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Bíblia em um ano Dia 231/365

Dia 231

Ez 24–26 · 2Cor 10 · Sl 131,11-18 (132); Sl 132 (133) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoEz 24–26
  2. Novo Testamento2Cor 10
  3. Salmos e ProvérbiosSl 131,11-18 (132); Sl 132 (133)
Destaque da leitura de hoje“Jurou o Senhor verdade a Davi, e não deixará de cumpri-la: Do fruto do teu ventre porei sôbre o teu trono.”Salmo 131,11 (132)

Antigo TestamentoEz 24–26

Ezequiel 24

1E no ano nono, no décimo mês, a dez dias do mês, foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Filho do homem, escreve com pontualidade êste dia, em que o rei de Babilônia se postou contra Jerusalém hoje mesmo. 3E dirás por modo de provérbio à casa irritadora esta parábola, e assim lhes falarás: Isto diz o Senhor Deus: Põe uma marmita ao lume: Põe-na, digo, e deita-lhe água dentro. 4Mete nela pedaços de carne, tôdas as boas porções, a coxa e a espádua, o escolhido e cheio de ossos. 5Pega na carne das rezes mais gordas, põe-lhe também por baixo a ruma dos ossos: Ferveu o que se cozia nela, e ficaram cozidos os seus ossos no meio dela. 6Por cuja causa isto diz o Senhor Deus: Ai da cidade dos sangues, que é como uma marmita, que está. cheia de ferrugem e a sua ferrugem não saiu dela: Lança: fora as viandas que tem dentro por partes, e umas depois das outras; não caiu sorte sôbre ela. 7Porque o seu sangue está no meio dela, sôbre pedras mui limpas o derramou: Não o derramou sobre a terra, de sorte que se possa cobrir com o pó. 8Assim para fazer cair sôbre ela a minha indignação, e para me vingar como ela merece: Espalhei eu o seu sangue sôbre as pedras mais limpas, para que não fôsse coberto. 9Por cuja causa isto diz o Senhor Deus: Ai da cidade dos sangues, da qual eu farei uma grande fogueira. 10Põe os ossos uns sôbre os outros, para que eu os faça queimar no fogo: As carnes consumir-se-ão, e tôda esta composição ficará cozida, e os ossos reduzidos: a nada. 11Põe também a marmita vazia sôbre as brasas, para que ela aqueça, e o seu cobre se derreta: E se funda no meio dela a sua imundície, e se consuma a sua ferrugem. 12Trabalhou-se com muito suor por limpá-la, e não saiu dela a sua demasiada ferrugem, nem por meio do fogo. 13A tua imundície é execrável: Porque eu quis limpar-te, e não te limpaste das tuas impurezas: Mas nem tu ficarás limpa, menos que eu não faça repousar sôbre ti a minha indignação. 14Eu o Senhor falei: Virá o tempo, e eu o farei: Não passarei, nem perdoarei, nem me aplacarei: Segundo os teus caminhos, e segundo o capricho das tuas invenções eu te julgarei, diz o Senhor. 15E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 16Filho do homem, eis-aqui estou eu que te tiro de um golpe o objeto mais agradável de teus olhos: Mas tu não te lamentarás nem chorarás, nem te correrão as lágrimas pelo rosto. 17Geme lá para ti, não tomarás luto, como se faz pelos mortos: Fique-te atada na cabeça a tua coroa, e tu terás metidos nos pés os teus sapatos; não te cobrirás o rosto com véu, nem comerás dos manjares que se dão aos que estão de nôjo. 18Eu pois falei de manhã ao povo, e à tarde morreu minha mulher: E ao outro dia pela manhã fiz o que o Senhor me tinha ordenado. 19Então me disse o povo: Por que nos não descobres tu que é o que significam estas coisas que tu fazes? 20E eu lhes disse: Foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 21Fala à casa de Israel: Isto diz o Senhor Deus: Eis-aí vou eu profanar o meu santuário, ornamento soberbo do vosso império, e objeto mais agradável de vossos olhos, e sôbre cuja ruína está em susto a vossa alma: Os vossos filhos e as vossas filhas, que deixastes, cairão aos golpes da espada. 22E vós fareis como eu fiz: Não vos cobrireis o rosto com véu, nem comereis dos manjares que se dão aos que estão de nôjo. 23Tereis coroas nas vossas cabeças, e calçados nos pés: Não vos lamentareis nem chorareis, mas definhar-vos-eis nas vossas iniquidades, e cada um afogará os gemidos, olhando para seu irmão. 24E Ezequiel será para vós um portento do futuro: Tudo o que êle fêz, fareis vós igualmente quando chegar êste tempo: E vós sabereis que eu sou o Senhor Deus. 25E tu, filho do homem, nota que no dia em que eu tirar deles a sua fortaleza, e o gôzo da sua dignidade, e o cobiçoso emprêgo de seus olhos, sôbre que descan-sam as suas almas, a saber, seus filhos e filhas: 26Naquele dia, quando vier ter contigo algum que escapar, para te dar novas: 27Quando aquêle dia, digo,: tiver chegado, abrir-se-á a tua bôca para falares com aquêle que escapou fugindo: E tu falarás, e não ficarás mais em silêncio: E tu lhes serás um portento do futuro, e vós sabereis que eu sou o Senhor.

Ezequiel 25

1E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Filho do homem, encara tu bem para os filhos de Amon, e assim profetizarás sobre êles. 3E dirás aos filhos de Amon: Ouvi a palavra do Senhor Deus: Isto diz o Senhor Deus: Pelo motivo de haveres proferido: E” bem feito, é bem feito sôbre o meu santuário, por ter sido profanado: E sôbre a terra de Israel, porque foi desolada: E sôbre a casa de Judá, porque foram levados para o cativeiro. 4Por isso eu te entregarei aos filhos do Oriente, para vires a ser a sua herança, e êles estabelecerão em ti os seus apriscos, e porão em ti as suas tendas: Êles te comerão os teus frutos: E êles te beberão o teu leite. 5E reduzirei Rabat a ser habitação de camelos, e a morada dos filhos de Amon a ser colheita de gados: E vós sabereis que eu sou o Senhor. 6Porque isto diz o Senhor Deus: Pelo motivo de teres aplaudido com as mãos, e batido com os pés, e de te haveres alegrado de todo o teu coração à vista dos males da terra de Israel: 7Por isso eis-aí vou eu a estender sôbre ti a minha mão, e te entregarei ao saque das gentes, e tirar-te-ei dentre os povos, e te exterminarei da face da terra, e te reduzirei em pó: E tu saberás que eu sou o Senhor. 8Isto diz o Senhor Deus: Pelo motivo de que Moab e Seir disseram: Eis-aí está que assim como são tôdas as gentes, assim é a casa de Judá: 9Por isso eis-aí vou eu a abrir o ombro de Moab pela parte das cidades, das cidades, digo, dela, e pela banda das suas fronteiras, as nobres da terra, Betiesimot, e Beelmeon, e Cariataim, 10eu o abrirei aos filhos do Oriente, tratando os filhos de Moab como tratei os filhos de Amon, e eu lhes entregarei Moab para vir a ser a sua herança: A fim de que não haja mais memória dos filhos de Amon entre as gentes. 11E sôbre Moab excitarei os meus juízos: E êles saberão que eu sou o Senhor. 12Isto diz o Senhor Deus: Pelo motivo de que a Iduméia fomentou sempre a sua vingança para a desafogar contra os filhos de Judá, e pecou delingúindo, e desejou ansiosamente vingar-se dêles: 13Por essa causa isto diz o Senhor Deus: Eu estenderei a minha mão sobre a Iduméia, e tirarei dela os homens, e as alimárias, e a porei deserta desde o Meio-Dia: E os que estão em Dedan, cairão mortos à espada. 14E exercitarei a minha vingança sôbre a Iduméia, pela mão do meu povo de Israel: E êles tratarão a Edom segundo a minha ira, e o meu furor: E os idumeus saberão que eu sei vingar-me, diz o Senhor Deus. 15Isto diz o Senhor Deus: Porque os príncipes da Palestina executaram os intentos da sua vingança, e se vingaram de todo o seu coração, matando, e satis-fazendo às suas antigas inimizades: 16Por essa causa isto diz o Senhor Deus: Eis-ai vou eu a estender a minha mão sôbre os povos da Palestina, e matarei êstes matadores, e perderei as relíquias da costa do mar: 17E dêles tomarei grandes vinganças, argiindo-os no meu furor: E êles saberão que eu sou o Senhor, quando eu tiver exercitado a minha vingança sobre êles.

Ezequiel 26

1E aconteceu no ano undécimo ao primeiro do mês que me foi dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Filho do homem, pelo motivo de que Tiro disse falando de Jerusalém: E” bem feito que foram quebradas as portas desta populosa cidade, os seus povos vieram a mim: Eu me engrandecerei com o que ela perdeu, agora que ela está deserta. 3Portanto isto diz o Senhor Deus: Eis-aí vou eu contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como o mar faz subir as suas ondas quando se incha. 4E elas destruirão os muros de Tiro, e deitarão abaixo as suas tôrres: E lhe rasparei até o pó, e eu a tornarei como uma pedra muito lisa. 5Ela virá a ser no meio do mar como um enxugadouro das rêdes, porque eu sou o que falei, diz o Senhor Deus: E ela será entregue por prêsa às nações. 6As suas filhas, que estão no campo, serão também passadas ao fio da espada: E êles saberão que eu sou o Senhor. 7Porque isto diz o Senhor Deus: Eis-aí vou eu a fazer vir das partes do Setentrião para Tiro a Nabucodonosor, rei de Babilônia, êsse rei dos reis, com cavalos, e carroças de guerra, e cavalaria, e com grandes tropas, e diversos povos. 8Êle fará cair a golpes de espada as tuas filhas, que estão no campo: E te cercará de fortins, e fará trincheiras ao redor: E levantará o escudo contra ti. 9E disporá contra os teus muros as suas mantas de guerra, e os seus vaivéns, e destruirá à fôrça das suas máquinas as suas tôrres. 10Pela inundação dos cavalos dêle te cobrirá o pó das suas tropas: Ao estrondo da sua cavalaria, e das rodas e das carroças tremerão as tuas muralhas, quando êle entrar pelas tuas portas, como quem entra pela brecha de uma cidade demolida. 11Com as unhas dos seus cavalos pisará tôdas as tuas ruas: Êle fará passar o teu povo pelo gume da espada, e cairão por terra as tuas famosas estátuas. 12Êles farão o seu despôjo das tuas riquezas, saquearão as tuas mercuncias: E destruirão as tuas muralhas, e arruinarão as tuas magníficas casas: E deitarão no meio das águas as tuas pedras, as tuas madeiras e o teu pé. 13E farei cessar a variedade dos teus concertos músicos, e não se ouvirá mais em ti o som das tuas citaras: 14E te tornarei como uma pedra muito lisa, tu virás a ser um enxugadouro de rêdes, e não tornarás a ser edificada: Porque eu sou o que falei, diz o Senhor Deus. 15Isto diz o Senhor Deus a Tiro: Acaso não tremerão as ilhas ao estampido da tua ruína, e ao gemido dos teus mortos quando no meio de ti fôrem degolados? 16E todos os príncipes do mar descerão dos seus tronos: E largarão as insígnias da sua grandeza, e arrojarão de si os seus vestidos bordados, e ficarão cheios de espanto: Êles se assentarão na terra e, atônitos com a tua repentina queda, pasmarão. 17E fazendo uma lamentação sôbre ti, te dirão: Como pereceste tu, que habitas no mar, ó cidade iínclita, que tens sido poderosa no mar com os teus habitadores a quem todos temiam? 18Agora pasmarão as naus no dia da tua espantosa ruína: E ficarão turbadas as ilhas no mar, vendo que ninguém sai dos teus portos. 19Porque isto diz o Senhor Deus: Quando eu te tiver reduzido a uma cidade deserta, como as cidades que não são habitadas: E quando tiver feito vir sôbre ti um abismo, e te tiver coberto um dilúvio de águas: 20E quando te tiver precipitado com aquêles que descem ao fôsso, para te ajuntar à multidão dos mortos eternos, e te tiver colocado no fundo da terra com os que são levados ao lago para ficares sempre desabitada, como as solidões antigas: Quando eu já tiver estabelecido a minha glória na terra dos viventes. 21Eu te reduzirei a nada, e tu mais não existirás, e ainda que te busquem, não te acharão mais para sempre, diz o Senhor Deus.

Novo Testamento2Cor 10

2 Coríntios 10

1Mas eu mesmo Paulo vos rogo pela mansidão e modéstia de Cristo, eu que quando pessoalmente estou entre vós me mostro na verdade humilde, mas ausente sou ousado convosco. 2Rogo-vos pois que quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com liberdade da ousadia que se me atribui ter contra alguns, que nos julgam, como se an-dássemos segundo a carne. 3Porque ainda que andamos em carne, não milita-mos segundo a carne. 4Porquanto as armas da nossa milícia não são carnais, mas são poderosas em Deus para destruição. das fortificações, derribando os conselhos, 5e tôda a altura que se levanta contra a ciência ce Deus, e reduzindo a cativeiro todo o entendimento. para que obedeça a Cristo. 6E tendo em nossa mão o poder de castigar a to dos os desobedientes, depois que fôr cumprida a vossa ubediência. 7Julgai ao menos das coisas pelo que elas são na aparência. Se algum está confiado que êle é de Cristo, considere isto também dentro de si: Que como êle é de' Cristo, assim também nós o somos. 8Porque ainda que eu me glorie mais algum tanto do meu poder, que o Senhor me deu para vossa edificação, e não para vossa destruição: Não me envergonharei por isso. 9Mas para que não pareça que vos quero come aterrar por cartas: 10Porque na verdade as cartas, dizem alguns, -são graves e fortes: Mas a presença do corpo é fraca, e a palavra desprezível: 11O tal que assim pensa entende que quais somos nas palavras por cartas estando ausentes, tais seremos também de' fato quando estivermos presentes. 12Porque não ousamos entremeter-nos, ou comparar-nos com alguns que se gabam a si mesmos: Mas nós nos medimos conosco, e nos comparamos a nós mesmos. 13Nós pois não nos gloriaremos fora de medida, mas segundo a medida da regra com que Deus nos mediu, medida de chegar até vós outros. 14Porque não nos entendemos fora dos limites, como se não chegássemos lá a vós: Pois temos chegado até vós pregando o Evangelho de Cristo: 15Não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios: Mas esperando que, crescendo a vossa fé, sejamos em abundância engrandecidos em vós outros, segundo a nossa regra. 16Que também anunciemos o no distrito de outrem, para nos gloriarmos no que estava já aparelhado. 17Aquêle pois que se glória, glorie-se no Senhor. 18Porque não é o que a si mesmo se recomenda, o que é estimável: Mas é sim aquêle a quem Deus recomenda.

Salmos e ProvérbiosSl 131,11-18 (132); Sl 132 (133)

Salmo 131 (132)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 132.

11Jurou o Senhor verdade a Davi, e não deixará de cumpri-la: Do fruto do teu ventre porei sôbre o teu trono. 12Se guardarem teus filhos o meu pacto, e êstes meus testemunhos, que eu lhes ensinarei: E os filhos dêles os guardarem também para sempre, também êles se sentarão sôbre o teu trono. 13Porque tem escolhido o Senhor a Sião: Têm-na escolhido por morada para si. 14Èstc é o meu repouso para sempre: Aqui habitarei porque o escolhi: 15Abençoarei copiosamente a sua viúva: Fartarei de pães os seus pobres. 16Vestirei os seus sacerdotes de salvação: E os seus santos saltarão de prazer. 17Ali dilatarei o poder de Davi, preparada tenho uma lâmpada para o meu Cristo. 18Cobrirei de confusão aos seus inimigos: Mas sôbre êle florescerá a minha santificação.

Salmo 132 (133)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 133.

1Salmo gradual de Davi. Ó quão bom e quão suave é habitarem os irmãos em união. 2É como o perfume derramado na cabeça que desceu sôbre tôda a barba de Aarão. Que desceu sôbre a orla do seu vestido: 3Como o orvalho que cai sôbre o Hermon, que desce sôbre o monte Sião. Porque ali enviou o Senhor a bênção, e vida para sempre.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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