o Senhor. 11Porquanto vos ensoberbeceis, e falais com insolência, saqueando a minha herança: Porque estais soltos como bezerros sôbre a erva, e bramastes como touros. 12Tem sido mui confundida a vossa mãe, e igua-lada ao pó a que vos gerou: Eis-aí será a última entre as gentes, despovoada, sem caminho, e sem água. 13Pela ira do Senhor ficará despovoada, e será tornada tôda em uma solidão: Todo o que passar por Babilônia, se espantará, e dará uma vaia sôbre tôdas as suas ruínas. 14Atacai a Babilônia de tôdas as partes, todos vós os que sabeis manejar o arco: Debelai-a, não pou-peis as flechas: Porque ela pecou contra o Senhor. 15Gritai contra ela, em tôdas as partes deu as mãos, caíram os fundamentos dela, destruídos ficaram os seús muros, porque é vingança do Senhor: Tomai vingança dela, fazei-lhe o mesmo que ela fêz. 16Exterminai de Babilônia ao que a semeia, e ao que tem a foice no tempo da ceifa: Ante o fio da espada da pomba cada um tornará ao seu povo, e cada um fugirá para a sua terra. 17Israel é um rebanho desgarrado, os leões o lan-caram fora: O rei de Assur o devorou primeiro: Êste Nabucodonosor, rei de Babilônia, lhe quebrou os ossos em último lugar. (S) 18Por cuja causa, isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Eis-aí visitarei eu ao rei de Babilônia, e a sua terra, assim como visitarei ao rei de Assur: 19E farei tornar Israel para o lugar da sua habitação: E êle entrará outra vez nas pastagens do Carmelo, e de Basan, e a sua alma se fartará nos montes de Efraim, e de Galaad. 20Naqueles dias, e naquele tempo, diz o Senhor: Buscar-se-á a iniqüidade de Israel e não a haverá mais: E buscar-se-á o pecado de Judá, e êle se não achará: Porque eu me mostrarei propício ao que tiver reservado. 21Sobe à terra dos dominadores, e vai com a tua visita sôbre os moradores dela, destrói, e mata aos que vão após êles, diz o Senhor: E faze conforme a tudo o que te mandei. 22Ouviu-se uma voz de guerra na terra, e um grande destrôço. 23Como se quebrou, e se fêz em migalhas o martelo de tôda a terra? como se mudou num deserto esta Babilônia tão formosa entre as gentes? 24Eu te enredei, ó Babilônia, e tu fôste tomada, e sem o saberes: Fôste surpreendida e apanhada: Porque provocaste o Senhor. 25O Senhor abriu o seu tesouro e dêle tirou as armas da sua ira: Porque o Senhor Deus dos exércitos as há mister contra o pais dos caldeus. 26Vinde a ela dos últimos confins, abri para que saiam os que a hão de pisar: Tirai do caminho as pedras, e ponde-as em montes, e matai-a: E não fique resto algum. 27Matai a todos os seus valentes, venham ao degoladouro: Ai dêles, porque veio o seu dia, o tempo da sua visitação. 28Ouviu-se uma voz dos fugitivos, e daqueles que escaparam da terra de Babilônia, para publicar em Sião a vingança do Senhor nosso Deus, a vingança do seu templo. 29Anunciai a todos os que estendem o arco, que venham em bandos contra Babilônia: Cercai-a de tôdas as partes, e não escape nenhum: Tornai-lhe segundo a sua obra: Segundo tôdas as coisas que fêz, assim lhe fazei a ela: Porque se levantou contra o Senhor, contra o Santo de Israel. 30Por isso os seus mancebos cairão nas suas praças: E tôdas as suas gentes de guerra emudecerão naquele dia, diz o Senhor. 31Eis-me aí sou eu contigo, ó soberbo, diz o Senhor Deus dos exércitos: Porque é chegado o teu dia, o tempo da tua visitação. 32E cairá o soberbo, e dará consigo em terra, e não haverá quem o levante: E acenderei fogo nas suas cidades, e devorará tudo o que estiver em seu circuito. 33Isto diz o Senhor dos exércitos: Os filhos de Israel e juntamente os filhos de Judá sofrem opressão: Todos os que os cativaram, os retêm, não os querem deixar ir, 34O redentor deles é forte, o Senhor dos exércitos é o seu nome, defenderá em juízo a causa dêles, para assombrar a terra, e fazer tremer os moradores de Babilônia. 35A espada está desembainhada contra os caldeus, diz o Senhor, e contra os moradores de Babilônia, e contra os seus príncipes, e sábios. 36A espada está desembainhada contra os seus adivinhos, que ficarão insensatos: A espada está tirada contra os seus valentes, que temerão. 37A espada está desembainhada contra os seus cavalos, e contra os seus carros, e contra todo o seu povo, que está no meio dela: E serão como mulheres: A espada está tirada contra os tesouros dela, que serão sa-queados. 38Cairá a sêca sôbre as suas águas e elas secarão: Porque é terra de ídolos, e que nos seus monstros se glória. 39Por isso os dragões virão morar nela com os faunos, que vivem de figos bravos: E morarão nela avestruzes, nem será edificada até à geração e geração. 40Assim como o Senhor destruiu a Sodoma e a Gomorra. e as outras cidades suas vizinhas, diz o Senhor: Não morará ali varão, nem a povoará filho de' homem. 41Eis-aí vem um povo do Aquilão, e uma gente grande, e muitos reis se levantarão dos confins da terra. 42Armar-se-ão de arco. e de escudo: Êles são cruéis e desapiedados: A voz dêles soará como o mar, e montarão em cavalos: Como um varão apercebido para a batalha contra ti, filha de Babilônia. 43Ouviu o rei de Babilônia a fama dêles. e desfaleceram as suas mãos: Tomou-o a angústia, a dór, como a daquela que está com dores de parto. 44Eis-aí subirá da inchação do Jordão um como leão à formosura forte: Porave sùbitamente o farei correr a ela: E qual será o escolhido. que eu hei de pôr à sua frente? quem há pois semelhante a mim? e quem me susterá? e quem é aquêle pastor que se atreva a resistir à minha face? 45Portanto ouvi o conselho do Senhor, que formou na sua mente contra Babilônia: E os seus desig-. nios; que dispôs sôbre a terra dos caldeus: Eu juro que os zagais das manadas os arrastarão, juro que será derribada com êles a sua morada. 46À voz da tomada de Babilônia se comoveu a terra, e o seu clamor foi ouvido entre as gentes.

Novo Testamento1Cor 10

1 Coríntios 10

1Porque não quero, irmãos, que vós ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e que todos passaram o mar. 2E todos foram batizados debaixo da conduta de Moisés, na nuvem e no mar. 3E todos comeram dum mesmo manjar espiritual. 4E todos beberam duma mesma bebida espiritual, (porque todos bebiam da pedra misteriosa, que os seguia: E esta pedra era Cristo). 5Mas de muitos dêles Deus se não agradou, pelo que foram prostrados no deserto. 6Mas estas coisas foram feitas em figura de nós outros, por que não sejamos cobiçosos de coisas más, como também êles as cobiçaram. 7Nem vos façais idólatras, como alguns dêles, conforme está escrito: O povo se assentou a comer e a beber, e se levantaram a jogar. 8Nem sejamos impuros, como alguns deles foram e morreram em um dia vinte e três mil. 9Nem tentemos a Cristo: Como alguns deles o tentaram e pereceram pelas.mordeduras das serpentes. 10Nem murmureis, como murmuraram alguns deles, e foram mortos pelo exterminador. 11Tôdas estas coisas porém lhes aconteciam a êles em figura, mas foram escritas para escarmento de nós-outros, a quem os fins dos séculos têm chegado. 12Aquêle pois que crê estar em pé, veja não caia. 13Vós ainda não experimentastes, senão tentações humanas, mas Deus é fiel, o qual não permitirá que vós sejais tentados mais do. que podem as vossas fôrças; antes fará que tireis ainda vantagem da mesma tentação, para o poderdes suportar. 14Pelo que, meus caríssimos, fugi da idolatria. 15Eu falo como a prudentes, julgai vós mesmos O que eu vos digo. 16Porventura o cálice da. bênção, que nós benze-mos, não é a comunhão do sangue de Cristo? e o pão, que partimos, não é a participação do corpo do Senhor 17Porque nós todos somos um pão e um corpo, nós todos, que participamos dum mesmo pão. 18Considerai a Israel segundo a carne: Os que comem as vítimas, porventura não têm parte com o altar? 19Mas que? digo que o que foi sacrificado aos ídolos, é alguma coisa? ou que o ídolo é alguma coisa? 20Antes digo que as coisas que sacrificam os gentios, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E eu não quero que vós tenhais sociedade com os demônios: Não podeis beber o cálice do Senhor, e o cálice dos demônios. 21Não podeis ser participantes da mesa do Senhor, e da mesa dos demônios. 22Queremos porventura irritar com zelos ao Senhor? Acaso somos nós mais fortes do que êle? Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. 23Tudo me é permitido, mas nem tudo edifica. 24Ninguém busque o que é seu, senão o que é do outro. 25De tudo o que se vende na praça, comei, sem perguntar nada por causa da consciência. 26Porque do Senhor é a terra, e tudo quanto há' nela. 27Se algum dos infiéis vos convida e quereis ir: Comei de tudo o que se vos põe diante, não perguntando nada por causa da consciência. 28E se algum disser Isto foi sacrificado aos ídolos: Não no comais em atenção daquele que o advertiu, e por causa da conciência. 29E digo a consciência, não a tua, mas a do outro. Porque, a que fim a minha liberdade é julgada pela conciência alheia? 30Ainda que eu com graça participo, a que fim darei ocasião a ser blasfemado por uma coisa por que dou graças? 31Logo, ou vós comais, ou bebais, ou façais qualquer outra coisa: Fazei tudo para glória de Deus. 32Portai-vos sem dar escândalo, nem aos judeus, nem aos gentios, nem à igreja de Deus. 33Como também eu em tudo procuro agradar a todos, não buscando o que me é de proveito, senão o de muitos: Para que sejam salvos.

Salmos e ProvérbiosSl 118,66-75 (119)

Salmo 118 (119)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 119.

66Ensina-me bondade, e doutrina, e ciência: Porque dei crédito aos teus mandamentos. 67Antes de ser humilhado eu delinqui: Por isso guardei a tua palavra. 68Tu és bom: E segundo tua bondade ensina-me as tuas justificações. 69A iniquidade dos soberbos se multiplicou sôbre mim: Mas eu cie todo o meu coração estudarei os teus mandamentos. 70coração dêles se coalhou como leite: Porém eu me pus a meditar na tua lei. 71Para mim foi-me bom que tu me humilhasses: Para eu aprender as tuas justificações. 72Para mim foi melhor a lei que saiu da tua bôca, do que milhões de ouro e de prata. 73Jod. As tuas mãos me fizeram, e me formaram: Dá-me inteligência, e eu aprenderei os teus mandamentos. 74Os que te temem me verão, e se alegrarão: Porque pus tôda a minha esperança nas tuas palavras. 75Tenho conhecido, Senhor, que os teus juízos são de equidade: E na verdade me humilhaste.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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