Dia 243
Dn 1–2 · Ef 3 · Sl 140 (141) · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“No qual temos a segurança, e o chegarmo-nos a êle confiadamente pela sua fé.”Efésios 3,12
Antigo TestamentoDn 1–2
Daniel 1
1No ano terceiro do reinado de Joaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, e a sitiou: 2E o Senhor entregou nas suas mãos a Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos vasos da casa de Deus: E os levou para a terra de Senaar, para a casa do seu Deus, e pôs os vasos na casa do tesouro do seu Deus. 3Então disse o rei a Asfenez, seu eunuco-mor, que lhes destinasse dentre os filhos de Israel, e da linhagem dos reis e dos príncipes, 4alguns meninos, em que não houvesse defeito algum, de gentil presença, e instruídos em tudo o que diz respeito à sabedoria, hábeis nas ciências, e bem discipli-nados, e que pudessem estar no palácio do rei, para que êle os ensinasse a escrever, e a falar a língua dos caldeus. 5E ordenou o rei, que se lhes desse cada dia de comer das suas iguarias, e de beber do vinho que êle mesmo bebia, a fim de que, mantidos desta sorte por três anos, pudessem depois andar a servir na presença do rei. 6E entre êstes se acharam no número dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael, e Azarias. 7E o eunuco-mor lhes pôs por nome: A Daniel, o de Baltasar. a Hananias, o de Sidrac, a Misael, o de Misac, e a Azarias, o de Abdénago. 8Ora Daniel assentou firmemente no seu coração, não se sujar com os comeres que viessem da mesa do rei, nem com o vinho que êle bebesse: E pediu ao eunuco-mor que lhe permitisse não comer de umas iguarias, que o tot-nariam impuro. 9E deu Deus a Daniel achar graça e misericórdia diante do eunuco-mor. 10Então disse o eunuco-mor a Daniel: Eu tenho mêdo do rei meu amo, o qual ordenou que se vos desse de comer e de beber: Se êle vir os vossos rostos mais ma-cilentos que os dos outros moços da vossa idade, sereis vós a causa de que o rei me mande cortar a cabeça. 11E respondeu Daniel a Malasar, a quem o eunuco-mor tinha ordenado que tivesse cuidado de Daniel, de Hananias, de Misael, e de Azarias: 12Peço-te que nos experimentes a nós teus servos dez dias, e que se nos dê só legumes a comer, e água a beber 13E depois disto, olha para os nossos rostos, e para os rostos dos meninos que comem da mesa do rei: E conforme vires, assim te haverás com os teus servos. 14E êle, tendo ouvido estas palavras, fêz nêles experiência dez dias: 15E depois dos dez dias, apareceram os seus rostos melhores. e mais gordos, do que os de todos os meninos que comiam da mesa do rei. 16Malasar, pois, tomava para si os manjares, e O vinho que se lhes dava para beber: E a eles dava-lhes legumes, 17Ora Deus deu a êstes meninos a ciência, e o conhecimento de todos os livros, e de tôda a sabedoria: E a Daniel a inteligência de tôdas as visões e sonhos. 18Findos pois os dias, depois dos quais o rei tinha dito que lhe fôssem apresentados: O eunuco-mor os introduziu à presença de Nabucodonosor. 19E tendo-se o rei entretido em conversação com eles, entre todos êles não foram achados outros tais, como Daniel, Hananias, Misael e Azarias: E eles ficaram servindo na câmara do rei. 20E em tôda a questão que o rei lhes propôs em matéria de sabedoria e de inteligência, achou que êles excediam dez vêzes todos os adivinhos e mágicos, que havia em todo o seu reino. 21Daniel, porém, viveu até o primeiro ano do rei Ciro.
Daniel 2
1No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve o mesmo Nabucodonosor um sonho, e o seu espírito ficou em extremo atemorizado, e depois lhe esqueceu êste sonho inteiramente. 2Mandcu pois O rei que se convocassem cs adivinhos, e os mágicos, e os encantadores, e os caldeus: Para que lhe declarassem a êle rei quai havia sido o seu sonho: Êles, chegados que foram, se apresentaram diante do rei. 3Eo rei lhes disse: Eu tive um sonho: E confuso na minha idéia não sei o que vi. 4E os caldeus responderam ao rei em siríaco: O' rei, vive eternamente: Dize a teus servos o sonho que tiveste, e nós to interpretaremos. 5E respondendo o rei disse aos caldeus: O meu o tal sonho, e a sua significação, todos vós perecereis, e as vossas casas serão confiscadas. 6Se vós porém me disserdes o meu sonho, e que é o que êle significa, recebereis de mim prêmios e dons, e sereis grandes homens: Dizei-me pois o sonho, e a sua interpretação. 7Êles segunda vez lhe responderam, e disseram: Diga o rei a seus servos o sonho que teve, e nós lhe daremos a sua interpretação. 8Respondeu o rei, e disse: Conheço certamente que assim ides garíhando tempo, porque sabeis que me esqueceu o sonho. 9Se vós pois me não disserdes o que eu sonhei, o conceito, que únicamente formarei de vós, é que também inventastes uma interpretação enganosa, e cheia de ilusão, para me entreterdes com palavras, até que haja passado o tempo. Dizei pois qual foi o meu sonho, para que eu também saiba que a interpretação que lhe derdes é verdadeira. 10Dando pois a sua resposta os caldeus, na presença do rei, disseram: Não há homem, órei, sobre a terra, que possa cumprir o teu preceito: E nenhum rei há por grande, e poderoso que seja, que pergunte semelhante coisa a adivinho algum, nem a mágico, nem a caldeu. 11Porque o que tu perguntas, ó rei, é difícil: Nem se achará pessoa alguma, que declare isto diante do rei: Exceto os deuses, que não têm comércio com os homens. 12Ouvido isto, o rei todo enfurecido, e cheio de uma grande ira, mandou que perecessem todos os sábios de Babilônia. 13E publicada que foi esta sentença, ia-se já fazendo matança nos sábios: E andava-se em busca de Daniel, e de seus companheiros para também perecerem. 14Então Daniel se informou de Arioc, general dos exércitos do rei, que tinha saído para fazer matar os sábios de Babilônia, sôbre que Lei e sentença era esta. 15E perguntou ao que tinha recebido a ordem do rei, por que causa havia saído o rei com uma sentença tão cruel. E como Árioc tivesse declarado a Daniel todo o negócio, 16entrando Daniel ao rei, lhe suplicou que lhe concedesse algum tempo, para lhe dar solução ao que êle rei desejava. 17E Daniel foi para a sua casa, e deu notícia do caso a seus companheiros Hananias, e Misael, e Azarias: 18A fim de que êles implorassem misericórdia, postos na presença do Deus do céu, para a revelação dêste segredo, e para que êle Daniel e seus companheiros não perecessem com os outros sábios de Babilônia. 19Então foi descoberto êste mistério a Daniel numa visão de noite: E Daniel bendisse ao Deus do céu. 20E falou dizendo: O nome do Senhor seja bendito desde o século e até ao século: Porque dêle são a sabedoria, e a fortaleza. 21E êle mesmo é o que muda os tempos, e os séculos: O que transfere e estabelece os reinos: O que dá a sabedoria aos sábios, e a ciência aos que entendem da disciplina. 22Êle é o que revela as coisas profundas, e escondidas, e o que conhece o que está nas trevas: E com quem está a luz. 23A ti, ó Deus de nossos pais, é que eu dou as graças, e te louvo: Porque tu me deste a sabedoria, e a fortaleza: E agora me mostraste o que nós te tínhamos pedido, porque nos descobriste o que o rei desejava saber. 24Depois disto entrando Daniel a Arioc, a quem o rei tinha ordenado que fizesse matar os sábios de Babilônia, lhe falou desta maneira: Não mates os sábios de Babilônia: Leva-me à presença do rei, e eu exporci ao rei a solução que deseja. 25Então Arioc a tôda a pressa presentou Daniel ao rei. e lhe disse: Eu achei um homem denire os filhos da transmigração de Judá, que declarará ao rei o que sonhou. 26Respondeu o rei. e disse a Daniel, que tinha por nome Baltasar: Cuidas tu que me poderás dizer verdadeiramente o que eu vi em sonho, e dar-me dêle a interpretação? 27E respondendo Daniel perante o rei, disse: Os sábios, os mágicos, os adivinhos, e os agoureiros não podem descobrir ao rei o mistério que o rei pergunta. 28Mas no céu há um Deus, que revela os mistérios, o qual te mostrou, ó rei Nabucodonosor, as coisas que hão-de acontecer nos últimos tempos. O teu sonho, e as visões da tua cabeça, que tiveste no teu leito, passam desta maneira: 29Tu, ó rei, começaste a persar estando na tua cama, no que havia de acontecer depois dêstes tempos: E aquêle que revela os mistérios, tc descobriu as coisas que hão de vir. 30A mim também me foi revelado êste mistério, não porque a sabedoria que há em mim seja maior que a que se acha em todos os outros viventes: Mas para que ficasse manifesta ao rei a interpretação do seu sonho, e para que soubesses tu os pensamentos do teu espirito. 31Tu, ó rei, estavas olhando, e parecia-te que vias uma como grande estátua: A tal estátua, de uma grandeza e altura extraordinária, se tinha em pé diante de ti, e a sua vista era espantosa. 32A cabeça desta estátua era de um ouro finíssimo, porém o peito e os braços eram de prata; já o ventre e as coxas eram de cobre: 33E as pernas eram de ferro, uma parte dos pés era de ferro, e outra de barro. 34Tu a estavas vendo atentamente, até que uma pedra foi arrancada de um monte sem intervirem mãos de homens: A qual feriu a estátua nos seus pés de ferro, e de barro, e os fêz em pedaços. 35Então se quebraram, tudo a um tempo, o ferro e o barro, o cobre, a prata, e o ouro, e ficaram reduzidos como a miúda palha, que o vento leva fora da eira em tempo do estio: E êles desapareceram de todo o lugar: Mas a pedra que tinha dado na estátua, fêz-se um grande monte, que encheu tôda a terra. 36Este é o sonho: Diremos também, na tua presença, Ó rei, a sua interpretação. 37Tu és o rei dos reis: E o Deus do céu te deu o reino, e a fôrça, e o império, e a glória: 38E todos os lugares em que habitam os filhos dos homens, e as alimárias do campo: Entregou também nas tuas mãos as aves do céu, e tôdas as coisas pôs debaixo do teu domínio: Tu pois és a cabeça de ouro. 39E depois de ti se levantará outro reino menor que o teu, que será de prata: E outro terceiro reino que será de cobre, o qual mandará em tôda a terra. 40E o quarto reino será como ferro: Assim como o ferro quebra, e doma tôdas as coisas, assim êle quebrará, e fará todos êstes em migalhas. 41E quanto ao que viste dos pés, e dos dedos serem uma parte de barro de oleiro, e outra parte de ferro: Esse reino, que terá contudo isso a sua origem da veia do ferro, será dividido, segundo tu viste que o ferro estava misturado com a terra e barro. 42E os dedos dos pés em parte de ferro, e em parte de barro: Dão a entender que êsse mesmo reino será em parte firme, e em parte frágil. 43E como tu viste que o ferro estava misturado com a terra e o barro, também êles se misturarão pelas razões de contraídos parentescos, mas não se unirão entre si, bem como o ferro se não pode ligar com o barro. 44Nos dias, porém, daqueles reinos suscitará o Deus do céu um reino que não será jamais dissipado, e êste seu reino não passará a outro povo: Antes esmigalhará, e consumirá a todos êstes reinos: E êle mesmo subsistirá para sempre. 45Segundo o que viste que uma pedra foi arrancada do monte sem intervir mão de homem, e esmigalhou o barro, e o ferro, e o cobre, e a prata, e o ouro, com isto mostrou o grande Deus ao rei o que está para vir nos tempos futuros: E assim é verdadeiro o sonho e fiel esta sua interpretação. 46Então o rei Nabucodonosor se prostrou com o rosto em terra, e adorou a Daniel, e mandou que lhe fizessem sacrifícios de vítimas, e de incenso. 47O rei pois, falando a Daniel, lhe disse: Verdadeiramente o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o que revela os mistérios: Pois que tu pudeste descobrir.êste segrêdo. 48Então o rei elevou en: honra a Daniel, e lhe deu muitos e magníficos presentes: E constituiu-o governador de tôdas as províncias de Babilônia: E prefeito dos magistrados acima de todos os sábios de Babilônia. 49E fêz Daniel uma petição ao rei: E êste constituiu superintendentes nos negócios da província de Babilônia a Sidrac, ce Misac e Abdénago: O mesmo Daniel porém estava às portas do rei.
Novo TestamentoEf 3
Efésios 3
1Por esta causa eu, Paulo, eu sou o prisioneiro de Jesus Cristo por amor de vós outros gentios, 2se é que ouvistes a dispensação da graça de Deus, que me foi dada para convosco: 3Posto que por revelação se me tem feito conhecer o Sacramento, como acima escrevi em poucas palavras: 4Onde pela lição podeis conhecer a inteligência, que tenho no mistério de Cristo: 5O qual em outras gerações não foi conhecido dos filhos dos homens, assim. como agora tem sido revelada aos seus santos Apóstolos, e profetas pelo Espírito. 6Que os gentios são co-herdeiros, e incorporados, e juntamente participantes da sua promessa em Jesus Cristo pelo Evangelho: 7Do qual eu fui feito ministro, segundo o dom da graça de Deus, que me foi comunicada pela sua operação tôda-poderosa. 8A mim, que sou o mínimo de todos os Santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios as riquezas incompreensíveis de Cristo. 9E de manifestar a todos, qual seja a comunicação do Sacramento escondido desde os séculos em Deus, que tudo criou. 10Para que a multiforme sabedoria de Deus seja patenteada pela Igreja aos principados, e potestades nos Céus. 11Conforme a determinação dos séculos, que êle cumpriu em Jesus Cristo nosso Senhor. 12No qual temos a segurança, e o chegarmo-nos a êle confiadamente pela sua fé. 13Pelo que eu vos rogo, que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós outros: Pois que elas vos são gloriosas. 14Por esta causa dôbro eu os meus joelhos diante do Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. 15Do qual tôda a paternidade toma o nome nos Céus e na terra. 16Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda, que sejais corroborados em virtude pelo seu Espirito no homem interior. 17Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações: Arraigados e fundados em caridade. 18Para que possais compreender com todos os Santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade. 19E conhecer também a caridade de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios. segundo tôda a plenitude de Deus. 20E àquele que é poderoso para fazer tôdas as coisas mais abundantemente do que pedimos, ou entendemos, segundo a virtude que obra em nós outros. 21A êsse glória na Igreja, e em Jesus Cristo por tôdas as idades do século dos séculos: Amém.
Salmos e ProvérbiosSl 140 (141)
Salmo 140 (141)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 141.
1Salmo de Davi. Senhor, a ti clamei, escuta-me: Atende à minha voz, quando clamar a ti. 2Suba direita a minha oração como incenso na tua presença: Seja a elevação das minhas mãos sacrifício da tarde. 3Põe, Senhor, uma guarda à minha bôca: E aos meus lábios uma porta que os feche. 4Não torças o meu coração a palavras de malícia para buscar escusas nos pecados. Como fazem os homens que obram iniquidade: E não terei parte nas coisas que êles estimam. 5O justo me corrigirá, e me increpará com misericórdia: Mas o azeite do pecador não chegue a ungir a minha cabeça. Porque ainda até a minha oração será contra o que lhes apraz a êles: 6Têm perecido os seus juízes lançados à pedra. Ouviram que as minhas palavras foram eficazes: 7Bem como grossa gleba se desfez sempre sôbre à terra. Assim têm sido espalhados os nossos ossos perto da sepultura: 8Porque os meus olhos a ti, Senhor, ó Senhor, se levantaram: Em ti tenho esperado, não me tires a vida. 9Guarda-me do laço, que têm preparado contra mim: E dos precipícios dos que obram iniquidade. 10Cairão na sua rêde os pecadores: Só estou eu até que seja o meu trânsito.