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Bíblia em um ano Dia 302/365

Dia 302

Jt 15–16; Est 1 · Jo 2 · Pr 15,1-8 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoJt 15–16; Est 1
  2. Novo TestamentoJo 2
  3. Salmos e ProvérbiosPr 15,1-8
Destaque da leitura de hoje“A língua pacífica é uma árvore de vida: Mas a que é imoderada, quebrantará o espírito.”Provérbios 15,4

Antigo TestamentoJt 15–16; Est 1

Judite 15

1Quando pois todo o exército soube que Holofernes estava degolado, perderam a razão, e o conselho, e agitados unicamente do temor e do mêdo, buscam a sua salvação fugindo, 2de sorte que nenhum falava ao seu companheiro, mas de cabeça baixa, desamparado tudo, apressavam-se em escapar dos hebreus, os quais eles ouviam dizer que vinham de mão armada sôbre eles, que fugiam pelos caminhos dos campos e pelas veredas dos outeiros. 3Os israelitas pois vendo-os fugir, foram em seguimento deles. E desceram tocando trombetas, e gritando após êles. 4E como os assírios desordenados, iam fugindo precipitadamente: E os israelitas os perseguiam juntos em um só batalhão, destroçavam todos quantos podiam encontrar. 5Mandou pois Ozias mensageiros a tôdas as cidades e províncias de Israel. 6Assim cada província, e cada cidade, mandou: em seu alcance escolhidos mancebos armados, e os perseguiram ao fio da espada até as extremidades dos seus confins. 7E os que tinham ficado em Betúlia, entraram no campo dos assírios, e levaram o despojo, que os assírios na sua fugida tinham deixado, e se carregaram muito. 8Aqueles porém que tornaram vitoriosos para Betúlia, trouxeram consigo tudo o que era dos assírios, de modo que eram inumeráveis os gados, e os animais, e tôdas as suas bagagens, de sorte que todos, desde o mais pequeno até o maior, ficaram ricos dos seus despojos. 9E o sumo pontífice Joacim veio de Jerusalém a Betúlia com todos os seus anciãos, para ver a Judite. 10A qual tendo saído a recebê-los, eles a abençoaram todos a uma voz, dizendo: Tu és a glória de Jerusalém, tu a alegria de Israel, tu a honra do nosso povo: 11Porque obraste varonilmente, e o teu coração se fortificou, porque amaste a castidade, e depois de teu marido, não conheceste outro homem: Por isso não só a mão do Senhor te fortaleceu, mas também serás bendita eternamente. 12E todo o povo respondeu: Assim seja, assim seja. 13E por trinta dias apenas pôde o povo de Israel recolher os despojos dos assírios. 14Mas tudo aquilo que se conheceu que pertencia a Holofernes, o deram a Judite, em ouro, e em prata, e em vestidos, e em pedraria preciosa, em tôda a sorte de alfaias, e tudo lhe foi dado pelo povo. 15E todos os povos, mulheres, e donzelas, e mancebos mostravam o seu regozijo ao som dos instrumentos músicos, e das cítaras.

Judite 16

1Então cantou Judite ao Senhor este cântico, dizendo: 2Começai os louvores do Senhor ao som dos tambores, cantai em glória ao Senhor ao som dos tímbales, entoai-lhe em melodiosos cânticos um novo salmo, exaltai e invocai o seu nome, 3O Senhor que faz em pó os exércitos, o seu nome é o Senhor. 4Que pôs o seu campo no meio do seu povo, para nos livrar da mão de todos os nossos inimigos. 5O assírio veio dos montes da parte do Aquilão com multidão de sua fôrça: Cuja multidão esgotou as torrentes, e a sua cavalaria cobriu os vales. 6Êle jurou que havia de queimar as minhas terras, e que havia de passar ao fio da espada os meus mancebos, que havia de dar em presa as minhas crianças, e que havia de fazer cativas as minhas donzelas. 7Porém o Senhor todo poderoso o feriu e o entregou nas mãos duma mulher, que lhe tirou a vida. 8Porque o poderoso entre eles não foi prostrado às mãos dos mancebos, nem os filhos de Titã. o feriram, nem desmarcados gigantes se lhe opuseram, mas Judite, filha de Merari, o derrubou com a formosura do seu rosto. 9Ela pois se despiu do traje de viúva, e se ataviou com os vestidos de alegria para exultação dos filhos de Israel. 10Ela ungiu o seu rosto com pomadas cheirosas, e enastrou os anéis de seus cabelos com uma coifa, vestiu-se dumas roupas novas para o enganar. 11As suas sandálias lhe arrebataram os olhos, a sua beleza lhe cativou a alma, ela lhe cortou a cabeça com o alfanje. 12Os persas se espantaram da sua constância, e os medos da sua afoiteza. 13Então bramaram os arraiais dos assírios, quando apareceram os meus humildes mirrados da sêde. 14Os filhos das mulheres moças os traspassaram a golpes, e os mataram como a meninos que fogem: Êles pereceram no combate em a presença do Senhor meu Deus. 15Cantemos um hino ao Senhor, cantemos um novo hino ao nosso Deus. 16Adonai, Senhor, tu és grande, e esclarecido pela tua fortaleza, e a quem ninguém pode vencer. 17Tôdas as tuas criaturas te obedeçam: Porque tu falaste, e foram feitas: Tu mandaste o teu espírito, e foram criadas, e não há quem resista à tua voz. 18Os montes desde os fundamentos serão abalados com as águas: Os penhascos, bem como a cêra, se derreterão diante da tua face. 19Porém aqueles que te temem, serão grandes diante de ti em tôdas as coisas. 20Desgraçada a nação que se levantar contra o meu povo: Porque o Senhor todo poderoso se vingará dela, e a visitará no dia do juízo. 21Êle fará vir sôbre as suas carnes o fogo e os bichos, para serem queimados, e para sentirem eternamente. 22E sucedeu então que todo o povo depois da vitória veio a Jerusalém a adorar o Senhor: E tanto que se purificaram, todos ofereceram os seus holocaustos, e cumpriram os seus votos, e as suas promessas. 23Mas Judite ofereceu como um anátema de esquecimento todos os arnezes de Holofernes, que o povo lhe tinha dado, e o pavilhão, que ela mesma tinha tirado do leito dele. 24E o povo esteve em grande regozijo à vista dos santos lugares, e a alegria desta vitória foi celebrada com Judite por espaço de três meses. 25E passados aqueles dias, cada um tornou para sua casa, e Judite ficou sendo célebre em Betúlia, e era a pessoa mais considerável de tôda a terra de Israel. 26Porque a castidade estava junta à sua virtude, de tal sorte que nunca em todos os dias da sua vida conheceu mais homem, desde que morreu Manasses seu marido. 27E nos dias de festa aparecia em público com grande glória. 28E morou na casa de seu marido até à idade de cento e cinco anos, e deu carta de alforria à sua escrava, e faleceu e foi sepultada em Betúlia com seu marido. 29E todo o povo a chorou por sete dias. 30E em todo o tempo de sua vida, e muitos anos depois da sua morte, não houve quem perturbasse a Israel, 31E o dia da festividade desta vitória foi pôsto pelos hebreus na classe dos dias santos, e desde aquele tempo até hoje é festejado pelos judeus.

Ester 1

1Em tempo de Assuero, que reinou desde a Índia até a Etiópia sôbre cento e vinte sete Províncias: 2Quando êle se assentou no trono do seu reino, era a cidade de Susa a capital do seu império. 3E no ano terceiro do seu império fêz um grande convite a todos os príncipes, e gentes da sua côrte, aos, mais valorosos dos persas, e ilustres dos medos. e aos governadores das províncias estando êle presente, 4para ostentar as riquezas da glória do seu reino, e mostrar a grandeza do seu poder, por muito tempo, a saber, de cento e oitenta dias. 5E quando se cumpriam os dias deste convite, convidou a todo o povo, que se achava em Susa, desde o maior até o menor: E ordenou que por sete dias se preparasse um banquete no átrio do jardim, e do bosque que estava plantado de real mão e com magnificência real. 6E pendiam de tôdas as partes pavilhões de côr celeste e branca e de jacinto, sustidos de cordões de finíssimo linho, e de púrpura, que passavam por anéis de marfim, e se sustinham em colunas de mármore. Havia também dispostos leitos de ouro, e de prata sôbre o pavimento semeado de esmeraldas e de mármore de Paros: Embutido com admirável variedade de figuras. 7E os convidados bebiam por vasos de ouro, e os manjares se serviam em baixela sempre diferente. Servia-se assim mesmo vinho em abundância, e excelente, como correspondia à magnificência de um rei. 8Ninguém constrangia a beber os que o não queriam: Antes tinha ordenado o rei que um dos grandes da sua côrte presidisse a cada mesa, para que cada um tomasse o de que gostava. 9A rainha Vasti também fêz um banquete para as mulheres no palácio, em que o rei Assuero costumava residir. 10E ao dia sétimo, quando o rei estava mais alegre, e no calor do vinho, que êle tinha bebido com excesso, mandou a Mauman, e Bazata, e Plarbona, e Bagata, e Abgata, e Zetar, e Carcas, sete eunucos, que assistiam ao seu serviço, 11que introduzissem à presença do rei a rainha Vasti, com o seu diadema na cabeça, para que todos os seus povos, e grandes da côrte vissem a sua beleza: Porque era em extremo formosa. 12Porém ela recusou obedecer, e se dedignou de ir, conforme o rei lhe tinha mandado intimar pelos eunucos. Do que irado o rei, e todo transportado em furor, 13consultou os sábios, que sempre andavam juntos da sua pessoa, conforme o costume ordinário de todos os reis, e por cujo conselho fazia êle tôdas as coisas, porque sabiam as Leis, e ordenações antigas: 14(Ora os primeiros e os mais próximos eram Carsena, e Setar, e Admata, e Tarsis, e Marés e Mar-sana, e Mamucã, que eram os sete principais dos persas, e dos medos, que nunca perdiam de vista o rei, e que costumavam ser os primeiros que se assentavam ao pé dele.) 15A que pena estava sujeita a rainha Vasti, por não haver obedecido à ordem de el-rei Assuero, que lhe havia enviado pelos eunucos. 16E respondeu Mamucã em presença do rei, e dos grandes: A rainha Vasti não somente ofendeu ao rei, mas também a todos os povos, e a todos os príncipes, que há por tôdas as províncias do rei Assuero. 17Porque o que fêz a rainha chegará à notícia de tôdas as mulheres, para que tenham em pouco a seus maridos, e digam: O rei Assuero mandou vir a rainha Vasti à sua presença, e ela não quis. 18E à sua imitação as mulheres de todos os persas e medos desprezarão os mandados de seus maridos: O que suposto a ira do rei é justíssima. 19Se é pois do teu agrado, faze que se publique um edito, e que se escreva conforme a lei dos persas e medos, que não é permitido violar, que a rainha Vasti não torne jamais à presença do rei, senão que receba o seu reino outra que seja melhor que ela. 20E isto seja publicado por todo o domínio das tuas províncias (que é mui dilatado), e tôdas as mulheres tanto de grandes, como de pequenos darão honra a seus maridos: 21Pareceu bem o conselho ao rei, e aos grandes: E o rei o fêz conforme o conselho de Mamucã. 22E enviou cartas a tôdas as províncias do seu reino, em diversas línguas, e caracteres, conforme cada nação o pudesse entender, e ler, dizendo, que os maridos são os senhores, e os superiores em suas casas: E que isto se publicasse por todos os povos.

Novo TestamentoJo 2

João 2

1E dali a três dias se celebraram umas bodas em Caná de Galiléia: E achava-se lá a mãe de Jesus. 2E foi também convidado Jesus com seus discípulos para o noivado. 3E faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Êles não têm vinho. 4E Jesus lhe respondeu: Mulher, que importa isso a mim e a vós? ainda não é chegada a minha hora. 5Disse a mãe de Jesus aos que serviam: Fazei tudo o que êle vos disser. 6Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para servirem às purificações de que usavam os judeus, que cada uma levava dois ou três almudes. 7Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até acima. 8Então lhes disse Jesus: Tirai agora e levai ao Ar-quitriclino. E êles lha levaram. 9Eo que governava a mesa, tanto que provou a água, que se fizera vinho, como não sabia donde lhe viera, ainda que o sabiam os serventes, porque eram os que tinham tirado a água: Chamou ao noivo o tal Arquitric-lino, 10e disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o bom vinho: E quando já os convidados têm bebido bem, então lhe apresenta o inferior: Tu ao contrário tiveste o bom vinho guardado até agora. ao, 11Por êsse milagre deu Jesus princípio aos seus em Caná de Galiléia: E assim fêz que se conhecesse a sua glória, e seus discípulos creram nele. 12Depois disto vieram para Cafarnaum, êle e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos: Mas não se demoraram ali muitos dias. 13Porque como estava a chegar a Páscoa dos judeus, foi logo Jesus para Jerusalém. 14E achou no Templo a muitos vendendo bois, e ovelhas, e pombas, e os cambiadores lá sentados. 15E tendo feito de cordas um como azorrague, os lançou fora a todos do Templo, também as ovelhas, e os bois, é arrojou por terra o dinheiro dos cambiadores, e derribou as, mesas. 16E para os que vendiam as pombas, disse: Tirai daqui isto, e não façais da casa de meu Pai casa de negociação. 17Então se lembraram seus discípulos, do que está escrito: O zêlo da tua casa me comeu. 18Perguntaram-lhe pois os judeus, e disseram-lhe: Que milagre nos fazes tu, para mostrares que tens autoridade para fazeres estas coisas? 19Respondeu-lhes Jesus, e disse: Desfazei êste Templo, e eu o levantarei em três dias. 20Replicaram. logo os judeus: Em se edificar êste Templo gastaram-se quarenta e seis anos, e tu hás de levantá-lo em três dias? 21Mas êle falava do Templo de seu corpo. 22Assim que depois que êle ressurgiu dos mortos, se lembraram seus discípulos do que êle dissera, e creram na Escritura, e nas palavras que Jesus tinha dito: 23E estando em Jerusalém pela festa solene da Páscoa, muitos, vendo os milagres que êle fazia, creram no seu nome. 24Mas o mesmo Jesus não se fiava dêles, porqu-e os conhecia a todos. 25E porque não necessitava de que lhe dessem testemunho de homem algum: Pois êle bem sabia por si mesmo o que havia no homem.

Salmos e ProvérbiosPr 15,1-8

Provérbios 15

1A resposta branda quebra a ira: A palavra dura suscita o furor: 2A língua dos sábios orna a ciência: A bôca dos insensatos tôda se desfaz em dizer loucuras. 3Os olhos do Senhor em todo o lugar contemplam aos bons e aos maus. 4A língua pacífica é uma árvore de vida: Mas a que é imoderada, quebrantará o espírito. 5O insensato faz escárnio da correção de seu pai: Mas o que toma para si as repreensões, far-se-á mais avisado. Na abundante justiça há uma grandíssima fôrça, mas os pensamentos dos ímpios serão desarraigados. 6A casa do justo é mui grande fortaleza: E nos frutos do ímpio não há senão turbação. 7Os lábios dos sábios difundirão a ciência: O coração dos insensatos será dissemelhante. 8As vítimas dos ímpios são abomináveis ao Senhor: Os votos dos justos o aplacam.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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