Dia 315
1Mc 10 · Jo 8,42-59 · Pr 18,17-24 · cerca de 16 min
Destaque da leitura de hoje“A sorte apazigua as diferenças, e decide ainda entre os poderosos.”Provérbios 18,18
Antigo Testamento1Mc 10
1 Macabeus 10
1No ano pois cento e sessenta, Alexandre, filho de Antíoco, que teve o sobrenome de Ilustre, subiu: E se senhoreou de Ptolemaida: E o receberam os habitantes, e reinou ali. 2E soube isto o rei Demétrio, e levantou um exército em extremo numeroso, e saiu a encontrar-se com êle para lhe dar batalha. 3Então Demétrio remeteu a Jônatas uma carta cheia de expressões de paz, onde êle o engrandecia muito. 4Porque dizia Demétrio: Antecipemo-nos a fazer a paz com êle, antes que êle a faça com Alexandre em dano nosso: 5Porque êle Jônatas se lembrará de todos os males que nós lhe fizemos a êle, e a seu irmão, e à sua gente. 6Demétrio pois lhe deu poder de levantar um exército, e de mandar fazer armas, e quis que êle fôsse seu aliado: E mandou que se lhe entregassem os reféns, que estavam na fortaleza. 7E veio Jônatas a Jerusalém, e leu as cartas, ouvindo-o todo o povo, e os que estavam na fortaleza. 8E eles ficaram tomados de um grande mêdo, depois que ouviram que o rei lhe tinha dado: poder de: ajuntar um exército. 9Foram pois entregues a Jônatas os reféns, e êle os restituiu a seus pais: 10E Jônatas ficou habitando em Jerusalém, e começou a edificar e a renovar a cidade. 11E mandou aos arquiteios que levantassem os muros, e cercassem de pedras de silharia o monte Sião todo em tôrno para a sua fortificação: E êles assim o fizeram. 12Então os estrangeiros, que estavam nas fortalezas que Baquides tinha edificado, fugiram: 13E cada um deixou o seu lugar, e sc foi para a sua terra: 14Ficaram somente em Betsura alguns daqueles que tinham abandonado a lei, e os preceitos de Deus: Porque esta cidade era a que lhes servia de acolheita. 15Entretanto ouviu o rei Alexandre as promessas que Demétrio tinha feito a Jônatas: Recontaram-lhe também as batalhas, e provas de valor, que êle, e seus irmãos tinham dado, e os trabalhos que tinham padecido: 16E disse êle: Acaso poderemos nós achar outro algum homem tal como êste? pois vejamos como o faremos agora nosso amigo, e aliado. 17E escreveu uma carta, e lha enviou concebida nestes têrmos, dizendo: 18O rei Alexandre a seu irmão Jônatas, saúde. 19Nós temos ouvido dizer de ti, que és um homem poderoso em fôrças, e azado para seres nosso amigo: 20E agora te constituímos hoje Sumo Pontífice da tua nação, e queremos que sejas chamado amigo do rei (e mandou-lhe uma púrpura, e uma coroa de ouro), e que te conformes conosco em tôdas as coisas que são dos nossos interêsses, e nos conserves a amizade. 21E no ano cento e sessenta, no sétimo mês, se vestiu Jônatas da Santa Opa, no dia da solene festa dos Tabernáculos: E levantou um exército, e mandou fazer quantidade de armas. 22E Demétrio tanto que ouviu estas coisas, logo se contristou em extremo, e disse: 23Como temos nós dado lugar a que Alexandre nos haja prevenido em conciliar a amizade dos judeus para fortificar o seu partido? 24Eu pois lhes escreverei também exortando-os a isso com rogativas, e oferecendo-lhes dignidades, e dádivas: Para êles serem comigo em minha ajuda. 25Êle pois lhes escreveu nestes têrmos: O rei Demétrio à nação dos judeus, saúde: 26Ouvimos que vós tendes guardado a aliança que fizestes conosco, e que perseverastes firmes na nossa amizade, e que vos não acostastes ao partido de nossos inimigos, e disto nos alegramos. 27Perseverai pois agora como até aqui em nos conservar a mesma fidelidade, e nós vos pagaremos avanta-Jjadamente o que obrastes conosco: 28E nós vos remeteremos muitas das prestações que vos estavam impostas, e vos faremos grandes doações. 29E desde agora eu vos remito a vós, e a todos os judeus os tributos que costumáveis pagar, e vos perdôo os impostos do sal, e vos dou por isentos das coroas, e da têrça da semente: 30E do que eu tinha direito de levar pela metade dos frutos das árvores, eu vos alivio de tudo isso desde o dia de hoje em diante, não querendo que ela se cobre mais do país de Judá, nem das três cidades, que lhe foram anexadas, da Samaria e da Galiléia, começando de hoje e pelo decurso do tempo para sempre: 31Quero outrossim que Jerusalém seja santa, e livre com todo o seu território: E que os dízimos e os tributos sejam seus. 32Também abro mão do senhorio da fortaleza, que está em Jerusalém: E a dou ao sumo sacerdote. a fim de que êle ponha nela quaisquer homens que êle mesmo escolher, para que a guardem. 33Dou mais sem resgate algum a liberdade a todos os judeus, que foram cativos do país de Judá, e se acharem em todo o meu reino, isentando-os a todos de pagarem tributos por si, e ainda pelos seus gados. 34Quero da mesma sorte que tôdas as festas solenes, e os dias de sábado, e as luas novas, e as festas decretadas, e os três dias antes de cada festa solene, e os três depois dela, sejam todos uns dias de imunidade, e de franqueza para todos os judeus que estão no meu reino: 35E ninguém terá poder de andar em litígio, nem mover demanda contra algum dêles em qualquer negócio que fôr. 36Item, ordeno que dos judeus se alistem nas tropas do rei até trinta mil homens: E se lhes subministrará o necessário como convém a tôdas as tropas do rei, e dêles se escolherão os que houverem de ser postos nas fortalezas do grande rei:. 37Item, dêstes se elegerão alguns para o manejo dos negócios do reino, que pedem fidelidade, e sejam dêles mesmos tirados os cabeceiras do govêrno, e vivam conforme as sttas leis, como o rei ordenou para o país de Judá. 38E que as três cidades do país de Samaria, que foram anexadas à Judéia sejam havidas como da Judéia: Para que não dependam senão de um governador, nem obedeçam a nenhuma outra potestade, que não seja a do sumo pontífice. 39Quanto a Ptolemaida, e a todo o seu território, tenho feito doação dela ao santuário de Jerusalém, para daqui se acudir às despesas necessárias das coisas santas. 40Afora isto darei eu todos os anos quinze mil siclos de prata, que se tomarão dos direitos reais, que me pertencem: 41E os que administravam a minha fazenda os anos passados, darão desde hoje para as obras da casa tudo o que restar daqueles anos, que êles ainda não pagaram, 42E além disto cinco mil siclos de prata, que todos os anos cobravam das rendas do santuário: Também êstes pertencem aos sacerdotes, que fazem as funções do seu ministério. 43Item quero que todos aquêles que, sendo devedores ao rei por qualquer negócio que ser possa, se refugiarem no templo de Jerusalém, e em todo o seu conto, fiquem seguros, e gozem livremente de tudo o que têm no meu reino. 44Ttem para edificar ou reparar as obras do santuário, sairão as despesas do bolsinho do rei: 45Também para reedificar os muros de Jerusalém, e para os fortificar ao redor, fár-se-ão os gastos do mesmo bolsinho do rei, e para fazer muros por tôda a Judéia. 46Mas Jônatas, e o povo quando ouviram estas proposições de Demétrio, não as tiveram por sinceras, nem as aceitaram: Porque se lembraram dos grandes males que êle tinha feito a Israel, e quanto os tinha atribulado. 47Êles pois se declararam a favor de Alexandre, visto ter Êle sido o primeiro que lhes falara de paz, e êles o auxiliaram sempre dali por diante. 48Negociado isto, levantou o rei Alexandre um grande exército, e marchou com as suas tropas contra Demétrio. 49E deram batalha os dois reis, e fugiu o exército de Demétrio, e foi Alexandre em seu alcance, e deu sôbre êles. 50E foi mui renhida a peleja, até que se pôs o sol: E acabou Demétrio naquele dia. 51E depois destas coisas enviou Alexandre embaixadores a Ptolomeu, rei do Egito, dizendo:. 52JÁ QUE sou entrado no meu reino e me assentei no trono de meus pais, e recobrei o meu império, e desfiz a Demétrio, e entrei na posse de meus domínios, 53e vim com êle às mãos, e q derrotei a êle e às suas tropas, e me assentei no trono do seu reino: 54Portanto façamos agora amizade um com outro: E dá-me tua filha por mulher, e eu serei teu genro, e assim a ti, como a ela, eu farei presentes dignos de ti. 55E o rei Ptolomeu lhe respondeu, dizendo: VENTUROSO o dia em que tornaste a ocupar a terra de teus pais, e te assentaste no trono do seu reino. 56E agora te farei o que me pediste por escrito: Mas vem ter comigo a Ptolemaida, para que ambos ali nos vejamos, e dar-te-ei a minha filha como disseste. 57Saiu pois Ptolomeu do Egito, e êle, e sua filha Cleópatra, e veio a Ptolemaida no ano cento e sessenta e dois. 58E foi ali encontrar-se com êle o rei Alexandre, a quem Ptolomeu deu sua filha Cleópatra: E celebrou as suas núpcias 'ém Ptolcmaida com grande magnificência, segundo o costume dos reis. 59O rei Alexandre também escreveu a Jônatas, para que viesse avistar-se com êle. 60E foi Jônatas com grande pompa a Ptolemaida, e ali saiu ao encontro aos dois reis, e lhes deu muita prata, e ouro, e presentes: E achou um entranhável acolhimento em ambos êles. 61E conspiraram-se contra êle certos homens pestilenciais de Israel, homens iníquos, para darem contra êle capítulos de acusação: Mas o rei os não quis atender. 62Antes mandou que se tirassem a Jônatas os seus vestidos, e que o vestissem de púrpura: E assim o fizeram. E o rei o fêz assentar a par de si. 63E disse aos grandes de sua corte: Ide com êle pelo meio da cidade, e fazei publicar em voz alta, que ninguém se atreva a formar contra êle queixa por título algum, e que ninguém lhe seja molesto por qualquer coisa que fôr. 64Aquêles pois que tinham vindo com tenção de o acusar, quando o viram sublimado ao auge de glória, que se apregoava dêle, e a êle vestido de púrpura, fugiram todos: 65E o rei o elevou a grande honra, e pô-lo no número dos seus primeiros amigos, e constituiu-o chefe, e príncipe junto à sua pessoa. 66E Jônatas voltou para Jerusalém em paz, e com alegria. 67No ano cento e sessenta e cinco, Demétrio, filho de Demétrio, veio de Creta à terra de seus pais. 68Tanto que o rei Alexandre teve notícia disto, logo se contristou em extremo e voltou para Antióquia. 69E o rei Demétrio fêz general das suas tropas a Apolônio, que era governador da Celesíria: e êste levantou um grande exército, e chegou a J amnia: E enviou um mensageiro a Jônatas sumo sacerdote, 70dizendo: Tu és ojúnico que nos resistes: E eu estou feito um objeto de riso, e de opróbrio, porque tu te vales contra nós da vantagem que tens nos montes. 71Se pois agora confias nas tuas tropas, desce a nós ao campo, e façamos lá prova das nossas fôrças: Porque o valor militar me acompanha sempre. 72Pergunta, e saberás quem eu sou, e os outros que me dão socorro, os quais também dizem que os vossos pés se não podem manter firmes diante da nossa face, porque teus pais duas vêzes foram postos em fugida na sua própria terra: 73Como poderás tu logo agora aturar a fôrça da minha cavalaria, e a de um tão grande exército num campo, onde não há nem pedra, nem penedo, nem lugar para fugir? 74E Jônatas assim que ouviu estas palavras de Apolônio, alterou-se no fundo do seu coração: E escolheu dez mil homens, e partiu de Jerusalém, e Simão seu irmão se foi imcorporar com êle para o socorrer: 75E vieram acampar-se ao pé de Jope, e os da cidade lhes fecharam as portas: Porque dentro de Jope havia uma guarnição de Apolônio, e Jônatas a combateu. 76E espantados os que estavam dentro da cidade, abriram-lhe as portas, e Jônatas se apoderou de Jope. 77E tanto que ouviu isto, Apolônio fêz logo avançar consigo três mil cavalos, e um grande corpo de tropas. 78E marchou como quem ia para Azot, e logo de improviso se lançou na campina, porque tinha muita cavalaria, e nela se fiava. Seguiu-o pois Jônatas para a parte de Azot, e ali deram batalha um ao outro. 79Mas Apolônio tinha: deixado de emboscada no seu arraial mil cavalos por detrás dos inimigos. 80E teve notícia Jônatas de que ficava por detrás dêle uma emboscada, e os inimigos rodearam o seu arraial, e desde a manhã até à tarde não cessaram de despedir tiros missivos contra a sua gente. 81Mas ela se tinha firme, conforme a ordem que Jônatas lhe havia dado: Entretanto os cavalos dos inimigos se fatigaram muito. 82Então fêz Simão avançar as suas tropas, e atacou a infantaria: Porque a cavalaria estava já cansada, de sorte que foi rôta por êle e fugiu. 83E os que se tinham espalhado pelo campo, se acolheram a Azot, e entraram pelo templo de Dagon, seu ídolo, para ficarem salvos. 84Porém Jônatas queimou a Azot, e as cidades que estavam nos seus contornos, e tomou os seus despojos, e pôs fogo ao templo de Dagon, queimando-o com todos os que nêle se tinham refugiado. 85E foram perto de oito mil homens os que morreram passados à espada, entrando nesta conta os que ficaram consumidos do fogo. 86E Jônatas fêz abalar o campo dêste lugar, e marchou contra Ascalon: E os paisanos saíram fora da cidade a recebê-lo com grandes honras. 87Depois se recolheu Jônatas a Jerusalém com a sua gente carregada de muitos despojos. 88E aconteceu isto: O rei Alexandre como ouviu êstes felizes sucessos elevou ainda Jônatas a maior glória. 89Mandou-lhe pois uma fivela de ouro, daquelas que se costumam dar aos príncipes de sangue real. E deu-lhe a propriedade de Acaron com todo o seu território.
Novo TestamentoJo 8,42-59
João 8
42Respondeu-lhes pois Jesus: Se Deus fôsse vosso pai, vós certamente me amaríeis: Porque eu saí de Deus, e vim, porque não vim de mim mesmo, mas êle foi quem me enviou. 43Por que não conheceis vós a minha fala? E” porque não podeis ouvir a minha palavra. 44Vós sois filhos do diabo, e quereis cumprir os desejos de vosso pai; êle era homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele: Quando êle diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. 45Mas ainda que eu vos digo a verdade, vós não me credes. 46Qual de vós me arguirá de pecado? Se eu vos digo a verdade, por que não me credes? 47O que é de Deus, ouve as palavras de Deus. Por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus. 48Responderam então 'os judeus, e disseram-lhe: Não dizemos nós bem, que tu és um samaritano, e que tens demônio? 49Respondeu-lhes Jesus: Eu não tenho demônio, mas dou honra a meu Pai, e vós a mim desonrastes-me 50E eu não busco a minha glória: Outro é o que a buscará, e que fará justiça. 51Em verdade, em verdade vos digo: Que se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte eternamente. 52Disseram-lhe pois os judeus: Agora é que conhecemos que estás possesso do demônio. - Abraão morreu, e os profetas morreram, e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, não provará a morte eternamente. 53Acaso és tu maior do que o nosso pai Abraão que morreu? E do que os profetas, que também morreram? Quem te fazes tu ser? 54Respondeu Jesus: Se eu glorifico a mim mes-mo, não é nada a minha glória: Meu Pai é que me glorifica, aqueleque vós dizeis que é vosso Deus. 55E entretanto vós não o tendes conhecido: Mas eu conheço-o: E se disser que o não conheço, serei como vós mentiroso. Mas eu conheço-o, e guardo a sua palavra. 56Vosso pai Abraão desejou ansiosamente ver o meu dia: Viu-o, e ficou cheio de gôzo. 57Disseram-lhe por isso os judeus: Tu ainda não tens cinquenta anos, e viste a Abraão? 58Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo, que antes que Abraão fôsse feito, sou eu. 59Então pegaram os judeus em pedras para lhe atirarem: Mas Jesus encobriu-se, e saiu do Templo.
Salmos e ProvérbiosPr 18,17-24
Provérbios 18
17O justo é o primeiro que a si mesmo se acusa: Vem depois o seu amigo, e êle o sondará. 18A sorte apazigua as diferenças, e decide ainda entre os poderosos. 19O irmão, que é ajudado por seu irmão, é como uma cidade forte: E os seus juízos são como os ferrolhos das cidades. 20Do fruto da bôca do homem se encherá o seu ventre: E os renovos dos seus lábios o fartarão. 21A morte e a vida estão no poder da língua: Os que a amam, comerão dos seus frutos. 22Aquêle que achou a uma mulher boa, achou o bem: E receberá do Senhor um manancial de alegria. Aquêle que expele a uma mulher virtuosa, expele o bem: Mas o que retém a adultera é um insensato e um ímpio. 23O pobre falará com suplicas: E o rico lhe responderá com aspereza. 24O homem amável no trato será mais amigo do que um irmão.