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Bíblia em um ano Dia 288/365

Dia 288

Ag 1–2; Zc 1 · Tg 2 · Pr 11,9-16 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoAg 1–2; Zc 1
  2. Novo TestamentoTg 2
  3. Salmos e ProvérbiosPr 11,9-16
Destaque da leitura de hoje“Meus irmãos, não queirais pôr a fé da glória de nosso Senhor Jesus Cristo em acepção de pessoas.”Tiago 2,1

Antigo TestamentoAg 1–2; Zc 1

Ageu 1

1No segundo ano do reinado de Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, foi dirigida a palavra do Senhor, por mão do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Salatiel, chefe de Judá, e a Jesus, sumo sacerdote, filho de Josedec, a qual dizia: 2Isto profere o Senhor dos exércitos, dizendo: Êste povo diz: Ainda não é chegado o tempo de reedificar a casa do Senhor. 3E foi dirigida a palavra do Senhor por mão do profeta Ageu, a qual dizia: 4Não é assim que tendes vós tempo oportuno para habitardes em casas forradas de laçaria, e esta casa será deserta? 5E isto diz agora o Senhor dos exércitos: Aplicai os vossos corações a considerar os vossos caminhos. 6Vós semeastes muito, e recolhestes pouco: Comestes, e não ficastes fartos: Bebestes e não matastes a sêde: Cobristes-vos e não ficastes quentes: E o que ajuntou muitos ganhos, meteu-os num saco rôto. 7Isto diz o Senhor dos exércitos: Aplicai os vossos corações a considerar os vossos caminhos. 8Subi ao monte, levai madeira, e edificar uma casa: E ela me será agradável, e eu serei nela glorificado, diz o Senhor. 9Vós esperastes o mais, e eis-que vos veio o menos: E o metestes em vossa casa e eu o dissipci com um assôpro: Por que causa? diz o Senhor dos exércitos: porque a minha casa está deserta, e vós vos apressais cada um em cuidar da sua casa. 10Por isso é que foram proibidos os céus de darem orvalho sôbre vós, e a terra foi proibida de dar o seu gérmen: 11E chamei a sêca sôbre a terra, e sobre os montes, e sôbre o trigo, e sôbre o vinho, e sôbre o azeite, sôbre tudo o que a terra produz, e sôbre os homens, e sôbre os animais e sôbre todo o trabalho das vossas mãos. 12Então Zorobabel, filho de Salatiel, e Jesus, sumo sacerdote, filho de Josedec, e todos os que tinham restado do povo, ouviram a voz do Senhor seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, assim como o Senhor seu Deus o enviou a êles: E o povo temeu diante da face do Senhor. 13E Ageu, um dos enviados do Senhor, falou, dizendo ao povo: Eu sou convosco, diz o Senhor. 14Ao mesmo tempo suscitou o Senhor o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, chefe de Judá, e o espirito de Jesus, sumo sacerdote, filho de Josedec, e o espirito do resto de todo o povo: E vieram, e se puseram ao trabalho na casa do Senhor dos exércitos, seu Deus.

Ageu 2

1Aos vinte e quatro dias do mês, no sexto mês, no ano segundo do reinado de Dario. 2No sétimo mês, aos vinte e um dias do mês, foi revelada a palavra do Senhor por mão do profeta Ageu, a qual dizia: 3Fala a Zorobabel, filho de Salatiel, chefe de Judá, e a Jesus, sumo sacerdote, filho de Josedec, e ao resto do povo dizendo:. 4Quem há dentre os que ficaram de vós, que visse esta casa na sta primeira glória? E em que estado a vêdes agora? Acaso não parece ela a vossos olhos, assim como uma coisa de nada, comparada com o que foi? 5Mas agora, ó Zorobabel, cobra fôrça, diz o Senhor: E cobra fôrça, ó Jesus, sumo sacerdote. filho de Josedec, e cobra fôrça todo o povo da terra, diz o Senhor dos exércitos: E cumpri (porque eu sou convosco, diz o Senhor dos exércitos) 6a palavra que destes na aliança que fiz convosco, quando saíeis da terra do Egito: E o meu espirito estará no meio de vós, não temais: 7Porque isto diz o Senhor dos exércitos: Ainda falta um pouco, e cu comoverei o céu, e a terra e o mar, e todo o universo. 8E moverei tôdas as gentes: E VIRÁ O DESEJADO de tôdas as gentes: E encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos. 9Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos. 10A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos exércitos: E eu darei a paz neste lugar, diz o Senhor dos exércitos. 11Aos vinte e quatro dias do nono mês, no segundo ano do reinado de Dario, foi dirigida ao profeta Ageu a palavra do Senhor, a qual dizia: 12Isto diz o Senhor dos exércitos: Propõe aos sacerdotes esta questão sôbre a lei, dizendo: 13Se um homem trouxer na orla do seu vestido um pedaço de carne, que tivesse sido santificada, e tocar com a aba dele no pão, ou na iguaria, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outra coisa de comer: Acaso ficará ela santificada? E respondendo os sacerdotes, disseram: Não. 14E prosseguiu Ageu dizendo: Se um homem poluto por ter tocado num corpo morto, tocar qualquer de tôdas estas coisas, acaso ficará ela por isso contaminada? E responderam os sacerdotes, e disseram: Ficará contaminada. 15E respondeu Ageu, e disse: Assim é que êste povo, e assim é que esta gente está diante da minha face, diz o Senhor, e assim o está também tôda a obra das mãos dêles: E tôdas as coisas que ali ofereceram serão contaminadas. 16E agora refleti nos vossos corações desde êste dia, e de tempos passados, antes que se lançasse pedra sôbre pedra no templo do Senhor. 17Quando vínheis a um montão de trigo esperando tirar vinte alqueires, e se reduziam a dez: E entráveis no lagar para tirardes cinquenta talhas, ce elas se tornavam em vinte. 18Eu vos feri com um vento abrasador, e com: ferrugem, e saraiva tôdas as obras das vossas mãos: E não houve entre vós quem se voltasse para mim, diz o. Senhor. 19Gravai nos vossos corações o que tem de suceder desde o presente dia, e para o diante, desde êste dia vinte e quatro do nono mês: Desde êste dia em que foram lançados os alicerces do templo do Senhor, gravai-o no vosso coração. 20Não vêdes vós que a semente ainda não brotou: E que a vinha, e a figueira, e a romeira, e a árvore da azeitona ainda não floresceram? Dêste dia em diante eu abençoarei tudo. 21E aos vinte e quatro do mês foi dirigida segunda vez a Ageu a palavra do Senhor, a qual dizia: 22Fala a Zorobabel, chefe de Judá, dizendo-lhe: Eu abalarei juntamente o céu e a terra. 23E farei cair o trono dos reinos, e quebrarei a fortaleza do reino das gentes: E destruirei as quadrigas, e os que montam nelas: E os cavalos e os seus cavaleiros cairão uns sôbre os outros: Cada um será passado pela espada do seu irmão. 24Naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, eu te tomarei debaixo da minha proteção, é Zorobabel, meu servo, filho de Salatiel, diz o Senhor: E eu te guardarei como um sêlo, porque te escolhi, diz o Senhor dos exér-ritos.

Zacarias 1

1No segundo ano do reinado de Dario, no oitavo mês, foi dirigida ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ado, a palavra do Senhor, a qual dizia: 2O Senhor se irou por extremo contra vossos pais. 3Tu pois ihes dirás: Isto diz o Senhor dos exércitos: Convertei-vos a mim, diz o Senhor dos exércitos: E eu me converterei a vós, diz o Senhor dos exércitos. 4Não sejais como vossos pais, aos quais gritavam os profetas qtie vos precederam dizendo: Isto diz o Senhor dos exércitos: Convertei-vos dos vossos maus caminhos e dos vossos péssimos pensamentos; e êles não ouviram nem me deram atenção, diz o Senhor. 5Onde estão vossos pais? E porventura viverão os profetas eternamente? 6Já no tocante às minhas palavras, e às minhas ameaças feitas contra os transgressores da lei, as quais eu lhes tinha mandado intimar pelos profetas meus servos, porventura não recairam elas em vossos pais, e êstes se converteram e disseram: Assim como o Senhor dos exércitos fêz tenção de nos tratar segundo os nossos caminhos, e segundo as invenções do nosso capricho, assim o executou conosco? 7No segundo ano do reinado de Dario, aos vinte e quatro dias do mês undécimo chamado Sabat, foi dirigida ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ado, a palavra do Senhor, a qual dizia: 8Tive de noite uma visão, e eis-que se me representou um homem montado num cavalo vermelho, e estava êle parado entre umas murteiras, que havia num profundo vale: E depois dêle estavam mais cavalos, uns vermelhos, outros malhados, e outros brancos. 9Então disse eu: Quem são êstes, Senhor meu? E o anjo, que falava em mim, me disse: Eu te mostrarei que é o que significa esta visão. 10Então o homem, que estava parado entre as murteiras, respondeu, e disse: Êstes são os que o Senhor enviou a correr a terra. 11E êstes responderam ao anjo do Senhor, que estava entre as murteiras, e lhe disseram: Nós temos corrido a terra, e eis-que a terra está agora tôda habitada, e em descanso. 12E respondeu o anjo do Senhor, e disse: Senhor dos exércitos, até quando diferirás tu o compadecer-te de Jerusalém, e das cidades de Judá, contra as quais te iraste? Êste é já o ano septuagésimo. 13Então o Senhor, dirigindo-se ao anjo que falava em mim, lhe disse boas palavras, palavras de consolação. 14E o anjo, que falava em mim, me disse: Clama, dizendo: Isto diz o Senhor dos exércitos: Eu zelei a Jerusalém, e a Sião com grande zêlo. 15E eu com grande ira estou indignado contra as gentes poderosas: Porque eu estava contra ela um pouco agastado, mas êles se têm esforçado a lhe fazer mal. 16Por cuja causa isto diz o Senhor: Eu tornarei para Jerusalém com entranhas de misericórdia: E a minha casa será nela edificada de novo, diz o Senhor dos exércitos: E ainda se estenderá o prumo sôbre Jerusalém. 17Clama ainda, dizendo: Isto diz o Senhor dos exércitos: As minhas cidades ainda serão cheias de bens: E o Senhor ainda consolará a Sião, e ainda escolherá a Jerusalém. 18Ao depois levantei eu os meus olhos, e pus-me a olhar: E eis-que vi quatro cornos. 19E eu disse ao Anjo, que falava em mim: Que é isto? E êle me respondeu: Êstes são os cornos, que às marradas fizeram ir pelos ares a Judá, e a Israel, e a Jerusalém. 20Depois me mostrou o Senhor quatro oficiais. 21E eu lhe disse: Que vêm êstes fazer? Êle mc respondeu, dizendo: Êstes são os cornos, que escornaram aos varões de Judá um por um, e nenhum dêles levantou a sua cabeça: Mas êstes vieram para lhes meter mêdo, para abaterem os cornos das gentes. que se levantaram com tôda a sua fôrça contra o país de Judá a fim de o arruinar.

Novo TestamentoTg 2

Tiago 2

1Meus irmãos, não queirais pôr a fé da glória de nosso Senhor Jesus Cristo em acepção de pessoas. 2Porque se entrar no vosso congresso algum varão que tenha anel de ouro com vestido precioso, e entrar também um pobre com vestido humilde: 3E se atenderdes ao que vem vestido magnificamente e lhe disserdes: Tu assenta-te aqui neste lugar que te compete: E disserdes ao pobre: Deixa-te estar para ali em pé, ou assenta-te aqui abaixo do estrado de meus pés: 4Não é certo que fazeis distinção dentro de vós mesmos, e que sois juízes de pensamentos iníquos? 5Ouvi, meus diletissimos irmãos, porventura não escolheu Deus aos que leram pobres neste Mundo, para serem ricos na fé e herdeiros do Reino, que o mesmo Deus prometeu aos que o amam? 6E vós, pelo contrário, deshonrais o pobre. Não são Os ricos os que vos oprimem com o seu poder, e não são êles os que vos trazem por fôrça aos Tribunais da Justiça? 7Não blasfemam eles o bom Nome que tem sido invocado sobre vós? 8Se vós contudo cumpris a Lei real conforme as Escrituras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo: Fazeis bem. 9Mas se vós fazeis acepção de pessoas, cometeis nisso um pecado, sendo condenados pela Lei como transgressores. 10Porque qualquer que tiver guardado tôda a Lei é faltar em um só ponto, fêz-se réu de ter violado todos. 11Porque aquêle que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois, matares, ainda que não adulteres, fizeste-te transgressor da Lei. 12Falai, pois, de tal sorte e de tal sorte obrai, como quem principia a ser julgado pela Lei da liberdade. 13Porque se fará juízo sem misericórdia, aquele que não usou de misericórdia. Mas a misericórdia triunfa sôbre o juízo. 14ue aproveitará, irmãos meus, a um que diz que tem fé, se não tem obras? Acaso podê-lo-á salvar a fé? 15Se um irmão, porém, ou uma irmã estiverem nus e lhes faltar o alimento quotidiano, 16e lhes disser algum de vós: Ide em paz, aquen-tai-vos e fartai-vos, e não lhes derdes o que hão de mister para o corpo, de que lhes aproveitará? 17Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. 18Poderá logo algum dizer: Tu tens a fé e eu tenho as obras: Mostra-me tu a tua fé sem obras: E eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. 19Tu crês que há um só Deus: Fazes muito bem: Mas também os demônios o crêem e tremem. 20Queres tu, pois, saber, é homem vão, que a fé sem obras é morta? 21Não é assim que nosso pai Abraão foi justificado pelas obras, oferecendo a seu filho Isaac sôbre o altar? 22Não vês como a fé acompanhava as suas obras; e que a fé foi consumada pelas obras? 23E se cumpriu a Escritura, que diz: Abraão creu em Deus, e lhe foi imputadaa justiça e foi chamado amigo de Deus. 24Não vêdes como pelas obras é justificado o homem, e não pela fé somente? 25Do mesmo modo até Raab, sendo uma prostituta, não foi ela justificada pelas obras, recebendo os mensageiros e fazendo-os sair por outro caminho? 26Porque bem como um corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.

Salmos e ProvérbiosPr 11,9-16

Provérbios 11

9O fingidor com a bôca engana ao seu amigo: Mas os justos serão livres pela ciência. 10Nos bens dos justos exultará a cidade: E na perdição dos ímpios haverá ação de graças. 11A cidade será exaltada pela bênção dos justos: E destruída pela bôca dos ímpios. 12O que não tem senso, despreza ao seu amigo! Mas o homem prudente calar-se-á. 13O que anda com dobreza descobre os segredos: Mas o que é de coração leal, cala o que o amigo lhe confiou. 14Onde não há quem governe, perecerá o povo: Onde porém há muitos conselhos, aí haverá salvação. 15Aquêle que se faz responsável por um estranho, cairá na desventura: Mas o que evita os laços, estará em segurança. 16A mulher de engraçada compostura alcançará glória: E os robustos terão riquezas.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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