Dia 303
Est 2–4 · Jo 3,1-18 · Pr 15,9-17 · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Mais vale ser chamado com afeto a comer umas ervas, do que comer um gordo novilho com desamor.”Provérbios 15,17
Antigo TestamentoEst 2–4
Ester 2
1Passadas assim as coisas, quando a ira do rei era já aplacada, lembrou-se êle de Vasti, e do que ela tinha feito e do que tinha padecido: 2E disseram-lhe os criados do rei, e seus ministros: Busquem-se para o rei donzelas, que sejam vir: gens e formosas, 3e enviem-se por tôdas as províncias pessoas que escolham donzelas de bom parecer e virgens: E tragam-nas à cidade de Susa, e ponham-se na casa das mulheres em poder do eunuco Egeu, que está encarregado de guardar as mulheres do rei: E aprontem-se-lhes todos os seus atavios, e o mais que houverem mister. 4E aquela que entre tôdas mais agradar aos olhos do rei, essa será rainha em lugar de Vasti. Agradou este parecer ao rei: E mandou-lhes que fizessem conforme tinham aconselhado. 5Havia na cidade de Susa um homem judeu, por nome Mardoqueu, filho de Jair, filho de Semei, filho de Cis, da linhagem de Jemini, 6que tinha sido trasladado de Jerusalém naquele tempo, que Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha feito levar para esta cidade a Jeconias, rei de Judá. 7Tinha êle criado uma filha do seu irmão, chamada Edissa, e por outro nome Ester: E tinha ela perdido pai e mãe: Era em extremo formosa, e engraçada. E havendo falecido seu pai, e sua mãe, Mardoqueu a tinha adotado por filha. 8Como pois por tôda a parte se tivesse publicado o mandado do rei, e se trouxessem a Susa muitas donzelas formosíssimas, e se entregassem ao eunuco Egeu: Trouxeram-lhe também entre as outras a Ester, para ser guardada com as mulheres. 9Ela lhe agradou, e achou graça em seus olhos. E mandou a um eunuco, que se desse pressa aos enfeites, e lhe desse o que lhe pertencia, e sete donzelas das de melhor parecer da casa do rei, e que atendesse ao adorno e bom tratamento assim dela como das suas criadas. 10Ester não lhe quis dizer de que terra nem de que nação era: Porque Mardoqueu lhe tinha ordenado que guardasse nisso um grande segredo: 11Êle todos os dias passeava diante do vestíbulo da casa, onde estavam guardadas as virgens escolhidas, cuidadoso do estado em que se acharia Ester, e desejoso de saber o que lhe aconteceria. 12E quando chegou o tempo em que cada uma das donzelas, pela sua ordem, devia ser apresentada ao rei, e concluídas tôdas as coisas que correspondiam ao seu adorno, ia já correndo o mês duodécimo: Porquanto, por seis meses se ungiam com óleo de mirra, e por outros seis usavam de certos unguentos e aromas. 13E quando se haviam de apresentar ao rei lhes davam tudo quanto pediam concernente ao seu adorno, e ataviando-se a seu gosto, desde a habitação das mulheres passavam à câmara do rei. 14E a que havia entrado à noite, saía pela manhã, e dali era levada a outra segunda habitação, que estava ao cuidado do eunuco Susagazi, que tinha o governo das concubinas do rei: E não podia já voltar de novo ao rei, se o rei, o não quisesse, e por seu nome a mandasse vir. 15Passado pois um certo tempo, estava já pro-ximo o dia em que devia ser apresentada ao rei Ester, filha de Abiail, irmão de Mardoqueu, à qual este havia adotado por filha. Não pediu ela nada para se ataviar, mas o eunuco Egeu que tinha inspeção sôbre as donzelas, lhe deu o que quis para que se enfeitasse. Porque era de um ar mui formoso, e de incrível beleza, e parecia aos olhos de todos engraçada e amável. 16Foi pois levada à câmara do rei Assuero no décimo mês, chamado Tebet, no sétimo ano do seu reino. 17O rei a amou mais do que a tôdas as outras mulheres, e ela achou graça e favor diante dêle mais que todas as mulheres, e-pôs sôbre a sua cabeça a coroa real, e a fêz rainha em lugar de Vasti. 18E mandou que se preparasse um banquete mag-nificentíssimo para todos os grandes, e para os seus criados pelo casamento e vodas de Ester. E concedeu alívio a tôdas as províncias, e fêz donativos dignos da magnificência dum tão grande príncipe. 19E enquanto a segunda vez se buscavam virgens, e se ajuntavam num mesmo lugar, estêve Mardoqueu sempre assistindo à porta do rei. 20Ester conforme a sua ordem, contudo não havia ainda manifestado a sua pátria, e nação. Porque Ester cumpria pontualmente quanto êle mandava: E tudo fazia do mesmo modo que costumava fazê-lo, quando sendo menina a criava. 21Naquele tempo pois em que Mardoqueu estava à porta do rei, mostraram-se mal contentes Bagatan, e Tares, dois eunucos do rei, que eram porteiros, e cuida» vam da primeira entrada do palácio: E intentaram levantar-se contra o rei, e matá-lo. 22O que descobriu' Mardoqueu, e imediatamente deu disso parte á rainha Ester: E ela ao rei em nome de Mardoqueu, que lhe havia dado aviso. 23Fizeram-se as averiguações, e se achou ser verdade: E ambos morreram em uma fôrça. E tudo foi registrado nas histórias e pôsto nos anais na presença do rei.
Ester 3
1Depois disto exaltou o rei Assuero a Aman, filho de Amadat, que era da linhagem de Agag: E pôs o seu assento sôbre todos os príncipes que tinha. 2E todos os servos do rei, que estavam à porta do palácio, dobravam os joelhos diante de Aman, e o adoravam: Porque assim o tinha mandado o imperador: Só Mardoqueu não dobrava os joelhos diante dêle, nem o adorava. 3E os servos do rei que presidiam às portas do palácio, lhe disseram: Porque não cumpres as ordens do rei como os outros. 4E depois de lhe dizerem isto muitas vezes, vendo que êle os não queria ouvir, disseram-no a Aman, querendo saber se êle: persistiria nesta resolução: Porque lhes tinha dito que êle era judeu. 5O que ouvido por Aman. e tendo conhecido por experiência que Mardoqueu não dobrava os joelhos diante dêle, e não o adorava, concebeu grande ira, 6mas êle reputava por nada empregar as suas mãos só em Mardoqueu: Porque tinha ouvido que era judeu de nação: E quis antes acabar com tôda a nação dos judeus, que assistiam ao reino de Assuero. 7No ano duodécimo do reino de Assuero, no primeiro mês (chamado Nisan) foi diante de Aman lan-cada na urna a sorte, que em hebreu se chamava Fur, para se saber em que dia e em que mês se devia matar tôda a nação judaica: E caiu a sorte no duodécimo mês chamado Adar. 8Então disse Aman ao rei Assuero: Há um povo disperso por todas as províncias do teu reino, e separado entre si mutuamente, que pratica novas leis e cerimônias, e que de mais a mais despreza as ordenações do rei, E tu sabes muito bem que é do interesse do teu reino não sofrer que a licença o torne ainda mais insolente. 9Ordena logo, se te apraz, que êle pereça, e eu pagarei aos tesoureiros do teu erário dez mil talentos. 10Então o rei tirou do seu dedo o anel, que costumava trazer, e o deu a Aman, filho de Amadati, da linhagem de Agag, inimigo dos judeus, 11e disse-lhe: Guarda para ti a prata, que me ofereces, e no tocante aó povo faze o que quiseres. 12E foram chamados os secretários do rei no mês primeiro de Nisan, no dia treze do mesmo mês: E foi escrito, como tinha ordenado Aman, a todos os sátrapas do rei, e aos juízes das províncias, e das diversas nações, como cada uma delas o podia ler e ouvir conforme a variedade de línguas em nome do rei Assuero: E as cartas seladas com o seu anel, 13foram enviadas pelos correios do rei a tôdas as províncias para que matassem e acabassem com todos os judeus, desde o menino até o velho, meninos, e mulheres, em um mesmo dia, isto é, a treze do mês duodécimo, que se chama Adar, e saqueassem os seu bens. 14E esta era a substância das cartas, para que tôdas as províncias o soubessem, e se prevenissem para o dito dia. 15Os correios, que se enviaram, se apressavam a cumprir a ordem do rei. E logo se afixou em Susa o edito, a tempo que o rei e Aman faziam banquete, e que todos os judeus, que havia na cidade, se debulhavam em lágrimas.
Ester 4
1Mardoqueu tendo sabido isto. rasgou os seus vestidos, e vestiu-se de saco, cobrindo a cabeça de cinza: E 'clamava em altas vozes no meio da praça da cidade, dando a conhecer a amargura do seu coração, 2e vindo com este pranto até à porta do palácio. Porque não era permitido entrar vestido de saco no palácio do rei. 3Em tôdas as províncias, cidades, e lugares, onde êste cruel edito do rei tinha chegado, era grande a consternação entre os judeus, os jejuns, os lamentos, e os prantos, usando muitos de cilícios e de cinza em lugar de leito. 4E as criadas de Ester e os eunucos entraram a dar-lhe a notícia. E quando o ouviu ficou consternada. E enviou um vestido, para que despindo o saco, lho vestissem: Mas êle o não quis receber. 5E chamando Ester ao eunuco Atac, que o rei lhe tinha dado para a servir, mandou-lhe que fôsse ter com Mardoqueu, e soubesse dele por que fazia isto. 6E saindo Atac, foi em busca de Mardoqueu, que estava na praça da cidade, diante da porta do palácio: 7E êste o informou de tudo o que havia passado, de que maneira Aman prometeu pôr uma soma de dinheiro nos tesouros do rei pela matança dos judeus: 8Deu-lhe também uma cópia do edito, que estava afixado em Susa, para a mostrar à rainha, e para a advertir que fôsse ter com o rei, e lhe rogasse pelo seu povo. 9Tendo voltado Atac, referiu a Ester tudo o que Mardoqueu lhe tinha.dito. 10Ela lhe respondeu, e mandou que dissesse a Mardoqueu: 11Todos os servos do rei, e tôdas as províncias que estão debaixo do seu domínio, sabem que se um homem ou uma mulher entrar, sem ser chamado, na câmara do rei, no mesmo ponto sem recurso é morto: Exceto se o rei estende para êle o seu cetro de ouro em sinal de clemência, e lhe salva assim a vida. Como poderei eu logo ir ter com o rei, quando há já trinta dias que êle me não mandou chamar? 12O que ouvido por Mardoqueu, 13mandou ainda dizer a Ester: Não te persuadas que por isso que estás na casa do rei, salvarás tu só a vida entre todos os judeus: 14Porque se tu agora te calares, por outro caminho se salvarão os judeus: Mas tu e a casa de teu pai perecereis. E quem sabe se porventura fôste elevada a rainha, para que estivesses pronta em tal conjuntura? 15E de novo mandou Ester dizer a Mardoqueu estas palavras: 16Vai e ajunta todos os judeus, que achares em Susa, e orai todos por mim. Não comais nem bebais por três dias, e três noites: E eu jejuarei da mesma sorte com as minhas criadas, e depois disto irei buscar o rei obrando contra a lei sem ser chamada, e expondo-me à morte e ao perigo. 17Foi logo Mardoqueu, e executou tudo o que Ester lhe tinha ordenado.
Novo TestamentoJo 3,1-18
João 3
1E havia um homem de entre os fariseus, por nome Nicodemos, um dos chefes dos judeus. 2Este uma noite veio buscar a Jesus, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer êstes milagres, que tu fazes, se Deus não estiver com êle. 3Jesus respondeu, e lhe disse: Na verdade, na verdade, te digo, que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que renascer de novo. 4Nicodemos lhe disse: Como pode um homem nas cer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer outra vez? 5Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo, que «quem não renascer da água, e do Espirito Santo, não pode entrar no reino de Deus. 6O que é nascido da carne, é carne: E o que é nascido do espírito, é espírito. 7Não te maravilhes de eu te dizer: Importa-vos nascer outra vez. 8O espirito assopta onde quer: E tu ouves a sua voz, mas não sabes donde êle vem, nem para onde vai: Assim é todo aquele que é nascido do espírito. 9Perguntou Nicodemos, e disse-lhe: Como se pode 10Respondeu Jesus, e disse-lhe: Tu és mestre em Israel, e não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade te digo, que nós dizemos o que sabemos, e que damos testemunho do que vimos, e vós contudo isso não recebeis o nosso testemunho. 12Se quando eu vos tenho falado nas coisas terre-nas, ainda assim vós me não crêdes: Como me crereis vós, se eu vos falar nas celestiais? 13Também ninguém subiu ao Céu, senão aquele que desceu do Céu, a saber, o Filho do homem, que está no Céu. 14E como Moisés no deserto levantou a serpente, assim importa que seja levantado o Filho do homem: 15Para que todo o que crê nele, não pereça, mas. tenha a vida eterna. 16Porque assim amou Deus ao mundo, que lhe deu seu Filho unigênito: Para que todo o que crê nele não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque Deus nãg enviou seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por êle. 18Quem nele crê, não é condenado: Mas o que não crê, já está condenado: Porque não crê no nome do Filho unigênito de Deus.
Salmos e ProvérbiosPr 15,9-17
Provérbios 15
9O caminho do ímpio é abominação para o Senhor: O que segue a justiça é amado dêle. 10A doutrina é má para o que deixa o caminho da vida: Aquêle que aborrece as repreensões. morrerá. 11O inferno e a perdição estão diante do Senhor: Quanto mais o estarão os corações dos filhos dos homens! 12O homem pernicioso não ama a quem o repreende: Nem vai buscar aos sábios. 13O coração contente alegra o semblante: Com a tristeza de alma se abate o espírito. 14O coração do sábio busca a doutrina: E a bôca dos insensatos se apascenta de imperícia. 15Todos os dias do pobre são maus: A alma tranquila é como um banquete continuo. 16Com temor do Senhor mais vale o pouco do que os grandes tesouros que nunca jamais saciam. 17Mais vale ser chamado com afeto a comer umas ervas, do que comer um gordo novilho com desamor.