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Bíblia em um ano Dia 299/365

Dia 299

Jt 7–8 · 2Pd 3 · Pr 14,10-17 · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoJt 7–8
  2. Novo Testamento2Pd 3
  3. Salmos e ProvérbiosPr 14,10-17
Destaque da leitura de hoje“Quando o coração conhece bem a amargura da sua alma, não se misturará o estranho na sua alegria.”Provérbios 14,10

Antigo TestamentoJt 7–8

Judite 7

1No clia seguinte porém mandou Holofernes marchar os seus exércitos contra Betúlia. 2E os combatentes de pé eram cento e vinte mil, e vinte e dois mil homens de cavalaria, sém contar as recrutas dos homens, aos quais tinha aprisionado, e de tôda a mocidade que tinha levado por fôrça das províncias e das cidades. 3Todos se prepararam a um tempo para combater contra os filhos de Israel, e vieram ao longo do monte até o cume, que olha para Dotain, desde o lugar chamado Belma, até a Quelmon, que está defronte de Esdrelon. 4Mas os filhos de Israel, tanto que viram a multidão clêles, lançaram-se por terra, cobrindo as suas cabeças de cinza, pedindo unânimemente ao Deus de Israel que fizesse resplandecer sôbre êles a sua misericórdia. 5E tomando as suas armas de guerra se postaram nos lugares, que vão ter à vereda de um atalho entre os montes, e estavam ali guarnecendo-os todo o dia e tôda a noite. 6Mas Holofernes, ao tempo que averiguava em roda, achou que a fonte que corria para dentro. trazia a sua direção da parte do meio-dia por um aqueduto da parte de fora da cidade: E mandou que se lhes cortasse o aqueduto. 7Havia contudo fontes e não longe dos muros, donde se via que os sitiados iam às furtadelas tirar água mais para aliviar a sede do que para beber. 8Mas os amonitas, e os moabitas foram ter com Holofernes, e lhe disseram: Os filhos de Israel não confiam nem nas lanças, nem nas flechas, mas os montes os defendem, e outeiros escarpados os fortificam. 9Porém para que tu os possas vencer sem travar peleja, põe guardas às fontes, para não tirarem delas água, e sem puxares pela espada os matarás, ou ao menos fatigados da sêde eles entregarão a sua cidade, a qual como posta sôbre um monte têm por inconquistável. 10Agradou pois êste conselho a Holofernes e aos seus oficiais, e êle pôs cem homens de guarda ao redor de cada fonte. 11E tendo-se feito esta guarda por vinte dias, es-gotaram-se as cisternas, e conservas de água a todos os moradores de Betúlia, de maneira que não havia dentro da cidade de onde se pudessem saciar nem um só dia, porque todos os dias se repartia a água por medida ao povo. 12Então todos os homens, e mulheres, moços, e meninos, vieram juntos ter com Ozias, e todos a uma voz 13lhe disseram: Deus seja juiz entre nós e ti, porque tu nos trouxeste estes males, não querendo falar de paz com os assírios, e por isso nos entregou Deus nas suas mãos. 14E assim não há quem nos socorra, quando aos seus olhos nos achamos prostrados de sêde, e de grande miséria. 15Agora pois faze ajuntar todos os que há na cidade, para que todos nós nos rendamos voluntàriamente ao povo de Holofernes. 16Porque melhor é que cativos bendigamos ao Senhor, vivendo, do que morramos, e sejamos em opróbrio a todos os homens, vendo morrer aos nossos olhos as nossas mulheres, e as nossas crianças. 17Nós te conjuramos hoje diante do céu, e da terra, e diante do Deus de nossos pais, o qual se vinga de nós segundo nossos pecados, para que entregueis para já a cidade entre as mãos do exército de Holofernes, e para que o nosso fim se abrevie ao fio da espada, o qual se torna mais dilatado pelo ardor da sede. 18E tendo êles assim falado, levantou-se um grande pranto, e alarido em todo o ajuntamento, e por muitas horas clamaram a uma voz a Deus, dizendo: 19Nós pecamos com os nossos pais, obramos injustamente, cometemos iniquidades. 20Tu, que és piedoso, compadece-te de nós, ou com o teu flagelo castiga as nossas iniquidades, e não entregues os que te bendizem a um povo, que te não conhece, 21para que não digam entre as nações: Onde está o seu Deus? 22E depois de cansados com estes clamores, e com estes prantos ficaram em silêncio, 23levantando-se Ozias banhado em lágrimas, disse: Tende bom ânimo, irmãos, e por estes cinco dias esperemos misericórdia do Senhor. 24Talvez pois que aplaque a sua ira, e dê glória ao seu nome. 25Mas se, passados estes cinco dias nos não vier socorro, faremos o que vós dissestes,

Judite 8

1Aconteceu pois que tendo ouvido estas palavras Judite viúva, a qual era filha de Merari, filho de Idox, filho de José, filho de Ozias, filho de Elai, filho de Ja-nor, filho de Gedeão, filho de Rafaim, filho de Aquitob, filho de Melquia, filho de Enan, filho de Natania, filho de Salatiel, filho de Simeão, filho de Rúben: 2E seu marido chamava-se Manasses, que morreu ao tempo da ceifa das cevadas: 3Porque ao tempo que êle apressava os que atavam os feixes no campo, deu-lhe o ardor da calma na cabeça, e morreu em Betúlia, sua cidade, e foi ali sepultado com seus pais. 4Havia já três anos e meio que Judite tinha ficado viúva dêle. 5E no andar superior de sua casa fêz ela para si um quarto retirado, no qual se conservava clausurada com as suas criadas, 6e tendo um cilício sôbre os seus rins, jejuava todos os dias de sua vida, exceto os sábados, e as neomênias, e as festas da casa de Israel. 7E era de mui formosa presença, e seu marido lhe tinha deixado muitas riquezas, e uma grande família e fazendas, cheias de manadas de bois, e de rebanhos de ovelhas. 8E era ela estimadíssima de todos, porque tinha muito temor de Deus, e não havia ninguém que dissesse dela uma palavra de desdouro. 9Tendo pois ela sabido que Ozias tinha prometido entregar a cidade passados cinco dias, mandou chamar aos anciãos Cabri, e Carmi, 10e eles vieram ter com ela, e lhes disse: Que palavra é esta, em que conveio Ozias, de entregar a cidade aos assírios, se dentro de cinco dias vos não viesse socorro? 11E quem sois vós, que tentais ao Senhor? 12Não são estas as palavras, que conciliem a sua misericórdia, mas antes são palavras de excitar ira, e de acender furor. 13Vós prescrevestes o termo á misericórdia do Senhor, e ao vosso arbítrio lhe assinastes o dia. 14Mas porque o Senhor é paciente, arrependamo-nos disto mesmo, derramando lágrimas imploremos a sua misericórdia: 15Porque Deus não ameaça como os homens, nem êle se inflama em ira como os filhos dos homens. 16E por isso humilhemos a êle as nossas almas, e postos num espírito de abatimento, como servos seus, 17digamos ao Senhor com lágrimas, que segundo a sua vontade assim use conosco da sua misericórdia: Para que como se perturbou o nosso coração por causa da soberba daqueles, assim também nos gloriemos pela nossa humildade: 18Porque nós não seguimos os pecados de nossos pais, que deixaram o seu Deus, e adoraram os deuses estranhos, 19por cujo crime foram entregues à espada, e ao roubo, e à confusão de seus inimigos: Mas nós não conhecemos outro Deus senão o nosso. 20Esperemos com humildade as suas consolações, e êle vingará o nosso sangue das aflições que nos fazem nossos inimigos, e humilhará tôdas as nações quantas se levantam contra nós e as cobrirá de ignomínia o Senhor nosso Deus. 21E agora, irmãos, como vós sois os anciãos do povo de Deus, e de vós depende a sua vida, com as vossas palavras alentai os seus corações, para que se lembrem, que nossos pais foram tentados para serem experimentados, se êles verdadeiramente serviam ao seu Deus. 22Devem recordar-se como nosso pai Abraão foi tentado, e provado por muitas tribulações veio a ser o amigo de Deus. 23Assim Isaac, assim Jacó, assim Moisés, e todos os que agradaram a Deus, passaram fiéis por muitas tribulações. 24Aqueles, porém, que não receberam as provas com o temor do Senhor, e que mostraram a sua impaciência e impropério das suas murmurações contra O Senhor, 25foram exterminados pelo exterminador, e pereceram pelas serpentes. 26E nós pois não nos impacientemos por isto que padecemos, 27mas considerando que estes mesmos castigos são menores do que os nossos pecados, creiamos que estes flagelos do Senhor, com que como seus servos somos castigados, nos vieram para a nossa emenda, e não para nossa perdição. 28E Ozias, e os anciãos lhe responderam: Tudo isto, que nos tens dito, é verdade, e nada há repreensível nas tuas palavras. 29Agora pois ora por nós, porque tu és uma mulher santa e temente a Deus. 30E Judite lhes disse: Assim como reconheceis que o que eu vos disse é de Deus, 31assim também provai se o que eu resolvi a fazer vem de Deus, e rogai para que Deus faça eficaz O meu intento. 32Vós pôr-vos-eis esta noite à porta, e eu sairei com a minha criada: E fazei oração, para que assim, como vós dissestes, o Senhor dentro destes cinco dias olhe para o seu povo de Israel. 33Mas não quero que vós espreiteis o que eu determino fazer, e enquanto eu mesma não vos avisar, não -se faça outra coisa senão rogar por mim ao Senhor nosso Deus. 34E Ozias, príncipe de Judá, lhe disse: Vai em paz, e o Senhor seja contigo, para se vingar de nossos inimigos. E voltando se retiraram.

Novo Testamento2Pd 3

2 Pedro 3

1Esta é já, caríssimos, a segunda carta que vos escrevo, em ambas as quais desperto com admoestaçoes o vosso ânimo sincero: 2Para que tenhais presentes as palavras dos San-tos Profetas, de que já vos falei, e os mandamentos do Senhor e Salvador, que êle vos deu pelos seus Apóstolos: 3Sabendo isto primeiramente, que nos últimos tempos virão impostores artificiosos, que andarão segundo as 'suas próprias concupiscências, 4dizendo: Onde está a promessa, ou vinda dele? porque desde que os pais dormiram, tudo permanece assim como no princípio da criação. 5Mas isto é porque êles ignoram voluntàriamente que os Céus eram já dantes, e a terra foi tirada fora da água, e por meio da água subsiste pela palavra de Deus: 6Pelas quais coisas aquele mundo de então pereceu afogado em água. 7Mas os Céus ea terra, que agora existem, pela mesma palavra se guardam com cuidado, reservados para o fogo no' dia do juízo, e da perdição dos homens im-pios. 8Mas isto só não se vos esconda, caríssimos, que um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. 9Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns entendem: Mas espera com paciência por amor de vos, não quierendo que algum pereça, senão que todos se convertam à penitência. 10Virá pois como ladrão o dia do Senhor No qual passarão os Céus com grande ímpeto, e os elementos com o calor se dissolverão, e a terra e tôdas as obras que ha nela se abrasarão. 11Como pois tôdas estas coisas hajam de ser desfeitas, quais vos convém ser em santidade de vida, e em piedade de ações, 12esperando, e apropinquando-vos para a vinda do dia do Senhor, no qualeos Céus ardendo se desfarão, e os elementos com o ardor do fogo se fundirão? 13Porém esperamos, segundo as suas promessas, uns novos Céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça:. 14Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, procurai com diligência que sejais dêle achados em paz, imaculados e irrepreensiveis. 15E tende por salvação a larga paciência de nosso Senhor: Assim como também nosso irmão caríssimo Paulo vos escreveu segundo a sabedoria que lhe foi dada. 16Como também em tôdas as suas cartas, falando nelas disto, nas quais há algumas coisas difíceis de entender, as quais adulteram os indoutos e inconstantes, como também as outras Escrituras, para ruina de si mesmos. 17Vós pois, irmãos, estando já de antemão adver-tidos, guardai-vos: Para que não caiais da vossa própria firmeza levados do êrro dêstes insensatos. 18Mas crescei na graça, e no conhecimento de nosso Senhor, e Salvador Jesus Cristo. A êle glória, assim agora, como até no dia da Eternidade. Amém.

Salmos e ProvérbiosPr 14,10-17

Provérbios 14

10Quando o coração conhece bem a amargura da sua alma, não se misturará o estranho na sua alegria. 11A casa dos ímpios será destruída: Mas as tendas dos justos florescerão. 12Há um caminho, que parece direito ao homem: E no cabo êle guia para a morte. 13O riso será misturado com a dor, e aos fins do gôsto sucede a tristeza. 14O insensato será farto dos seus caminhos, e o homem virtuoso ficará superior a êle. 15O inocente dá crédito a tudo o que se lhe diz: O sagaz considera os seus passos. Ào filho que não é sincero, nada lhe sairá bom: Mas o servo que tem juízo, será afortunado nas suas emprêsas, e ver-se-á bem dirigido no seu. caminho. 16O sábio teme, e desvia-se do mal: O insensato passa adiante, e dá-se por seguro. 17O impaciente fará ações de loucura: E o homem dissimulado é odioso.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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