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Bíblia em um ano Dia 217/365

Dia 217

Lm 5; Br 1–2 · 1Cor 14,21-40 · Sl 118,105-114 (119) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoLm 5; Br 1–2
  2. Novo Testamento1Cor 14,21-40
  3. Salmos e ProvérbiosSl 118,105-114 (119)
Destaque da leitura de hoje“Nun. Tocha resplandecente para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.”Salmo 118,105 (119)

Antigo TestamentoLm 5; Br 1–2

Lamentações 5

1Lembra-te, Senhor, do que nos tem acontecido: Considera, e olha para o nosso opróbrio. 2À nossa herança passou a forasteiros: As nossas casas a estranhos. 3Estamos feitos órfãos sem pai, as nossas mães se acham como viúvas. 4A nossa água por dinheiro a temos bebido: A nossa lenha por preço a temos comprado. 5Pelos nossos pescoços éramos levados, aos cansados não se dava descanso. 6Ao Egito demos a mão, e aos assírios para sermos fartos de pão. 7Nossos pais pecaram, e não existem: E nós temos levado as iniquidades dêles. 8Os escravos nos dominaram: Não houve quem nos resgatasse da mão dêles. 9Com perigo das nossas vidas iamos a buscar o pão que haviamos mister ao deserto, por baixo do fio da espada. 10A nossa pele se queimou como um forno, pela violência dos ardores da fome. 11Humilharam as mulheres em Sião, e as virgens nas cidades de judá. 12Foram pendurados pelas mãos os príncipes: Não respeitaram o rosto dos velhos. 13Abusaram dos mancebos com impudicícia ne-fanda: E os meninos morreram oprimidos debaixo dos madeiros. 14Os anciãos se retiraram das portas: Os mancebos do côro dos cantores. 15Desvaneceu-se o gôsto do nosso coração: Converteu-se em lamentação o nosso canto. 16Caiu a coroa da nossa cabeça: Ai de nós, porque pecamos. 17Por isso o nosso coração se fêz triste, por isso se escureceram os nossos olhos. 18Por causa do monte de Sião que foi assolado, as rapôsas andaram nêle. 19Mas tu, Senhor, eternamente permanecerás, o. teu trono subsistirá de geração em geração. 20Por que razão te esquecerás tu de nós para sempre? nos desampararás tu pela longura de dias? 21Converte-nos, Senhor, a ti, e nós nos converte-remos: Renova os nossos dias, bem como no princípio. 22Mas tu de todo o ponto nos rejeitaste, tu te iraste contra nós asperamente.

Baruc 1

1E estas são as palavras do livro que escreveu Baruc, filho de Nerias, filho de Maasias, filho de Sedecias, filho de Helcias, em Babilônia. 2No ano quinto, aos sete dias do mês, no tempo em que os caldeus tomaram Jerusalém e lhes lançaram o fogo. 3E leu Baruc as palavras dêste livro aos ouvidos de Jeconias, filho de Joaquim, rei de Judá, e aos ouvidos de todo o povo, que vinha a ouvir ler êste livro. 4E aos ouvidos dos poderosos filhos dos reis, e aos ouvidos dos anciãos, e aos ouvidos do povo, desde o mais pequeno até ao maior de todos aquêles que moravam em Babilônia, junto ao rio Sodi. 5Os quais, ouvindo-o, choravam, e jejuavam, e oravam na presença do Senhor. 6E ajuntaram dinheiro, conforme pôde a mão de cada um. 7E o enviaram a Jerusalém a Joaquim, filho de Helcias, filho de Salom o sacerdote, e aos sacerdotes, e a todos os do povo, que se acharam com êle em Jerusalém. 8Depois que êle recebeu os vasos do templo do Senhor, que haviam sido levados do templo, para os restituir à terra de Judá aos dez dias do mês de Sivan. vasos de prata, que fêz Sedecias, filho de Josias, rei de Judá. (S) 9Depois que Nabucodonosor, rei de Babilônia, apri-sionou a Jeconias, e aos príncipes, e a todos os magnates, e ao povo da terra, e os levou presos desde Jerusalém a Babilônia. 10E disseram: Ai vos mandamos dinheiro, comprai com êle holocaustos, e incenso, e fazei oferendas, e hóstias pelo pecado no altar do Senhor nosso Deus: 11E rogai-lhe pela vida de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e pela vida de Baltazar seu filho, para que os seus dias sejam como os dias do céu sôbre a terra. 12E para que o Senhor nos dê fortaleza, e alumie os nossos olhos, para que vivamos debaixo da sombra de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e debaixo da sombra de Baltazar seu filho, e os sirvamos a êles muitos dias, e achemos graça na presença dêles. 13Orai também ao Senhor nosso Deus por nós mesmos: Porque nós pecamos contra o Senhor nosso Deus, e o seu furor se não apartou de nós até êste dia. 14E lêde este livro, que nós vos mandamos, para ser lido em alta voz no Templo do Senhor, em dia solene, e em dia oportuno: 15E direis: Ao Senhor nosso Deus seja atribuída a justiça, mas a nós a confusão do nosso rosto: Como se vê neste dia a todo Judá, e aos que moram em Jerusalém. 16Aos nossos reis, e aos nossos príncipes, e aos sacerdotes, e aos profetas, e aos nossos pais. 17Nós pecamos diante do Senhor nosso Deus, e não cremos, desconfiando dêle: 18E não lhe quisemos estar sujeitos, e não ouvimos a voz do Senhor nosso Deus, para andarmos segundo os seus preceitos, que êle nos deu. 19Desde o dia em que êle tirou nossos pais da terra do Egito até êste dia, temos sido rebeldes ao Senhor nosso Deus: E dissipados nos apartamos dele, por não ouvirmos a sua voz. 20E se nos têm pegado muitos males, e maldições, que o Senhor intimou a Moisés seu servo: O qual tirou a nossos pais da terra do Egito, para nos dar a terra que manava leite e mel, como se vê no dia de hoje. 21E não ouvimos a voz do Senhor nosso Deus, segundo tôdas as palavras dos profetas, que êle nos enviou: 22E andamos cada um segundo o sentido do nosso coração maligno para servir a deuses estranhos, fazendo más obras ante os olhos do Senhor nosso Deus.

Baruc 2

1Por isso verificou o Senhor nosso Deus a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nosso juízes, que julgaram a Israel e contra os nossos reis, e contra os nossos príncipes, e contra todo Israel e Judá. 2Que traria o Senhor sôbre nós grandes males, quais nunca se tivessem visto debaixo do céu, como os que vieram sôbre Jerusalém, conforme ao que está escrito na lei de Moisés, 3que comeria o homem as carnes de seu filho, e as carnes de sua filha. 4E os entregou o Senhor debaixo da mão de todos os reis, que estão no nosso contôrno para serem o ludíbrio e a desolação entre todos os povos em que o Senhor nos pôs dispersos. 5E temos ficado por baixo, e não por cima: Porque pecamos contra o Senhor nosso Deus, não obedecendo à sua voz. 6Ao Senhor nosso Deus seja atribuida a justiça: Mas a nós, e a nossos pais a confusão de rosto, como se está vendo neste dia. 7Porque o Senhor predisse contra nós todos êstes males, que vieram sôbre nós: 8E não temos feito súplicas diante da face do Senhor nosso Deus, para nos retirarmos cada um de nós dos nossos péssimos caminhos. 9E velou o Senhor os males, e os fêz vir sôbre nós: Porque o Senhor é justo em tôdas as suas obras, que nos mandou: 10E não ouvimos a sua voz para caminharmos nos mandamentos do Senhor, que êle nos pôs diante da nossa face. 11E agora, Senhor Deus de Israel, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão forte, e com sinais, e com prodígios, e com o teu grande poder e com braço levantado, e adquiriste para ti nome, assim como se está vendo neste dia: 12Nós pecamos, temos obrado com impiedade, temos vivido mal, ó Senhor nosso Deus, contra todos os teus mandamentos. 13Aparte-se de nós a tua ira: Porque temos ficado poucos entre as gentes, onde nos puseste dispersos. 14Escuta, Senhor, as nossas preces, e as nossas orações, e livra-nos por amor de ti mesmo: E concede-nos achar graça diante da face daqueles que nos trouxeram fora do nosso país: 15Para que tôda a terra saiba que tu és o Senhor nosso Deus, e que o teu nome tem sido invocado sôbre Israel, e sôbre a sua geração. 16Olha, Senhor, para nós da tua santa casa, e inclina o teu ouvido, e escuta-nos. 17Abre os teus olhos, e vê: Porque os mortos que estão no inferno, cujo espirito foi separado das suas entranhas, não darão honra, nem justificação ao Senhor: 18Mas a alma, que está triste por causa da grandeza do mal, e anda encurvada, e abatida, e tem os olhos enfraquecidos, e a alma faminta, te dá a ti, ó Senhor, glória, e o louvor da tua justiça. 19Porque não é segundo as justiças de nossos pais, que nós derramamos os nossos rogos, e imploramos misericórdia diante da tua presença, ó Senhor nosso Deus: 20Mas porque enviaste a tua ira, e o teu furor sôbre nós, como o proferiste pela bôca dos teus servos os profetas, dizendo: 21Assim diz o Senhor: Abaixai o vosso ombro, e vosso pescoço, e servi ao rei de Babilônia: Estareis de assento na terra, que eu dei a vossos pais: 22Se porém não ouvirdes a voz do Senhor vosso Deus, para vos sujeitardes ao rei de Babilônia: Eu vos farei sair das cidades de Judá, e para fora de Jerusalém. 23E tirarei de vós tôda a voz de regozijo, e voz de alegria, e voz de esposo, e voz de espôsa, e ficará tôda a terra sem rasto de quem a habitasse. 24E não ouviram a tua voz para servirem ao rei de Babilônia: E cumpriste as tuas palavras, que pronunciaste pela bôca de teus servos os profetas, para que fôssem trasladados do seu lugar os ossos dos nossos reis: E os ossos de nossos pais: 25E eis-aí têm sido lançados ao calor do sol, e à geada da noite: E morreram entre cruelíssimas dores, pela fome e pela espada, e em dispersão. 26E puseste êste mesmo templo, em que tem sido invocado o teu nome, assim como se vê neste dia, pela maldade da casa de Israel, e da casa de Judá. 27E obraste conosco, Senhor nosso Deus, segundo tôda a tua bondade, e: conforme tôda aquela tua grande misericórdia: 28Assim como o proferiste pela bôca do teu servo Moisés no dia em que lhe mandaste escrever a tua lei diante dos filhos de Israel. 29dizendo: Se não escutardes a minha voz, esta grande multidão será reduzida a mui pouca entre as gentes, para onde eu os lançarei dispersos: 30Porque eu sei que êste povo me não há de ouvir: -Pois é um povo de dura cerviz: Mas êle se converterá de coração na terra do seu cativeiro: 31E saberão que eu sou o Senhor Deus dêles, e dar-lhes-ei coração, e entenderão: Ouvidos, e ouvirão. 32E eles me louvarão na terra do seu, cativeiro, e lembrarão do meu Nome. 33E apartar-se-ão do seu espinhaço duro, e das suas malignidades: Porque se lembrarão do caminho de seus pais que pecaram contra mim. 34E os trarei outra vez para a terra, que jurei aos pais dêles Abraão, Isaac, e Jacó, e serão senhores dela: E multiplicá-los-ei, e êles se não diminuirão. 35E farei com eles outra aliança, que será eterna, para que cu lhes seja a êles Deus, e êles a mim me sejam povo: E não removerei jamais ao meu povo, aos filhos de Israel, da terra que lhes dei.

Novo Testamento1Cor 14,21-40

1 Coríntios 14

21Na Lei está escrito: Em outras línguas, e noutros lábios falarei pois a êste povo: E nem ainda assim me ouvirão, diz o Senhor. 22E assim as línguas são para sinal, não aos fiéis, mas aos infiéis: Porém as profecias, não aos infiéis, mas aos fiéis. 23Se pois tôda a Igreja se congregar em um corpo, e todos falarem línguas diversas, e entrarem então idiotas, ou infiéis: Não dirão porventura que estais loucos? 24Porém se profetizarem todos, e entrarem alium infiel, ou um idiota, de todos é convencido, de todos é julgado: 25As causas ocultas do seu coração se fazem manifestas: E assim prostrado com a face em terra adorará a Deus, declarando que Deus verdadeiramente está entre vós. 26Pois que haveis de fazer, irmãos? Quando vos congregais, se cada um de vós tem o dom de compor salmos, tem o de doutrina, tem o de revelação, tem o de línguas, tem o de as interpretar: Faça-se tudo isto para edificação. 27Ou se alguns têm o dom de línguas, não falem senão dois, ou quando muito três, e um' depois do outro, e haja algum que intérprete o que êles disserem. 28E se não houver intérprete, estejam calados na igreja, e não falem senão consigo, e com Deus. 29Pelo que toca porém aos profetas, falem também só dois, ou três, e os mais julguem o que ouvirem. 30E se neste tempo fôr feita qualquer revelação a algum outro dos que se acham assentados, cale-se o que falava primeiro. 31Porque vós podeis profetizar todos, um depois do outro: Para assim aprenderem todos, e serem todos exortados ao bem: 32Porque os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. 33Porquanto Deus não é Deus de dissenção, senão de paz: Como eu também o ensino em tôdas as igrejas dos santos. 34As mulheres estejam caladas nas igrejas porque lhes não é permitido falar, mas devem estar sujeitas, como também o ordena a lei. 35E se querem aprender alguma coisa, perguntem-na em casa a seus maridos. Porque é coisa indecente para uma mulher o falar na igreja. 36Porventura é dentre vós que saíu a palavra de Deus? Ou não veio ela senão para vós? 37Se algum crê ser profeta, ou espiritual, reconhe-ça que as coisas, que vos escrevo, são mandamentos do Senhor. 38Se algum porém o quer ignorar, será ignorado. 39Assim que, irmãos, tende emulação ao dom de profetizar: E não proibais o uso do dom de línguas. 40Mas faça-se tudo com decência, e com ordem.

Salmos e ProvérbiosSl 118,105-114 (119)

Salmo 118 (119)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 119.

105Nun. Tocha resplandecente para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos. 106Jurei, e determinei guardar os juízos da tua justiça. 107Tenho sido humilhado, Senhor, de todos os modos: Faze-me viver segundo a tua palavra. 108Faze, Senhor que te seja agradável a homenagem voluntária da minha bôca: E ensina-me os teus juízos. 109A minha alma está sempre nas minhas mãos: E não me esqueci da tua lei. 110Laço me têm armado os pecadores: E dos teus mandamentos não me apartei. 111Por herança tenho adquirido os teus testemunhos para sempre: Porque são a alegria do meu coração. 112Inclinei o meu coração a praticar eternamente as tuas justificações, pela retribuição. 113Samech. Tenho aborrecido aos iníquos: E tenho amado a tua lei. 114Tu és o meu favorecedor, e o meu amparador: E tenho pôsto tôda a minha esperança na tua palavra.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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