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Bíblia em um ano Dia 298/365

Dia 298

Jt 5–6 · 2Pd 2 · Pr 14,1-9 · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoJt 5–6
  2. Novo Testamento2Pd 2
  3. Salmos e ProvérbiosPr 14,1-9
Destaque da leitura de hoje“Aquêle que anda pelo caminho direito, e que teme a Deus, é desprezado pelo outro, que anda pelo caminho infame.”Provérbios 14,2

Antigo TestamentoJt 5–6

Judite 5

1Deu-se pois aviso a Holofernes general das tropas dos assírios, que os filhos de Israel se preparavam para resistir, e que tinham fechado as passagens dos montes, 2e com demasiado furor se inflamou em grande cólera: E chamou todos os príncipes de Moab e os chefes dos amonitas, 3e disse-lhes: Dizei-me que povo é este, que ocupa os montes: E quais ou quantas sejam as suas cidades: Que poder seja também o deste povo, ou qual a sua multidão: Ou quem seja o general do seu exército: 4E por que dentre todos, os que habitam no Oriente, estes nos desprezaram, e não vieram ao nosso encontro, para nos receberem em paz? 5Então Aquior, chefe de todos os filhos de Amon, respondendo, disse: Meu senhor, se tu te dignas de ouvir-me, eu te direi a verdade na tua presença, no tocante a êste povo que habita nos montes, e da minha bôca não sairá palavra falsa. 6Êste povo é da raça dos caldeus. 7Êle habitou primeiramente em Mesopotâmia, porque não quiseram seguir os deuses de seus pais, que moravam na terra dos caldeus. 8Tendo pois deixado as cerimônias de seus pais, que consistiam na multidão de deuses, 9adoraram a um só Deus do Céu, o qual lhes mandou que saíssem dali, e que fôssem assistir em Caran. Mas como sobreviesse em todo o país uma grande fome, desceram ao Egito, e ali pelo espaço de quatrocentos anos se multiplicaram, de sorte que o seu exército era inumerável. 10E como o rei do Egito os tratasse duramente, e os sujeitasse a trabalhar em barro e ladrilho, para se edificarem as suas cidades, clamaram ao seu Senhor, e êste feriu tôda a terra do Egito com várias pragas. 11E como os egípcios os lançassem de si, e a praga os deixasse, e quisessem outra vez sujeitá-los, e reduzi-los à sua escravidão, 12o Deus do Céu lhes abriu o mar quando fugiam, de modo que duma e doutra parte as águas se fizeram sólidas como um muro, e êles passaram a pé enxuto atravessando o fundo do mar. 13A tempo que o inumerável exército dos egípcios ia em alcance deles neste lugar, de tal sorte ficou êste coberto das águas, que não escapou nem sequer um que contasse à sua posteridade o sucesso. 14Depois de saírem do mar Vermelho, acamparam-se nos desertos do monte Sina, onde nunca homem algum pôde habitar, e onde ninguém assistiu. 15Ali as fontes amargosas se tornaram doces para êles beberem, e por espaço de quarenta anos alcançaram do Céu o sustento. 16Em tôda a parte onde entravam sem arco e sem flecha, e sem escudo e sem espada, o seu Deus pelejou a favor deles, e venceu. 17E não achou nunca quem insultasse a êste povo, senão quando se apartou do culto do Senhor seu Deus. 18Porque tôdas as vezes que êles adoraram outro Deus que não fôsse o seu, foram entregues ao roubo, à espada, e ao opróbrio. 19E tôdas as vêzes que se arrependeram de ter deixado o culto do seu Deus, o Deus do Céu lhes deu forças para resistirem, 20Por último assolaram o rei dos cananeus, e dos jebuseus, e dos fereseus, e dos heteus, e dos heveus, e dos amorreus, e todos os poderosos de Hesebon, e se apossaram das suas terras, e das suas cidades: 21E enquanto não pecaram contra o seu Deus, eram felizes: Porque o seu Deus aborrece a iniquidade. 22E ainda há poucos anos, havendo-se desviado do caminho, que Deus lhes tinha mostrado, para andarem nêle, foram êles dispersos em batalhas por diversas nações, e muitos dêles foram levados cativos a uma terra estranha. 23Mas agora de pouco tendo-se voltado para o Senhor seu Deus, eles se tornaram a ajuntar dos lugares por onde tinham sido dispersos, e subiram a todos estes montes, e estão outra vez de posse de Jerusalém, onde têm o seu santuário. 24Agora pois, meu Senhor, informa-te tu se este povo tem cometido algum pecado na presença do seu Deus: E vamos a êles, porque o seu Deus sem dúvida os entregará às tuas mãos, e ficarão sujeitos debaixo do teu poder. 25Mas se este povo não tem ofendido ao seu Deus, nós não lhe poderemos resistir: Porque o seu Deus os defenderá: E nós seremos o opróbrio de tôda a terra. 26E sucedeu, que tendo Aquior cessado de falar assim, todos os magnates de Holofernes se encolerizaram, e cuidavam em o matar, dizendo um para O outro: 27Quem é êste que diz que os filhos de' Israel podem resistir ao rei Nabucodonosor, e aos seus exércitos, sendo êlcs uns homens sem armas, e sem forças, e sem ciência na arte de pelejar? 28Para que logo Aquior conheça que nos engana, vamos aos montes: E depois que forem tomados os valentes dentre êles, então o passaremos com êles ao fio da espada: 29Para que saiba tôda a gente que Nabucodonosor é o deus da terra, e que fora êle não há outro.

Judite 6

1Sucedeu pois que tendo deixado de falar, Holofernes, fortemente endurecido, disse a Aquior: 2Já que tu profetizaste, dizendo-nos, que o povo de Israel há-de ser defendido pelo seu Deus, para eu te. mostrar que não há outro Deus, senão Nabucodonosor: 3Quando nós os tivermos mortos a todos como: a um só homem, então tu mesmo cairás também com. êles debaixo dó ferro dos assírios, e todo o povo de Israel perecerá contigo: 4Conhecerás tu que Nabucodonosor é o Senhor de tôda a terra: E então a espada dos meus soldados passará o teu corpo, e tu cairás atravessado entre os feridos de Israel: E não respirarás mais até que sejas exterminado com êles. 5Mas porém se tu crês que a tua profecia é verdadeira, não se abata o teu rosto, a palidez de que está, coberto o teu semblante, te deixe, se imaginas que estas. minhas palavras se não podem cumprir. 6E para que pois conheças que tens de experimentar com. êles esta infelicidade, serás desde já associado a êste povo, a fim de que quando receberem as, dignas penas da minha espada, fiques tu também sujeito. à vingança juntamente. 7Então mandou Holofernes à sua gente que prendessem a Aquior, e que o levassem a Betúlia, e o entregassem nas mãos dos filhos de Israel. 8E tendo pegado em Aquior os servos de Holofernes, partiram pelas campinas, mas estando perto dos montes, saíram contra êles os atiradores de funda. 9E êles desviando-se do lado do monte, ataram Aquior de mãos e pés a uma árvore, e assim prêso com cordas o deixaram, e voltaram para seu senhor. 10Ora os filhos de Israel descendo de Betúlia, vieram ter com êle: E desatando-o o levaram para Betúlia, e tendo-o pôsto no meio do povo, perguntaram-lhe por que motivo os assírios o deixaram atado. 11Por este tempo eram ali chefes Ozias, filho de Mica da tribo de Simeão, e Carmi, que também se chamava Gotoniel. 12E Aquior pôsto no meio dos anciãos, e em presença de todos, contou tudo o que êle tinha falado sendo perguntado por Holofernes e como a gente de Holofernes O quisera matar por ter falado assim, 13e como o mesmo Holofernes cheio de cólera mandara que o entregassem aos israelitas por esta causa: A fim de que depois que êle tivesse vencido aos filhos de Israel, fizesse então também morrer ao mesmo Aquior com diversos suplícios, por êle ter dito: O Deus do Céu é o seu defensor. 14E tendo Aquior referido tôdas estas coisas, todo o povo se prostrou com o rosto em terra, adorando ao Senhor, e misturando os seus gritos e prantos ofereceram concordemente as suas orações ao Senhor, 15dizendo: Senhor Deus do Céu «e da terra,. lança os olhos para a soberba destes homens, e considera o nosso abatimento, e atende ao voto dos que tu santificaste, e mostra que não desamparas aos que presumem de ti: E que humilhas aos que presumem de si mesmos, e se gloriam do seu poder. 16Acabado pois o chôro, e completa a oração dos povos, que durou todo o dia, consolaram a Aquior, 17dizendo: O Deus de nossos pais, cujo poder tu publicaste, êle te dará por isso a recompensa, para que tu vejas antes a ruína dêles. 18E quando o Senhor nosso Deus tiver dado -esta. liberdade aos seus servos, Deus seja também contigo no meio de nós: Para que, segundo fôr do teu agrado, assim vivas conosco, tu e todos os teus. 19Então Ozias, despedida a assembleia, o recebeu em sua casa, e deu-lhe uma grande ceia. 20E convidados todos os anciãos, depois de completo jejum, tomaram juntos a sua refeição. 21Depois porém foi convocado todo o povo, e fizeram por tôda a noite oração dentro da igreja, pedindo socorro ao Deus de Israel.

Novo Testamento2Pd 2

2 Pedro 2

1Houve porém no povo até falsos profetas, assim como também haverá entre vós falsos doutores, que intro-duzirão seitas de perdição, e negarão aquele Senhor que os resgatou, trazendo sôbre si mesmos apressada ruína. 2E muitos seguirão as suas dissoluções, por quem será blasfemado o caminho da verdade. 3E por avareza com palavras fingidas farão de vós-outros uma espécie de negócio: Cuja condenação já de longo tempo não tarda: E a perdição dêles não dormita. 4E se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas tirados pelos calabres do inferno, os precipitou no abismo, para serem atormentados, e tidos como de reserva até o juízo. 5E se ao mundo original não perdoou, mas guardou a Noé, oitavo pregoeiro da sua justiça, trazendo o dilúvio sôbre um mundo de ímpios. 6E se êle castigou com uma total ruina as cidades de Sodoma: e de Gomorra, reduzindo-as a: cinzas: Pondo-as por escarmento daqueles que vivessem em impiedade. 7E livrou ao justo Ló oprimido das injúrias daqueles abômináveis, e da sua vida relaxada 8Porque de vista, e pela nomeada era justo: Habitando entre aqueles que todos os dias atormentavam uma alma justa com obras detestaveis. 9O Senhor sabe livrar da tentação aos justos: E reservar aos maus para o dia do juízo, a fim de serem atormentados. 10E principalmente aqueles que, seguindo a carne, andam em desejos impuros, e desprezam a dominação; atrevidos, pagos de si mesmos, não temem introduzir novas seitas, blasfemando: 11Sendo assim que os Anjos, que são maiores em fortaleza, e em virtude, não pronunciam contra si juízo de execração. 12Mas êstes, como animais sem razão, naturalmente feitos para prêsa e para perdição, blasfemando das coisas que ignoram, perecerão na sua corrupção, 13recebendo a paga da sua injustiça, reputando por prazer as delícias do dia: Que são contaminações e manchas, entregando-se com excesso aos prazeres, mostrando a sua dissolução nos banquetes que celebram convosco. 14Tendo os olhos cheios de adultério; e de um continuo pecado: Atraindo com afagos as almas inconstantes, tendo um coração exercitado em avareza, como filhos da maldição: 15Que deixando o caminho direito, se extraviaram, seguindo o caminho de Balaão, filho de Bosor, que amou o prêmio da maldade: 16Mas teve a repreensão da sua loucura: Um animal mudo, em que ia montado, falando com voz de homem, refreou a insipiência do Profeta. 17Estes são umas fontes sem água, e umas névoas agitadas de turbilhões, para os quais está reservada a obscuridade das trevas. 18Porque falando palavras arrogantes de vaidade, atraem aos desejos impuros da carne aos que pouco antes haviam fugido dos que vivem em êrro: 19Prometendo-lhes a liberdade, quando êles mesmos são escravos da corrupção: Porque todo o que é vencido, é também escravo daquele que o venceu. 20Porque se depois de se terem retirado das cor-rupções do mundo pelo conhecimento de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador, se deixam delas vencer, enredan-do-se de novo: E” o seu último estado pior do que o primeiro. 21Porque melhor lhes era não ter conhecido o caminho da justiça, do que depois de o ter conhecido tornar para trás, deixando aquele mandamento santo, que lhes fôra dado. 22Porque lhes sucedeu o que diz aquele verdadeiro provérbio: Voltou o cão ao que havia vomitado: E a porca lavada tornou a revolver-se no lamaçal.

Salmos e ProvérbiosPr 14,1-9

Provérbios 14

1A mulher prudente edifica a sua casa. A insipiente destruirá ainda com as suas mãos a que está já feita. 2Aquêle que anda pelo caminho direito, e que teme a Deus, é desprezado pelo outro, que anda pelo caminho infame. 3Na bôca do insensato está a vara da soberba: Mas os lábios dos sábios são os que os. conservam. 4Onde não há bois despejada está a abegoaria: Mas onde há muitíssimas searas, aí está manifesta a fôrça do boi. 5A testemunha fiel não mente: Mas a testemunha dolosa profere a mentira. 6O mofador busca a sabedoria, e não a acha: A doutrina dos prudentes é fácil. 7Caminha ao contrário do homem insensato, pois não sabe as palavras da prudência. 8A sabedoria do homem sagaz é compreender bem o seu caminho: E a imprudência dos insensatos é errante. 9O insensato zombará com o pecado. e entre os justos morará a graça.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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