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Bíblia em um ano Dia 251/365

Dia 251

Dn 13 · Cl 1 · Sl 146 (147) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoDn 13
  2. Novo TestamentoCl 1
  3. Salmos e ProvérbiosSl 146 (147)
Destaque da leitura de hoje“O Senhor se agradou sempre dos que o temem: E daqueles que esperam na sua misericórdia.”Salmo 146,11 (147)

Antigo TestamentoDn 13

Daniel 13

1Havia também um homem que habitava em Babilônia, e o seu nome era Joaquim: 2Êste casou pois com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, formosíssima e temente a Deus: 3Porque seus pais, como eram justos, instruiram a sua filha segundo a lei de Moisés. 4Ora Joaquim era muito rico, e tinha uma. horta ajardinada junto a sua casa: E os judeus concorriam a êle, porque era o mais respeitável de todos. 5Naquele ano porém tinham sido constituídos juízes dois velhos dentre o povo, dos quais falou o Senhor quando disse: Que a iniqüidade saiu de Babilônia por uns velhos que eram juízes, os quais pareciam governar o povo. 6Êstes fregientavam a casa de Joaquim, e a êles vinham todos os que tinham negócios para julgar. 7E ao meio-dia, quando o povo se tinha ido, entrava Susana, e passeava no pomar de seu marido. 8E êstes velhos a viam entrar, e passear todos os dias: IE conceberam uma ardente paixão por ela: 9E assim perverteram o seu sentido, e voltaram os seus olhos para não verem o céu, nem se lembrarem dos justos juízos. 10Êles pois estavam ambos feridos do amor de Susana, e todavia não declararam um ao outro o motivo da sua dor: 11Porque se envergonhavam de descobrir um ao outro o seu libidinoso apetite, tendo cada um tenção de corromper a Susana: 12Assim êles observavam todos os dias com grande cuidado o tempo em que a poderiam ver. Um dia pois disse um ao outro: 13Vamos para casa, porque são horas de jantar. E tendo saído, se separaram um do outro. 14Mas tornando logo a vir, se encontraram de novo no mesmo lugar: E depois de se terem perguntado de parte a parte a causa, confessaram ambos a sua paixão, e então de comum acôrdo ajustaram tempo, em que a pudessem achar só. 15Aconteceu pois que aguardando eles uma ocasião oportuna, entrou ela enfim como tinha de costume, acompanhada sòmente de duas donzelas, e quis lavar-se no pomar: Porque fazia calma: 16E não estava então ali ninguém, senão os dois velhos, que estavam escondidos e a estavam contemplando. 17Disse pois Susana às donzelas: Trazei-me cá os óleos, e as pômadas, e fechai as portas do jardim, para me lavar. 18E fizeram as donzelas o que ela lhes tinha mandado: E fecharam as portas do jardim, e saíram pela porta travessa para trazerem o que lhes tinha mandado: Elas não sabiam que os velhos estavam dentro escondidos. 19E tanto que as donzelas saíram, levantaram-se os dois velhos, e correram a ela, e lhe disseram: 20Eis-aí estão fechadas as portas do jardim, e ninguém nos vê, e nós ardemos em paixão por ti: Rende-te pois ao nosso desejo, e entrega-te a nós: 21Porque se tu não quiseres, daremos testemunho contra ti, dizendo que estava contigo um mancebo, e que por isso despediste de ti as donzelas. 22Ao ouvir isto, deu Susana um grande gemido, e disse: De tôdas as partes me vejo cercada de angústias: Porque se eu fizer o que vós desejais, incorro na morte: E se o não fizer não escaparei das vossas mãos. 23Porém melhor me é a mim cair entre as vossas mãos sem cometer o mal, do que pecar na presença do Senhor. 24E imediatamente deu Susana um grande grito: E os velhos também gritaram contra ela. 25E um dêles correu à porta do jardim e a abriu. 26Os criados da casa tendo pois ouvido gritar no jardim, correram lá pela outra travessa com ímpeto para verem o que era. 27E depois que lhos disseram os velhos, ficaram os criados sumamente envergonhados, porque nunca tal coisa se tinha dito de Susana. E amanheceu o dia seguinte. 28E tendo vindo o povo à casa de Joaquim, seu marido, vieram também os dois velhos, cheios do iníquo pensamento que tinham formado contra Susana, para lhe fazerem perder a vida. 29E eles disseram diante do povo: Mandai buscar a Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim. E logo a mandaram buscar. 30E ela veio acompanhada de seus pais e de seus filhos e de todos os seus parentes. 31Ora Susana era por extremo delicada, e de uma formosura extraordinária. 32Então aquêles iníquos lhe mandaram descobrir o rosto (porque o tinha coberto com um véu) para se fartarem ao menos assim com a vista da sua beleza. 33À vista pois dêste caso choravam os seus, e todos os que a conheciam. 34Então aquêles dois velhos levantando-se no meio do povo, puseram as suas mãos sôbre a cabeça de Susana. 35A qual chorando levantou os olhos ao céu: Porque o seu coração tinha uma firme confiança no Senhor: 36E os velhos disseram: Quando nós passeávamos sós no jardim, entrou esta mulher com duas donzelas: E fechou as portas do jardim, e despediu de si as donzelas. 37E um mancebo, que estava escondido, veio-lhe ao encontro, e pecou com ela. 38Ora nós, que estávamos então a um canto do jardim, vendo esta maldade, corremos a êles, e os vimos estar a ambos neste ato. 39E nós não pudemos na verdade apanhar o mancebo, porque era mais forte do que nós e tendo aberto a porta se salvou correndo: 40Mas tendo nós apanhado a esta, lhe perguntamos que mancebo era aquêle, e ela não nó-lo quis dizer: Dêste sucesso somos nós testemunhas. 41Todo o ajuntamento lhes deu crédito, como a velhos e a juízes do povo, e êles a condenaram à morte. 42Então exclamou Susana mui de rijo, e disse: Deus eterno, que penetras as coisas escondidas, que conheces tôdas as coisas ainda antes que elas sejam feitas. 43Tu sabes que êles deram contra mim um falso testemunho: E eis-aqui morro, sendo que eu não fiz nada do que êles inventaram maliciosamente contra mim. 44E escutou o Senhor a sua oração. 45E quando a conduziam à morte, suscitou o Senhor o santo espírito de um moço ainda menino, cujo nome era Daniel: 46E gritou em alta voz dizendo: Eu estou inocente do sangue desta mulher. 47E tendo-se voltado para êle todo o povo, lhe disse: Que quer dizer essa palavra que tu acabas de proferir? 48Daniel, pondo-se em pé no meio dêles, disse: E” possível, filhos de Israel, que sejais vós tão fátuos que: sem forma de juízo, e sem mais informação da verdade, condenastes a uma filha de Israel? 49Tornai a julgá-la de novo, porque êles disseram um falso testemunho contra ela. 50Voltou pois o povo apressadamente, e os velhos. disseram a Daniel: Vem, e assenta-te no meio de nós, e instrui-nos: Porque Deus te deu a honra da velhice. 51E Daniel disse aos dos povo: Separai-os longe um do outro, e eu os julgarei. 52Tendo sido pois separados um do outro, chamou Daniel um dêles, e lhe disse: Homem inveterado no mal, os pecados que tu cometias noutro tempo, caíram agora sôbre ti. 53Sôbre ti que pronunciavas juízos injustos, que oprimias os inocentes, e que absolvias os culpados, apesar de dizer o Senhor: Tu não farás morrer o inocente e o justo. 54Agora pois, se tu apanhaste esta mulher, dize debaixo de que árvore os viste tu falar um com o outro. Êle respondeu: Debaixo de um lentisco. 55E Daniel lhe disse: Justamente é que a tua mentira vai a recair sôbre a tua cabeça: Porque eis-aí O Anjo de Deus, que tendo recebido dêle. o poder de executar a sentença contra ti proferida, te partirá pelo meio. 56E feito retirar êste, mandou que viesse o outro: E lhe disse: Raça de Canaã, e não de Judá, a formosura te seduziu, e a concupiscência” te perverteu o coração. 57Assim é que tu fazias às filhas de Israel, e elas por mêdo falavam convosco: Mas a filha de Judá não sofreu a vossa iniquidade. 58Dize-me pois agora, debaixo de que árvore os apanhaste tu, quando se estavam falando. Respondeu êle: Debaixo de um carvalho. 59E Daniel lhe disse: Justamente é também que a tua mentira vai a recair sôbre a tua cabeça:. Porque o Anjo do Senhor está esperando com a espada na mão, para te cortar pelo meio, e para vos matar a ambos. 60Logo todo o povo gritou em altas vozes e bendisseram a Deus, que salva aos que esperam nêle. 61E eles se levantaram contra os dois velhos (por- «que Daniel os tinha convencido por sua própria bôca de terem dado um testemunho falso) e lhes fizeram sofrer o mesmo mal que os dois tinham querido fazer a seu próximo, 62para cumprirem a lei de Moisés: Assim êles os mataram e o sangue inocente foi salvo naquele dia. 63Então Helcias e sua mulher louvaram a Deus por Susana, sua filha, com Joaquim, seu marido, e com todos os parentes, por se não ter nela achado coisa que -ofendesse a honestidade. 64E Daniel: desde êste dia, e pelo decurso do tempo, se fêz grande diante do povo. 65E o rei Astyages foi pôsto junto a seus pais e recebeu Ciro persa o seu reino dêle.

Novo TestamentoCl 1

Colossenses 1

1Paulo Apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e Timóteo seu irmão: 2Aos Santos e fiéis irmãos em Jesus Cristo, que habitam em Colossos. 3Graça a vós outros, e paz da parte de Deus nosso Pai, e da de nosso Senhor Jesus: Cristo. Graças damos ao Deus, e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós. 4Ouvindo a vossa fé em Jesus Cristo, e o amor que tendes a todos os Santos. 5Pela esperança que vos está guardada nos Céus, a qual tendes ouvido pela palavra da verdade do Evangelho: 6O qual vos tem chegado a vós, como está também em todo o mundo, e frutifica, e cresce como entre vós, desde o dia em que ouvistes, e conhecestes a graça de Deus segundo a verdade. 7Como o aprendestes de- Epafras, nosso. conservo muito amado, que é por vós fiel ministro de Jesus Cristo. 8O qual também nos informou do vosso amor segundo o espirito: 9Por isso nós também desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, e em tôda a sabedoria, e inteligência espiritual. 10Para que andeis dignamente diante de Deus, agradando-lhe em tudo: Fortificando em tôda a boa obra, e crescendo na ciência de Deus: 11Sendo confortados em tôda a virtude, segundo o poder da sua glória, em tôda a paciência, e longanimidade com alegria. 12Dando graças a Deus Padre, que nos fêz dignos de participar da sorte dos Santos em luz: 13Que nos livrou do poder das trevas, e nos transferiu para o Reino de seu Filho muito amado. 14No qual pelo seu sangue temos a redenção, a remissão dos pecados: 15Que é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de tôda a criatura: 16Porque por êle foram criadas tôdas as coisas nos Céus e na terra, visíveis e invisíveis, quer sejam os Tronos, quer sejam as Dominações, quer sejam os Principados. quer sejam as Potestades: Tudo foi criado por êle, e para êle: 17I êle é antes de todos, e tôdas as coisas subsistem por êle. 18TE êle é à cabeça do corpo da Igreja, êle é o princípio, o Primogênito dentre os mortos: De maneira que êle tem a primazia em tôdas as coisas: 19Porque foi do agrado do Pai que residisse nele tôda a plenitude. 20É reconciliar por êle a si mesmo tôdas as coisas, pacificando pelo sangue da sua Cruz, tanto o que está na terra, como o que está no. Céu. 21E sendo vós noutro tempo estranhos, e inimigos de coração pelas más obras. 22Agora por certo vos reconciliou no corpo da sua carne pela morte, para vos apresentar santos, e imaculados, e irrepreensíveis diante dêle. 23é que perseverais fundados na fé, e firmes, e imóveis na esperança, que vos dá o Evangelho, que vqs foi anunciado, que foi pregado a tôdas as criaturas que há debaixo do Céu, do qual eu Paulo fui constituído Ministro. 24Eu, que agora me alegro nas penalidades que sofro por vós, e que cumpro na minha carne o que resta a padecer a Jesus Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja. 25Da qual eu fui constituído Ministro, segundo a dispensação de Deus, que me foi dada para convosco, para dar cumprimento à palavra de Deus. 26Anunciando-vos o mistério que esteve escondido pelos séculos, e gerações, e que agora foi descoberto aos seus Santos. 27Aos quais quis Deus fazer conhecer as riquezas da glória dêste mistério entre os gentios, que é Cristo, em quem vós tendes a esperança da glória. 28A quem nós anunciamos, admoestando a tôdas as pessoas, e ensinando a todos os homens, em tôda a sabedoria, para que apresentemos a todo o homem perfeito em Jesus Cristo. 29No que eu ainda trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que obra em mim por seu poder.

Salmos e ProvérbiosSl 146 (147)

Salmo 146 (147)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 147.

1Aleluia. Louvai ao Senhor, porque bom é o salmo: Agradável seja ao nosso Deus, 2O Senhor que edifica a Jerusalém: Congregará as dispersões de Israel. 3O que sara aos atribulados de coração: E liga as suas fraturas. 4O que conta a multidão das estrêlas: E as chama a tôdas elas pelos seus nomes: 5Grande é nosso Senhor, e grande o seu poder: E a sua sabedoria não tem têrmo. 6O Senhor é quem ampara aos humildes: E o que abate aos pecadores até à terra. 7Entoai cânticos ao Senhor no seu louvor: Dizei salmos ao nosso Deus com harpa. 8O que cobre ao céu de nuvens: E à terra prepara chuva. O que produz nos montes feno: E erva para o serviço dos homens. 9O que dá aos animais o alimento conveniente: E aos filhinhos dos corvos que clamam a êle. 10Não se agradará da fôrça do cavalo: Nem se comprazerá nos pés robustos do varão. 11O Senhor se agradou sempre dos que o temem: E daqueles que esperam na sua misericórdia.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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